ANPD ganha status de agência reguladora: o que muda para você?

Câmara aprova MP e ANPD se torna agência reguladora com mais autonomia

A Câmara dos Deputados deu um passo importante para o fortalecimento da proteção de dados no Brasil, aprovando em votação apertada a Medida Provisória (MP) que confere à Autoridade Nacional de Proteção de Dados (ANPD) o status de agência reguladora. A decisão, que agora segue para análise do Senado, garante à ANPD **autonomia administrativa, técnica e financeira**, um avanço crucial para a efetiva fiscalização e regulamentação da Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD).

Mais poder para fiscalizar e proteger seus dados

Com a nova configuração, a ANPD terá mais ferramentas para garantir que empresas e órgãos públicos cumpram as regras de proteção de dados. A aprovação da MP, com 271 votos a favor e 127 contrários, representa uma vitória para os defensores da privacidade e da segurança digital no país. A expectativa é que essa autonomia se traduza em uma atuação mais incisiva na fiscalização, na aplicação de sanções e na orientação sobre as melhores práticas de tratamento de dados pessoais.

Nova carreira e mais especialistas em proteção de dados

Além de consolidar o status da ANPD como agência reguladora, a medida também prevê a criação da **Carreira de Regulação e Fiscalização de Proteção de Dados**. Serão abertas 200 vagas para especialistas dedicados a atuar na regulação e fiscalização do tema. Essa iniciativa visa fortalecer o corpo técnico da autoridade, garantindo que ela conte com profissionais qualificados para lidar com os desafios complexos da proteção de dados em um cenário cada vez mais digitalizado. A presença de mais especialistas é fundamental para que a ANPD possa acompanhar as inovações tecnológicas e as novas formas de coleta e uso de dados.

O futuro da proteção de dados no Brasil

A aprovação da MP pela Câmara dos Deputados marca um momento significativo para a LGPD e para os direitos dos cidadãos brasileiros. A transformação da ANPD em agência reguladora, com maior autonomia e a criação de uma carreira específica, sinaliza um compromisso maior do Estado com a proteção de dados. Agora, o foco se volta para o Senado, onde a medida passará por novas discussões. A expectativa é que o texto seja mantido, consolidando um marco importante para a privacidade e a segurança da informação no Brasil, e garantindo que a ANPD possa desempenhar seu papel de forma ainda mais eficaz na defesa dos direitos dos titulares de dados.


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