Castração irregular interrompida em escola pública na PB

CRMV-PB e Polícia Militar encerram castrações irregulares em Juripiranga

Uma operação conjunta entre o Conselho Regional de Medicina Veterinária da Paraíba (CRMV-PB) e a Polícia Militar resultou na **interrupção de uma série de castrações irregulares** que estavam sendo realizadas em uma escola pública no município de Juripiranga, na Paraíba. A ação ocorreu após o Conselho receber uma denúncia anônima sobre um suposto projeto de controle populacional de animais na cidade.

Ambiente inadequado e risco à saúde pública

Ao chegarem ao local, as equipes se depararam com uma cena preocupante: algumas cirurgias de castração já haviam sido concluídas, enquanto outros animais aguardavam o procedimento. Dois cães estavam sobre a mesa cirúrgica no momento da abordagem. De acordo com o CRMV-PB, o ambiente encontrado era **inadequado e insalubre**, com desrespeito às normas sanitárias e aos protocolos estabelecidos pelo Conselho Federal de Medicina Veterinária (CFMV). Foram identificados, ainda, **protocolos cirúrgicos e anestésicos inadequados**, que colocavam em sério risco a vida dos animais e a saúde pública.

Veterinária de outro estado e encaminhamento à delegacia

A médica-veterinária responsável pelas cirurgias, que possui registro profissional no estado de Pernambuco, foi **conduzida à delegacia** juntamente com outra pessoa envolvida na atividade. Ambas foram ouvidas e, posteriormente, liberadas. No entanto, o CRMV-PB informou que enviou uma denúncia ao Ministério Público para que as devidas providências sejam tomadas. A iniciativa das castrações era particular e os procedimentos eram pagos. Até o momento, **não há informações sobre quem autorizou o uso do espaço escolar** para a realização dessas cirurgias.

Possível crime de maus-tratos e investigação em andamento

As pessoas envolvidas na operação irregular podem responder por **crime de maus-tratos contra animais**, conforme aponta o Código Penal. A investigação busca esclarecer todos os detalhes da operação, incluindo a origem da autorização para o uso da escola e a responsabilidade pela condução dos procedimentos em condições precárias. O caso reforça a importância da fiscalização e da denúncia de práticas que coloquem em risco o bem-estar animal e a saúde da população.


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