Bolsonaro em Prisão Domiciliar: Relatórios Médicos Indicam Necessidade de Cirurgia no Ombro Direito

Defesa de Jair Bolsonaro Apresenta Relatórios Médicos ao STF sobre Condição do Ombro Direito

Os advogados do ex-presidente Jair Bolsonaro apresentaram ao Supremo Tribunal Federal (STF) dois relatórios médicos que apontam para a necessidade de uma cirurgia no ombro direito do ex-chefe do Executivo. Atualmente, Bolsonaro cumpre prisão domiciliar temporária, tendo sido liberado de uma internação hospitalar devido a um quadro de pneumonia. Anteriormente, ele estava detido em um batalhão da Polícia Militar em Brasília.

Fisioterapeuta Alerta para Dor Intensa e Limitação Funcional

Em um dos documentos encaminhados ao STF, o fisioterapeuta Kleber Caiado de Freitas descreve o estado de saúde de Bolsonaro como de “dor intensa”, recomendando expressamente o tratamento cirúrgico. Segundo o profissional, o ex-presidente já passou por avaliações ortopédicas e exames específicos. “Diante desse contexto, foi indicado o início de acompanhamento fisioterapêutico em fase pré-operatória”, informou Freitas, detalhando que os atendimentos domiciliares iniciaram em 30 de março.

O fisioterapeuta acrescenta que “o paciente se encontra em fase pré-operatória, com quadro álgico importante e limitação funcional significativa do membro superior acometido, o que, no momento, restringe a progressão para intervenções fisioterapêuticas mais ativas”. Essa avaliação reforça a urgência médica apontada pela defesa.

Médico Recomenda Analgésicos Contínuos para Alívio da Dor

Complementando as informações, o médico Brasil Caiado emitiu um relatório indicando que Bolsonaro sofre de “dores intermitentes no ombro direito”. A recomendação médica é para a manutenção contínua do uso de analgésicos, visando o alívio da sintomatologia dolorosa e a melhora da qualidade de vida durante o período que antecede a possível intervenção cirúrgica.

Exigência do STF e Condenação do Ex-Presidente

Os laudos médicos foram enviados ao STF em atendimento a uma exigência do ministro Alexandre de Moraes, que determinou o envio regular de documentos sobre o estado de saúde de Jair Bolsonaro. Essa solicitação ocorre após a condenação do ex-presidente pela Corte em setembro do ano passado, que o sentenciou a 27 anos e três meses de prisão pela tentativa de golpe de Estado. A situação médica de Bolsonaro, portanto, é monitorada de perto pelo Judiciário.


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