Boulos: “Faria Lima gosta de bolsonarismo envernizado, mas Bolsonaro tem voto”

Boulos critica “bolsonarismo envernizado” e defende pautas trabalhistas

O deputado Guilherme Boulos criticou a postura da elite financeira, a Faria Lima, que, segundo ele, prefere um “bolsonarismo envernizado”, exemplificado por nomes como o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas. No entanto, Boulos ressalta que, na prática, **o eleitorado da direita ainda tem em Jair Bolsonaro seu principal referente de voto**. Essa análise surge em meio a discussões sobre os rumos da política brasileira e as próximas eleições.

Soberania, Justiça e Trabalhadores: os pilares da campanha

Boulos delineou os três grandes temas que, em sua visão, marcarão a próxima eleição: **soberania nacional, justiça tributária e defesa dos trabalhadores**. Ele enfatizou a importância de um debate social sobre o papel do Brasil no cenário internacional, questionando a submissão a potências estrangeiras e defendendo um país autônomo. A justiça tributária é apresentada como um avanço do governo atual, com a iniciativa de taxar os mais ricos e isentar de Imposto de Renda quem ganha até R$ 5 mil. Por fim, a defesa dos trabalhadores ganha destaque com a luta pelo **fim da escala 6×1 e a regulamentação dos trabalhadores de aplicativos**, buscando garantir melhores condições e remunerações.

Projetos de Lei e Resistências no Congresso

O governo busca aprovar ainda neste ano projetos importantes, como o fim da escala 6×1, com **redução da jornada de trabalho para 40 horas semanais sem corte de salário**, e a garantia de direitos para trabalhadores de aplicativos. Boulos reconhece as resistências, mas afirma que o governo dialogará com as lideranças do Congresso para encontrar o caminho mais rápido e eficaz para a aprovação. No caso dos trabalhadores de aplicativos, o projeto visa limitar a taxa de retenção das empresas a 30%, garantir um ganho mínimo por entrega e aumentar a transparência dos algoritmos, além de estabelecer uma contribuição maior das empresas para o INSS.

Orçamento, Segurança e a Construção do Palanque em SP

Questionado sobre o veto de R$ 400 milhões em emendas parlamentares, Boulos defendeu a medida como necessária para evitar a “esculhambação” e a perda do foco no projeto de país, criticando a captura orçamentária pelo Congresso. Sobre segurança pública, ele se mostrou preparado para debater o tema, alfinetando adversários como Flávio Bolsonaro e a relação com milícias. Ele também comentou a disputa pela prefeitura de São Paulo, ressaltando a importância de a esquerda dialogar com a nova classe trabalhadora e os desafios em se aproximar do eleitorado evangélico. Boulos afirmou que **pretende ficar no governo para cumprir as missões recebidas**, mas ajudará na construção do palanque em São Paulo, sem confirmar se Fernando Haddad será o candidato.


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