Banco Central em Alerta: Déficit de 51% de Servidores Preocupa Órgão

BC Enfrenta Crise de Pessoal

O Banco Central (BC) está operando com um alarmante déficit de 51% de seus servidores, contando atualmente com apenas 3,2 mil funcionários, bem abaixo dos 4,5 mil previstos em lei. Essa escassez de pessoal surge em um momento delicado, com o órgão sob inspeção do Tribunal de Contas da União (TCU) devido à liquidação do Banco Master. A situação é agravada pela possibilidade de 350 servidores se aposentarem a qualquer momento, intensificando a pressão sobre o quadro funcional.

Novas Responsabilidades e Desafios

Em meio a essa crise de pessoal, o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, propôs que o BC assuma a regulação e fiscalização de fundos de investimento, função atualmente exercida pela Comissão de Valores Mobiliários (CVM). O BC, por sua vez, informou que o déficit atual é de 3.303 servidores, considerando o efetivo total de 6.470 funcionários previsto na lei de 1998. A falta de servidores já impactou a participação do órgão em investigações, como a cessão de um auditor para a CPI do Crime Organizado no Senado, um ato justificado pela necessidade de “maximizar a eficiência dos trabalhos” apesar da “carência de recursos humanos”.

Perspectivas Futuras e Prioridades

O Relatório Integrado do Banco Central 2024 já alertava que a entrada de novos servidores, após mais de uma década sem concursos, não resolveria a falta de pessoal, prevendo que o BC “continuará enfrentando grandes desafios na gestão de sua força de trabalho”. A presidente do Sindicato Nacional dos Funcionários do Banco Central (Sinal) no Distrito Federal, Edna Velho, confirmou que 170 novos funcionários chegarão em breve, mas defende que eles sejam alocados prioritariamente em áreas críticas como fiscalização e gestão do Pix, setores que “mais demandam os técnicos” e que estão diretamente ligados às atuais preocupações do órgão.


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