Brasil: De Que Ética o País Precisa Para o Futuro?

A Urgência de Uma Nova Ética no Brasil

Em um país rico em recursos naturais e potencial, mas que enfrenta um aparente retrocesso ético, a questão fundamental surge: **de que ética o Brasil precisa?** A resposta, segundo o autor, reside em uma ética **muito singela**, focada no **bem comum** e na prioridade ao **próximo**. Em vez de rótulos ou classificações complexas, a essência é a de encarar a participação política e a vida em sociedade como meios para **melhorar a vida comunitária** e **servir à Nação**.

A Falta de Vergonha na Cara e o Retrocesso Ético

O autor lamenta a **falta de vergonha na cara** como o principal entrave para o desenvolvimento do Brasil. Apesar de ser pródigo em biodiversidade, metais raros e agronegócio, o país parece carecer de um valor fundamental. Ao longo de meio século dedicado ao estudo da ética, o reconhecimento é de um **retrocesso em todos os setores**, inclusive naqueles que deveriam ser faróis inspiradores. A ética, conceituada como a ciência do comportamento moral em sociedade, é mais falada do que praticada, com teorias sofisticadas que muitas vezes se perdem na teoria.

Da Teoria à Prática: O Desafio da Ética no Cotidiano

Ao longo da história, grandes pensadores como Aristóteles e Baruch Espinosa dedicaram-se a desvendar a ética. Surgiram diversas escolas teóricas, como as virtudes, a deontologia (ciência dos deveres) e o consequencialismo/utilitarismo, que visa o resultado de uma postura ética. No entanto, a aplicação prática desses conceitos enfrenta desafios crescentes, especialmente com o avanço da Inteligência Artificial (IA). Uma tese de doutorado aponta para uma **tendência majoritária a uma postura consequencialista ou utilitarista**, demonstrando como a IA já molda nosso cotidiano e como a humanidade parece avançar em tecnologia, mas **andar de marcha-a-ré em termos de valores**.

O Futuro do Brasil em Jogo: A Responsabilidade do Eleitor

A corrupção explícita e a podridão disfarçada na ambiguidade hermenêutica já não causam o rubor esperado, levando à perda da capacidade de indignação e à normalização da política como refúgio dos desonestos. Em um ano de renovação do Congresso, de onde emergem exemplos de descomprometimento com o bem comum, a saúde do planeta e a educação, a pergunta sobre o futuro digno do Brasil se impõe. A escolha de deputados e senadores **probo**s torna-se uma **obrigação moral** para cada eleitor que almeja uma Pátria livre de maus elementos e de uma política partidária focada no enriquecimento pessoal. A esperança reside na ressurreição de “homens de boa vontade”, sonhando com um Brasil onde a ética do bem comum prevaleça, pois, **sem utopia, é difícil engolir o Brasil de nossos dias**.


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