A OMS alerta para uma epidemia de ansiedade no Brasil.

O Brasil enfrenta uma epidemia de ansiedade, sendo o país com o maior número de pessoas ansiosas do mundo, de acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS). Cerca de 18,6 milhões de brasileiros, o equivalente a 9,3% da população, convivem com o transtorno. No entanto, ainda existem tabus em relação ao uso de medicamentos para o tratamento da ansiedade.

Psiquiatras destacam que os pacientes muitas vezes resistem ao uso de remédios devido a mitos como dependência, efeitos colaterais negativos e ganho de peso. No entanto, eles enfatizam que a prescrição de medicamentos é baseada em uma relação de custo-benefício favorável ao paciente, levando em consideração os possíveis efeitos colaterais.

Além disso, especialistas alertam para a “medicalização” do comportamento humano e o excesso de diagnósticos por pessoas leigas ou profissionais de saúde. O historiador Leandro Karnal destaca o uso de medicamentos para tratar problemas, como a falta de atenção em sala de aula, ressaltando que nem todos que apresentam falta de atenção têm déficit de atenção.

Já a psicóloga Rosely Sayão alerta para o diagnóstico excessivo, que acaba rotulando as pessoas com base em condições e apagando a individualidade por trás do diagnóstico.

O tratamento da ansiedade pode variar de acordo com cada caso, podendo ser temporário ou necessário ao longo da vida. O controle da ansiedade pode ser alcançado por meio de atividade física, meditação e terapia, além do uso de medicamentos, quando necessário.


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