Bolsonaro fragilizado: ‘Paranoia’ e ‘alucinação’ com tornozeleira abalam imagem do ex-presidente
A justificativa de Jair Bolsonaro para a violação da tornozeleira eletrônica, atribuída a “certa paranoia” e “alucinação” decorrentes de medicamentos, tem gerado preocupação entre aliados e especialistas. A declaração, feita em audiência de custódia, é vista por muitos como uma demonstração de fraqueza que pode **comprometer sua posição como principal líder da direita brasileira**.
Visão de especialistas e aliados sobre o impacto eleitoral
Cientistas políticos e lideranças conservadoras, que preferem o anonimato, admitem que a justificativa é **politicamente desfavorável** para o ex-presidente. Renato Dorgan, CEO do Instituto Travessia, avalia que a “alucinação, do ponto de vista eleitoral, é catastrófica”, indicando que Bolsonaro pode estar “desequilibrado e despreparado”. Para o eleitor comum, a situação pode gerar mais pena do que confiança, segundo um aliado bolsonarista.
O episódio, que envolveu a tentativa de violar o equipamento com um ferro de solda, gerou **perda de entusiasmo** até mesmo entre apoiadores mais fiéis. Um dirigente de centro-direita ressalta que o vídeo da ação fragiliza ainda mais a imagem de Bolsonaro, marcando um “desfecho melancólico” para o ex-presidente e para a direita como um todo.
Divergências sobre o futuro da liderança da direita
Há divergências sobre como esse enfraquecimento impactará a definição do candidato da direita para as próximas eleições presidenciais. Alguns acreditam que a crise pode **acelerar a escolha de um novo nome**, diante da aparente falta de mobilização popular em defesa de Bolsonaro, como apontam levantamentos de redes sociais. Outros, no entanto, preveem que a definição será adiada para o próximo ano, permitindo que Bolsonaro **mantenha sua influência** sobre o campo conservador. A negociação de espaços entre partidos de centro-direita também é um fator que pode postergar essa decisão.
Bolsonaristas minimizam o episódio e focam na ‘perseguição’
Publicamente, aliados de Bolsonaro tentam **minimizar o episódio**, atribuindo a “paranoia” a efeitos colaterais de medicação e reforçando o discurso de que o ex-presidente é vítima de perseguição política. O pastor Silas Malafaia defende que um “momento emocional ou de saúde” não invalida a capacidade de liderança de Bolsonaro, questionando a postura do judiciário em relação a documentos médicos.
Juliana Fratini, cientista política, sugere que o foco de Bolsonaro e seus aliados deve ser o discurso de vítima de perseguição, o que pode justificar “crises comportamentais”. A deputada federal Rosana Valle argumenta que qualquer pessoa estaria fragilizada na situação de Bolsonaro, enfatizando que ele não tentou fugir e que a tornozeleira é um monitoramento simbólico. O deputado estadual Tenente Coimbra reforça a ideia de que Bolsonaro continua sendo “o principal líder da direita na América do Sul”, mesmo diante da prisão, que ele classifica como parte de uma “perseguição sem precedentes no Brasil”.
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