[Editada por: Marcelo Negreiros]
Não aconteceu, e nem vai acontecer, porque a única estratégia econômica em que Lula e seu governo acreditam, ou dizem acreditar, é tirar o máximo de dinheiro dos cidadãos, através dos impostos mais altos que o Brasil já teve, para promover o “crescimento econômico” e a distribuição de renda. São tarefas que, segundo eles, só “o Estado” é capaz de fazer. O problema, nessa conversa, é que o governo só consegue cumprir a primeira parte do contrato. Na hora de arrecadar, é uma potência mundial. Na hora de investir e distribuir renda, é um purgatório de Terceiro Mundo – só investe na sua própria máquina e só distribui renda para si mesmo. O Estado faz, na prática, o exato contrário do que a esquerda e Lula dizem: é hoje o maior concentrador de renda do Brasil. Basta olhar um pouco para Brasília. Não produz um parafuso de rosca, mas tem a maior renda per capita do país.
A “reforma tributária” que acaba de ser entregue à Câmara de Deputados é a última promessa de mais do mesmo. Vale a pena lembrar, à essa altura, a pergunta feita tempos atrás pelo ministro Fernando Haddad. “Se déficit público reduzisse a pobreza, porque o Brasil tem déficit público há 50 anos e continua tendo milhões de pobres?” Não recebeu resposta. Déficit também não ajuda a crescer. O governo e seu sistema de propaganda tentam convencer a população que os 2% de crescimento econômico que esperam em 2024 é um notável sucesso. Sucesso? Na vida real é uma prova de fracasso. Com os problemas que tem, e crescendo a 2%, o Brasil vai continuar pobre pelos próximos 500 anos.
O castigo está aí. Na sua triste tentativa de levar as massas à rua, no dia 1º de Maio, Lula conseguiu reunir menos de 2.000 pessoas – seu inimigo mortal levou 185.000 à Paulista, ou 90 vezes mais, segundo os cálculos dos mesmos calculadores. Um jogo da Portuguesa Santista tem mais público.
[Por: Estadão Conteúdo]
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