Carnaval de Rua de SP: Crise na Gestão de Ricardo Nunes?

Prefeitura de São Paulo é acusada de prejudicar o Carnaval de rua

A gestão do prefeito Ricardo Nunes em São Paulo está sob forte escrutínio por parte dos organizadores e frequentadores de blocos de Carnaval de rua. Relatos indicam um cenário de falta de estrutura, desorganização e desinteresse do poder público, o que, segundo críticos, estaria **dinamitando a festa popular.

Corte de verbas e redução drástica de infraestrutura

Um dos pontos centrais das reclamações é a redução de 29% na verba destinada à infraestrutura do Carnaval, que caiu de R$ 42,5 milhões para R$ 30,2 milhões. Essa diminuição se traduziu em uma queda de 39% no número de banheiros químicos disponíveis. Em locais de grande concentração de blocos, como a Rua dos Pinheiros, foram observadas apenas meia dúzia de cabines, resultando em longas filas e condições precárias, com reservatórios prestes a transbordar, como relatado em diferentes pontos da cidade.

Terceirização e caos na organização

A decisão da prefeitura de terceirizar o planejamento do Carnaval para a Agência Quarter, empresa com vultosos contratos municipais e cujos registros levantam suspeitas, também é apontada como um fator de desorganização. O resultado, segundo relatos, foi um caos generalizado em diversos momentos. Um tumulto ocorrido no pré-Carnaval, no encontro de públicos de megablocos, levou a medidas consideradas excessivas nos dias seguintes, prejudicando blocos de menor porte. A falta de preparo da equipe da Quarter foi evidenciada em tentativas frustradas de negociação com coordenadores de blocos, que se viram impedidos de seguir trajetos previamente registrados.

Repressão e desincentivo a blocos menores

A truculência da Guarda Civil Metropolitana (GCM) na dispersão de foliões após o encerramento de blocos também gerou polêmica. No Butantã, foram utilizadas bombas de gás lacrimogêneo e spray de pimenta, afetando inclusive crianças e adultos em estabelecimentos próximos. No último sábado, um bloco teve seu trajeto alterado sem justificativa clara, evidenciando a falta de diálogo e flexibilidade. Esses episódios contribuem para a diminuição anual do número de blocos pequenos e médios na cidade, levantando o debate sobre a necessidade de uma política pública eficaz para o Carnaval, em vez de um evento que se torna sinônimo de problemas.


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