Brasil avança na defesa aérea com disparo do míssil Meteor
A Força Aérea Brasileira (FAB) alcançou um marco significativo em sua capacidade de defesa com o primeiro disparo real do míssil ar-ar Meteor, realizado em Natal (RN). O teste, conduzido durante a Operação BVR-X, envolveu o moderno caça F-39 Gripen, demonstrando o estado da arte da aviação de caça nacional. Este evento, segundo a FAB, “marca a entrada definitiva do Brasil na era dos combates aéreos de longo alcance“.
O poder do míssil Meteor
O míssil Meteor, considerado um dos mais letais do mundo, é capaz de engajar alvos a até 200 km de distância. Sua tecnologia avançada permite abater aeronaves inimigas, drones ou mísseis de cruzeiro mesmo em ambientes com intensa interferência eletrônica. Três fatores principais contribuem para sua alta letalidade: um motor “ramjet” que modula velocidade e consumo, um link de dados bidirecional que permite atualizações em tempo real e redirecionamento de alvos, e a capacidade de ser lançado sem emitir sinais de radar até se aproximar do alvo, dificultando a detecção.
Tecnologia de ponta e futuro da defesa
Durante os testes em Natal, o F-39 Gripen foi configurado não apenas com o Meteor, mas também com o míssil alemão Iris-T, de curto alcance. Cada unidade do Meteor tem um custo aproximado de € 2 milhões. A FAB planeja completar os testes do canhão 27 mm do F-39 no próximo ano, preparando o caça para ações de combate. O Meteor, fabricado pela MBDA System, já havia sido testado anteriormente na Suécia com o Gripen, mas o disparo no Brasil utilizou drones Mirach 100/5 como alvos, simulando perfis de voo de caças de alta velocidade e altitude.
Desenvolvimento de tecnologias hipersônicas
Paralelamente ao avanço com o míssil Meteor, a FAB está desenvolvendo o projeto RATO-14X, um sistema de decolagem assistida por foguete para o míssil hipersônico 14-X. Este projeto, financiado pelo governo, visa aprimorar o acesso ao espaço e, potencialmente, desenvolver uma nova era espacial brasileira com o uso de motores scramjet. A tecnologia hipersônica, que já demonstrou capacidade de atingir velocidades próximas a Mach 6, pode revolucionar o acesso ao espaço, tornando-o mais eficiente e econômico, além de fortalecer a capacidade de dissuasão do Brasil no cenário geopolítico atual.
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