A disseminação de ataques e mentiras nas redes sociais atingiu um nível alarmante, funcionando como um novo vírus que corrói a verdade e beneficia a criminalidade. A velocidade e o alcance com que essas informações falsas, conhecidas como fakenews, se espalham pela internet, criam um ambiente propício para a manipulação e a desinformação, afetando desde a esfera política até a reputação de instituições e indivíduos.
O Banco Master como Estudo de Caso
O caso do Banco Master exemplifica de forma contundente como a corrupção e as relações promíscuas entre o setor público e o privado podem ser amplificadas e distorcidas na internet. A prática de pagar e receber valores expressivos, como até R$ 2 milhões, para propagar mentiras contra o Banco Central revela uma audácia sem precedentes. Diante de uma situação indefensável, a estratégia adotada foi a de financiar um ataque digital em massa, repleto de ódio e inverdades, com objetivos claros: pressionar pela venda do banco, evitar sua liquidação e, por fim, buscar o cancelamento dessa medida.
Influenciadores e a Manipulação Digital
A atuação de certos “influencers” nesse cenário levanta sérias questões sobre a ética e a responsabilidade na divulgação de conteúdo. Diferentemente da propaganda de produtos, onde existem regras e a distinção clara entre conteúdo patrocinado e jornalístico, no universo dos influenciadores digitais, essa linha tênue muitas vezes se apaga. A ausência de regulamentação específica permite que mentiras e manipulações sejam disseminadas em troca de ganhos financeiros, sem o devido escrutínio ou a obrigação de transparência.
A Similaridade com Campanhas Políticas
Na esfera política, o uso das redes sociais para disseminar informações falsas e criar pânico é uma tática recorrente. O episódio do Banco Master guarda semelhanças com a campanha contra as urnas eletrônicas em 2022, que contou com a participação de indivíduos com histórico questionável e que chegaram a frequentar altos escalões do governo. Outro exemplo é a campanha que gerou pânico sobre supostas mudanças no Pix, orquestrada por figuras políticas, demonstrando como a desinformação pode influenciar políticas públicas e gerar reversões governamentais. Essa estratégia de criar pânico e influenciar a opinião pública através de narrativas falsas se tornou uma arma poderosa, utilizada por diferentes grupos e com objetivos variados, desde a desqualificação de profissionais e instituições até a manipulação da fé e a propaganda de produtos ou ideias nocivas.
A capacidade dessas campanhas de “viralizar”, alcançando um número massivo de pessoas, é precisamente o que as torna tão perigosas. Esse vírus digital se espalha rapidamente, destruindo a verdade e abrindo caminho para que criminosos e interesses escusos prosperem em um ecossistema de desinformação.
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