Bolsonaro na prisão domiciliar: defesa pede cuidador especial ao STF

Defesa de Bolsonaro busca autorização para incluir cuidador em prisão domiciliar

A defesa do ex-presidente Jair Bolsonaro protocolou um pedido no Supremo Tribunal Federal (STF) para que Carlos Eduardo Antunes Torres, irmão de criação da ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro, seja autorizado a atuar como cuidador durante o período de prisão domiciliar. O pedido foi encaminhado ao ministro Alexandre de Moraes, relator do caso no STF.

O objetivo é que o nome de Carlos Eduardo seja incluído na lista de pessoas autorizadas a frequentar a residência de Bolsonaro no Jardim Botânico, em Brasília, sem a necessidade de obter uma autorização prévia do tribunal a cada visita. Atualmente, a liberdade de convívio na residência é restrita a profissionais da equipe médica e aos familiares que residem no local: a esposa Michelle, a filha Laura Bolsonaro e a enteada Letícia Firmino.

Os filhos Flávio, Carlos e Jair Renan têm permissão para visitar o pai apenas às quartas-feiras e aos sábados, em horários específicos. A defesa argumenta que Michelle, Laura e Letícia possuem compromissos profissionais e escolares que dificultam sua permanência integral ao lado do ex-presidente, justificando a necessidade de um cuidador de confiança.

Carlos Eduardo, um nome de confiança para o cuidado

Segundo o documento apresentado pela defesa, Carlos Eduardo Antunes Torres já atuou como acompanhante de Bolsonaro em outras ocasiões. A família o considera uma pessoa de confiança para a função de cuidador, especialmente em momentos em que Michelle e outras familiares não possam estar presentes. “Por se tratar de pessoa de confiança da família e que já exerceu a atividade de acompanhante do Peticionário em outros momentos, requer-se seja permitida a presença do Sr. Carlos Eduardo Antunes Torres na residência do casal, sempre que se fizer necessário, especialmente durante as ausências da Sra. Michele, independente de autorização prévia”, afirma o pedido.

Contexto da prisão domiciliar e restrições

Alexandre de Moraes determinou a prisão domiciliar de Bolsonaro por 90 dias no final de março, após o ex-presidente ser internado com diagnóstico de broncopneumonia bilateral. A decisão visava evitar riscos de sepse e controlar infecções, devido ao quadro clínico de Bolsonaro. O ex-presidente foi condenado a 27 anos e três meses de prisão na ação penal que investigou a trama golpista.

Bolsonaro recebeu alta hospitalar recentemente e cumpre as regras impostas pela prisão domiciliar, que incluem a proibição do uso de celular e o recebimento de visitas restrito aos horários autorizados. A solicitação de inclusão de Carlos Eduardo como cuidador busca flexibilizar essa rotina, garantindo o acompanhamento necessário para o ex-presidente.


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