Bom Prato: 25 anos combatendo a fome e garantindo dignidade

O Bom Prato, programa paulista de segurança alimentar, celebra 25 anos de atuação como uma das principais políticas públicas de combate à fome na América Latina. Criado para oferecer refeições nutritivas e acessíveis, o programa se tornou um pilar fundamental na rede de proteção social do estado, demonstrando sua longevidade, capilaridade e alta aprovação popular.

Uma pesquisa recente da Fundação Seade revela que 95,9% dos usuários avaliam as refeições como ótimas ou boas, e 87% frequentam o programa motivados principalmente pela qualidade da alimentação. Embora seja aberto a todos, o perfil dos frequentadores aponta para uma função altamente focalizada: 55,6% dos usuários vivem com renda familiar entre 0 e 1 salário mínimo. Mais alarmante ainda, 39% afirmam que os alimentos em casa acabaram antes que houvesse dinheiro para comprar mais, e 46,9% relatam ter comido apenas o que restava quando o dinheiro se esgotou, evidenciando a vulnerabilidade do público atendido.

Em um contexto de debates sobre o consumo de alimentos ultraprocessados, o Bom Prato se destaca por promover a alimentação saudável com comida de verdade. O preço simbólico de R$ 1,00 para almoço e jantar, e R$ 0,50 para o café da manhã, mantido há 25 anos, é um marco do programa. O custo real das refeições é de R$ 9,80, com 89,8% subsidiados pelo Estado, reforçando o compromisso público com a segurança alimentar.

Nos últimos anos, o programa passou por um ciclo de modernização e expansão, com a entrega de 24 novas unidades desde 2023, incluindo 20 móveis e 4 refeitórios, ampliando o alcance para áreas mais periféricas. Atualmente, o Bom Prato conta com 71 unidades fixas e 124 pontos de atendimento em 42 municípios, consolidando-se como um dos maiores sistemas públicos de alimentação da América Latina. Desde sua criação, mais de 436 milhões de refeições foram servidas.

A inovação também marca a celebração dos 25 anos, com o concurso inédito “Chef em Ação”, que valoriza os cozinheiros do programa e incentiva a criatividade nos cardápios. Essa iniciativa destaca o protagonismo de quem, diariamente, faz a política pública acontecer nas cozinhas do Bom Prato.

A pesquisa Seade também aponta que 40% dos usuários teriam muita dificuldade em garantir refeições sem o Bom Prato, e 93% afirmam que o programa contribui para a redução de seus gastos com alimentação. Diante desses números, fica claro que, mesmo com avanços, a fome persiste como uma grave violação de direitos humanos. Ambientes como o Bom Prato oferecem não apenas alimento, mas também acolhimento e dignidade, salvando vidas e garantindo o direito básico à alimentação.


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