A Fuga Detalhada de Silvinei Vasques: Do Carro Alugado ao Cachorro na Bagagem

O Passo a Passo da Evasão de Silvinei Vasques Revelado pela PF

A tentativa de fuga de Silvinei Vasques, ex-diretor-geral da Polícia Rodoviária Federal (PRF), foi detalhada em um relatório da Polícia Federal (PF) apresentado ao ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF). A prisão preventiva do ex-diretor, que ocorreu no Paraguai enquanto ele tentava seguir para El Salvador, foi embasada nas minúcias de sua movimentação em Santa Catarina antes de deixar o país.

O Desligamento da Tornozeleira e a Saída Discreta

Conforme o relatório da PF, a tornozeleira eletrônica de Silvinei parou de enviar o sinal de GPS por volta das 3h da manhã de quinta-feira, 25. Posteriormente, por volta das 13h do mesmo dia, o dispositivo ficou sem sinal GRPS, indicando uma possível descarga da bateria. A ausência do ex-diretor em seu apartamento e em sua vaga de garagem foi confirmada por equipes da Polícia Penal e da PF entre as 20h e 23h do mesmo dia.

O Uso de Carro Alugado e a Carga Inusitada

A investigação da PF revelou que Silvinei utilizou um carro alugado, um Volkswagen Polo prata, em vez de seu próprio Jeep Renegade branco. Imagens de câmeras de segurança capturaram o ex-diretor carregando o veículo por volta das 19h de quarta-feira, 24. A PF descreveu a cena: “Pela sequência de imagens, às 19h06 aproximadamente ele colocou bolsas no porta-malas do carro (não eram malas); novamente, aproximadamente às 19h14min colocou mais coisas no banco de trás (inclusive ração e muitos sacos de tapete higiênico para cães), pelo lado do passageiro; e, aproximadamente às 19h22min, foi para o carro carregando potes comedouros (para ração) e conduzindo um cachorro (aparentando ser da raça pitbull), e saiu”, detalhou a corporação.

Alerta nas Fronteiras e a Detenção no Paraguai

Após identificar o rompimento do dispositivo de monitoramento, a PF disparou alertas nas fronteiras e acionou a adidância brasileira no Paraguai. Silvinei foi abordado e detido no aeroporto do país vizinho enquanto tentava embarcar para El Salvador. Ele portava um passaporte paraguaio original, mas sem suas informações pessoais. O ex-diretor foi encaminhado ao Ministério Público paraguaio, que deve proceder com sua extradição ao Brasil.


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