Bolsonarismo Reage: ‘Não Queremos CEO’, Diz Eduardo Bolsonaro

Crítica à Visão de “CEO” Provoca Incômodo na Família Bolsonaro

A declaração de Cristiane Freitas, primeira-dama de São Paulo, de que o Brasil necessita de um “novo CEO” gerou forte reação na família Bolsonaro e entre seus aliados mais fiéis. A fala, interpretada como um endosso indireto à candidatura presidencial de Tarcísio de Freitas (Republicanos), foi duramente criticada, especialmente por Eduardo Bolsonaro (PL-SP).

Eduardo Bolsonaro retuitou uma postagem do blogueiro bolsonarista Paulo Figueiredo, que afirmou categoricamente que “o bolsonarismo não quer um CEO”. Na publicação compartilhada pelo ex-deputado, Figueiredo classificou a declaração de Cristiane como “positivismo estúpido típico de milico”, acrescentando que “o país não é empresa e presidente não é gestor de planilha”. O ex-ministro Fabio Wajngarten também endossou a crítica, retuitando a mesma publicação.

Movimentos de Tarcísio e Michelle Bolsonaro Agitam Cenário Eleitoral

A polêmica surge em um momento de crescente articulação em torno de Tarcísio de Freitas. Cristiane Freitas fez o comentário logo após Tarcísio publicar um vídeo em tom de pré-candidato, apresentando propostas para o Brasil. Horas antes, a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro já havia sinalizado apoio ao governador republicano, republicando o vídeo.

Esses movimentos ocorrem em paralelo às primeiras pesquisas eleitorais para 2026, que apontam Tarcísio como o nome mais forte da direita para um eventual confronto com Luiz Inácio Lula da Silva (PT). A ascensão de Tarcísio, impulsionada por ações de sua esposa e de Michelle Bolsonaro, tem gerado desconforto em setores do bolsonarismo que preferem a candidatura do senador Flávio Bolsonaro (PL).

Ala Ideológica do Bolsonarismo Critica Apoio a Flávio Bolsonaro

Internamente, a ala mais ideológica do bolsonarismo reclama que Tarcísio de Freitas tem oferecido um apoio considerado “tímido” à campanha de Flávio Bolsonaro. A percepção é que os movimentos recentes do governador paulista visam consolidar sua própria posição como principal herdeiro do legado bolsonarista, em detrimento de outros nomes do grupo.

A disputa de narrativas e o embate sobre o perfil ideal para a liderança da direita no Brasil parecem estar apenas começando, com a figura do “CEO” se tornando um ponto central de discórdia dentro do próprio espectro bolsonarista.


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