Cantor João Lima vira réu por tentativa de feminicídio contra ex-esposa na Paraíba
O cantor paraibano João Lima foi formalmente aceito como réu pela Justiça da Paraíba em um processo que apura tentativa de feminicídio contra sua ex-esposa. A decisão do Ministério Público da Paraíba (MPPB) não se limita a este crime, mas também inclui outras cinco acusações graves, como estupro, lesão corporal no contexto de violência doméstica, induzimento ao suicídio, ameaça e violência psicológica contra a mulher. Com o processo entrando na fase de instrução, o caso pode ser levado a Tribunal do Júri.
Defesa se manifestará e réu tem 10 dias para apresentar defesa inicial
A defesa de João Lima informou que se pronunciará sobre o caso nas próximas horas. Paralelamente, a juíza responsável determinou que o cantor seja oficialmente notificado do andamento processual. A partir dessa notificação, João Lima terá um prazo de 10 dias para apresentar sua defesa inicial, onde poderá expor sua versão dos fatos, juntar documentos e indicar testemunhas que corroborem suas alegações.
João Lima está preso desde 26 de janeiro de 2026, no Presídio do Róger, em João Pessoa. A manutenção da prisão preventiva foi justificada pela Justiça para garantir a ordem pública e assegurar a aplicação da lei penal. Apesar de um habeas corpus ainda pendente de julgamento, a magistrada entendeu que as circunstâncias atuais não justificam a soltura do réu.
Advogada da vítima ressalta seriedade da acusação formal
A advogada da ex-esposa de João Lima, Dayane Carvalho, destacou a importância da decisão judicial. “Isso não é uma condenação, mas também não é algo simples. É o reconhecimento de que há indícios concretos de autoria e materialidade, e que o caso precisa ser enfrentado com seriedade”, afirmou Carvalho. Ela ressaltou que, para a vítima, a acusação formal representa um avanço significativo, transformando sua dor em uma narrativa embasada em provas, laudos e depoimentos.
O caso veio à tona após a divulgação de vídeos de agressões nas redes sociais. A vítima registrou Boletim de Ocorrência na Delegacia Especializada de Atendimento à Mulher de João Pessoa. Em depoimento público, ela confirmou ter sofrido violência, descrevendo uma “dor que atravessa o corpo, a alma e a história”. Segundo os autos do processo, as agressões ocorreram em 18 de janeiro, com socos, apertos na mandíbula e amordaçamento. Em outro episódio, ele teria entregado uma faca à mulher, mandando que ela se matasse. Dias depois, João Lima teria feito novas ameaças na casa da mãe da vítima, caso ela não reatasse o relacionamento.
A advogada da vítima relatou que as agressões começaram ainda na lua de mel, em novembro de 2025, após o casamento do casal. Câmeras internas da residência registraram parte das violências, inclusive após a vítima ter pedido um tempo no relacionamento e retornado à casa dos pais.
Como denunciar violência contra a mulher
Para casos de violência contra a mulher, incluindo estupro, tentativa de feminicídio e feminicídio, as denúncias podem ser feitas através dos telefones 197 (Disque Denúncia da Polícia Civil), 180 (Central de Atendimento à Mulher) e 190 (Disque Denúncia da Polícia Militar – em casos de emergência).
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