Abandono, internações e esquizofrenia: como era a vida do jovem morto por leoa em João Pessoa | G1

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"title": "Jovem com esquizofrenia e histórico de abandono morre após ataque de leoa em João Pessoa",
"subtitle": "Gerson Machado, de 19 anos, enfrentava transtornos mentais, internações e ausência de acompanhamento psicológico contínuo, segundo relatos.",
"content_html": "<h2>A vida marcada por abandono e transtornos mentais de Gerson Machado</h2>n<p>A trágica morte de Gerson de Melo Machado, de 19 anos, após invadir o recinto de uma leoa no Parque Arruda Câmara, em João Pessoa, revela uma história de vida complexa, marcada pelo abandono, internações psiquiátricas e a luta contra a esquizofrenia. O jovem, que sofria com a ausência paterna e teve a mãe destituída do poder familiar devido à mesma doença, viveu a maior parte de sua juventude em instituições de acolhimento.</p>nn<h3>Histórico familiar e institucionalização precoce</h3>n<p>A família de Gerson possui um histórico de transtornos mentais, com avós também afetadas. Quatro irmãos do jovem foram adotados, enquanto ele permaneceu em instituições até completar 18 anos. A conselheira tutelar Verônica Oliveira, que acompanhava Gerson há nove anos, relatou que, após atingir a maioridade, ele foi "entregue à própria sorte" e passou a ter passagens pelo sistema prisional.</p>n<p>Aos 10 anos, Gerson foi encontrado vagando sozinho em uma rodovia pela Polícia Rodoviária Federal, buscando a mãe. Ao ser levado à residência dela, foi rejeitado, com a genitora afirmando que não era mais sua mãe por decisão judicial.</p>nn<h3>Desassistência e a luta contra a esquizofrenia</h3>n<p>A prima de Gerson, Ícara Menezes, destacou a falta de acompanhamento psicológico contínuo. "O apoio que teve foi uma assistente social e o diretor do presídio", disse, ressaltando que a responsabilidade deveria ser dos órgãos competentes. Ela descreveu Gerson como uma pessoa com "mentalidade de 4 anos", que muitas vezes era utilizado por terceiros para cometer pequenos delitos.</p>n<p>A Justiça havia determinado a internação de Gerson em uma instituição de longa permanência no dia 30 de outubro, por considerá-lo inimputável devido à esquizofrenia. A decisão judicial enfatizou que o tratamento ambulatorial era insuficiente para conter o "ímpeto perigoso do réu" e que a internação era a medida mais adequada.</p>nn<h3>Dificuldades de tratamento e a busca por segurança</h3>n<p>A diretora do Caps Caminhar, Janaína D’Emery, informou que Gerson era acompanhado desde a infância, mas não aceitava internações de 24 horas, preferindo modalidades de atenção-dia. Ele já havia sido internado no Complexo Psiquiátrico Juliano Moreira, onde, segundo relatos, se sentia cuidado e seguro.</p>n<p>Gerson acumulou diversas passagens pela polícia, sendo a última há uma semana, por atirar uma pedra em uma viatura. Sua prima explicou que ele via o presídio como um local de acolhimento, pois temia ser agredido na rua. "Das vezes que ele foi preso, a maioria era por jogar uma pedra na viatura, porque ele queria se sentir seguro", concluiu.</p>"
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