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"title": "Auditor da Receita admite 'burrada' em acesso a dados de enteada de Gilmar Mendes",
"subtitle": "Ricardo Mansano de Moraes, alvo da PF, alega acesso acidental a informações fiscais e nega vazamento.",
"content_html": "<h2>Auditor da Receita admite 'burrada' em acesso a dados de enteada de Gilmar Mendes</h2>nn<p>O auditor da Receita Federal, Ricardo Mansano de Moraes, investigado pela Polícia Federal por suposto acesso e vazamento de dados fiscais de ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) e seus parentes, declarou a investigadores que cometeu uma <b>'burrada'</b> ao acessar, <b>'por acidente'</b> e <b>'infelicidade'</b>, informações fiscais de uma enteada do ministro Gilmar Mendes. Mansano, que atua na Receita desde 2007, foi um dos servidores alvo de busca e apreensão pela PF nesta terça-feira, 17.</p>nn<h3>Acesso acidental e a reação do auditor</h3>nn<p>Segundo relatos, o auditor teria se assustado com a ação ostensiva da Polícia Federal em sua residência. Demonstrando nervosismo, Mansano relatou que, após ler uma reportagem sobre suposta venda de sentenças no Superior Tribunal de Justiça que mencionava o sobrenome <b>'Feitosa'</b>, resolveu pesquisar o nome no sistema da Receita. Ele conta que inicialmente pensou se tratar de um antigo colega, mas ao prosseguir com a consulta, esbarrou no sistema <b>'Alerta'</b>, que identifica pessoas politicamente expostas e seus familiares. Foi então que ele constatou que o sobrenome pertencia à enteada de Gilmar Mendes. <b>"Fiz burrada"</b>, teria dito Mansano a investigadores, garantindo, contudo, que <b>não vazou nenhuma informação</b>.</p>nn<h3>Medidas cautelares e críticas à operação da PF</h3>nn<p>Por ordem do ministro do STF, Alexandre de Moraes, Ricardo Mansano de Moraes foi afastado de suas funções, teve seu sigilo bancário, fiscal e telemático quebrado, e está proibido de sair de sua cidade, com recolhimento domiciliar noturno e nos finais de semana. Seu passaporte foi recolhido, impedindo-o de deixar o país e de acessar as dependências da Receita. Além de Mansano, outros três servidores públicos foram alvos da operação da PF, incluindo um servidor do Serpro. Colegas do auditor criticaram a <b>'desproporção'</b> e a ação <b>'truculenta'</b> da PF, destacando que a própria Receita se referiu ao caso como <b>'preliminarmente'</b>, indicando que as investigações internas ainda não haviam concluído nada. Outros colegas observaram que <b>não há suspeitas de que Ricardo Mansano tenha vazado dados sigilosos</b>.</p>nn<h3>Posição do Sindicato dos Auditores-Fiscais</h3>nn<p>O Sindifisco Nacional (Sindicato dos Auditores-Fiscais da Receita Federal) manifestou preocupação com o suposto vazamento, ressaltando a importância da proteção das informações tributárias como garantia do contribuinte e pilar da confiança na Administração Tributária. O sindicato, no entanto, pontuou que o <b>acesso motivado aos dados é parte da rotina de trabalho</b> dos auditores para fins de fiscalização e auditoria, enquanto a divulgação é crime. Reforçaram que todos os envolvidos devem ter seus direitos de contraditório e ampla defesa preservados e esperam o rápido esclarecimento do caso.</p>"
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