Brasil reforça fronteira norte com blindados poderosos em meio a tensões regionais

Blindado mais potente da América do Sul chega a Roraima

O Exército Brasileiro confirmou o envio do Centauro II-BR, o mais poderoso Veículo Blindado de Combate de Cavalaria (VBC Cav) da América do Sul, para Roraima. A decisão, parte de um amplo projeto de modernização das forças blindadas do país, ocorre em um momento de acirramento das tensões na fronteira com a Venezuela e de crescente preocupação com a segurança na região amazônica.

Ao todo, 12 unidades do Centauro II-BR serão destinadas ao 18.º Regimento de Cavalaria Mecanizado (18.º RC Mec), sediado em Boa Vista. Esta unidade já havia recebido, entre 2023 e 2024, um significativo aporte de equipamentos, incluindo 32 viaturas blindadas leves multitarefas (VBLMT) Guaicuru, oito blindados Guarani e seis blindados Cascavel, além de armamentos antiaéreos e anticarro.

Comandante do Exército enfatiza prontidão e missão

O anúncio foi feito pelo comandante do Exército, general Tomás Miguel Ribeiro Paiva, durante uma cerimônia em São Paulo. Em seu pronunciamento, o general destacou a importância da disciplina e da capacidade de resposta das Forças Armadas, afirmando: “Exército é isso: Exército é silêncio, retidão e prontidão. E é o que nós fazemos todo dia: silêncio, retidão e prontidão e prontos para cumprir qualquer missão em defesa da Pátria”. A fala ocorreu poucas horas antes de o STF condenar mais militares envolvidos no processo do golpe.

O general Tomás Miguel Ribeiro Paiva mencionou que, além de Roraima, a 11.ª Brigada de Cavalaria Mecanizada, sob o comando do general Ricardo Piai Carmona no Comando Militar do Sudeste, também receberá 12 unidades do Centauro II-BR. O primeiro lote desses blindados, parte de um contrato de € 900 milhões para 98 unidades, tem entrega prevista para 2026.

Estratégia de defesa e controle de fronteiras

A distribuição dos demais Centauros será realizada em unidades localizadas em áreas de fronteira no Rio Grande do Sul, Santa Catarina e Mato Grosso do Sul. Essa estratégia visa reforçar a presença e a dissuasão nas extensas faixas de fronteira brasileiras, que enfrentam desafios como garimpo ilegal, extração clandestina de madeira, biopirataria e narcotráfico, especialmente no chamado Arco Norte.

O reforço em Roraima também responde ao agravamento da crise entre Venezuela e Estados Unidos, com o temor de aumento do fluxo de refugiados e a ação de grupos criminosos. O Exército Brasileiro já atua na região com a Operação Acolhida e a Operação Catrimani, voltada ao combate ao garimpo ilegal na Terra Indígena Yanomami. A presença militar na região Norte foi intensificada desde 2023, em resposta à crise humanitária, ao aumento da criminalidade transnacional e às tensões geopolíticas envolvendo a disputa pela região de Essequibo.


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