Prisão e Denúncia
O cantor João Lima teve sua prisão preventiva mantida após audiência de custódia e foi encaminhado para a Penitenciária Desembargador Flóscolo da Nóbrega, em João Pessoa. A prisão ocorreu após a divulgação de vídeos que mostram as agressões contra a ex-esposa, a médica e influenciadora Raphaella Brilhante. Lima se apresentou à Polícia Civil na segunda-feira (26), na Delegacia Especializada de Atendimento à Mulher (Deam), onde foi formalmente preso.
A Justiça decretou a prisão preventiva no domingo (25), no âmbito da investigação por violência doméstica. As imagens chocantes, que circularam nas redes sociais no último sábado (24), levaram a vítima a registrar um Boletim de Ocorrência. A vítima também recebeu uma medida protetiva, que proíbe o cantor de se aproximar dela, de frequentar o imóvel onde moravam e de manter qualquer contato, estabelecendo uma distância mínima de 300 metros.
Início da Violência na Lua de Mel
Em entrevista exclusiva à TV Cabo Branco, Raphaella Brilhante revelou que as agressões tiveram início apenas cinco dias após o casamento, durante a própria lua de mel. “Na lua de mel, ele já me bateu”, relatou a médica. Segundo os autos do processo, os episódios de violência registrados por câmeras de segurança ocorreram em 18 de janeiro, quando João Lima teria agredido a vítima com socos, apertos na mandíbula e até mesmo amordaçando-a para silenciá-la. Em um dos incidentes mais graves, ele teria entregue uma faca à mulher, mandando que ela se matasse.
Três dias após esse episódio, o cantor teria ido à casa da mãe da vítima e feito novas ameaças, afirmando que “acabaria com a vida dela caso não reatasse o relacionamento” e que, se ela se envolvesse com outra pessoa, “mataria ambos”. A advogada da vítima, Dayane Carvalho, destacou que não houve registros de violência durante os dois anos de namoro, mas que após o casamento, as agressões se tornaram mais frequentes, sendo flagradas por câmeras internas da residência.
Ciúmes e Controle Excessivo
Raphaella Brilhante descreveu o comportamento de João Lima como possessivo e ciúme excessivo ao longo do relacionamento. Esse ciúme se manifestava em atitudes de controle sobre sua rotina, chegando a impedi-la de frequentar a academia sozinha. “O que eu estava achando que era ciúme, que era normal, na verdade já era controle”, afirmou. Ela detalhou que precisava avisar todos os seus deslocamentos e que, se demorasse mais de uma hora na academia, ele a acusava de “fazer alguma coisa de errado” e iniciava brigas.
A mãe da vítima, Kellyane Brilhante, comentou que, em público, João Lima demonstrava ser uma pessoa completamente diferente. “Sinceramente, é outra pessoa. É uma pessoa que mostrava uma coisa aqui pra gente, mas dentro de quatro paredes, o que ele fez com a filha, cuspindo, batendo, falando palavras de baixo calão, arrastando, enforcando, asfixiando a menina”, desabafou.
Entenda o Caso e Como Denunciar
João Lima, neto do forrozeiro paraibano Pinto do Acordeon, pediu perdão após a prisão e afirmou que colaboraria com as investigações. A defesa do cantor informou que irá entrar com um pedido de habeas corpus. É fundamental que casos de violência contra a mulher sejam denunciados. Os canais disponíveis para denúncias são: 197 (Disque Denúncia da Polícia Civil), 180 (Central de Atendimento à Mulher) e 190 (Disque Denúncia da Polícia Militar, em casos de emergência).
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