Bolsonarismo: a irracionalidade que mina a democracia

A irracionalidade do bolsonarismo: um perigo para a democracia

A dinâmica do bolsonarismo tem sido marcada por uma profunda **irracionalidade**, onde a adesão incondicional a um líder, mesmo diante de sua condenação e encarceramento por crimes contra a ordem constitucional, transforma a cidadania em uma espécie de seita. Essa devoção cega, onde a opinião se torna um culto, gera uma **disfunção cognitiva coletiva** que se nutre da desinformação, da paranoia e do ressentimento.

A fuga da realidade e a força da narrativa

Observa-se que muitos seguidores do bolsonarismo, em vez de confrontar os fatos e a realidade institucional do país de forma objetiva e racional, preferem habitar uma **”bolha impermeável”**, resistente a provas, documentos e evidências. Quando a lealdade a um líder se torna dogma, qualquer dado contrário é visto como “invenção”, qualquer decisão das instituições como “perseguição” e qualquer crítica como “traição”. Neste cenário, a política dá lugar ao **culto à narrativa**.

A substituição do fato pela crença

O que se manifesta com nitidez inquietante é a substituição do fato pela crença, da prova pela suspeita e do argumento pela injúria. Isso instaura um fenômeno patológico no debate público, caracterizado pela **recusa obstinada da evidência**, pela hostilidade ao contraditório e pela construção de um “universo paralelo”. Neste mundo artificial, a realidade inconveniente é denunciada como fraude e as instituições, quando cumprem seu dever, são acusadas de conspiração.

O alto preço da irracionalidade para a democracia

Essa adesão incondicional, especialmente a um líder já condenado e preso por graves crimes, **corrompe a própria ideia de democracia**. Uma República não se sustenta sobre mitologias salvacionistas ou fidelidades cegas, mas sobre a primazia da Constituição, a integridade das instituições e a responsabilidade moral de aceitar a verdade dos fatos. Onde a mentira se torna método e a irracionalidade se converte em identidade, a democracia se enfraquece. O “universo paralelo” criado pelo bolsonarismo cobra um preço alto: destrói a capacidade de discernir, envenena a convivência, rompe laços familiares, degrada o debate público e normaliza a agressividade. A democracia exige razão, responsabilidade e compromisso com a verdade, elementos que **não sobrevivem onde a paixão cega substitui o pensamento**.


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