Economia

Investimentos em ‘startups’ do agronegócio do Brasil estão entre os maiores do mundo

As startups do agronegócio do Brasil receberam cerca de US$ 1,3 bilhão em 2021 em investimentos. O valor coloca o país empatado com o Reino Unido, na quinta e na sexta posições, entre os mercados que mais receberam recursos para o setor, no ranking feito pela AgFunder, empresa global de capital de risco especializada na área.

À frente dos dois países, apenas Alemanha (US$ 3 bilhões), Índia (US$ 4 bilhões), China (US$ 7,3 bilhões) e Estados Unidos (US$ 21 bilhões).

De acordo com a AgFunder, no ano passado, os investidores de capital de risco injetaram aproximadamente US$ 52 bilhões em tecnologias agroalimentares em 2021 em todo o planeta. Ou seja: o Brasil atraiu cerca de 2,5% de todo o investimento global nesse segmento no ano passado.

Conforme o levantamento mais recente realizado pela Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa), já existem 1,7 mil startups do agronegócio no Brasil. O resultado aparece no Radar AgTech, que mapeia as companhias inovadoras no setor em todo o país.

Em 2018, pouco mais de R$ 500 milhões foram investidos em agtechs no país, segundo a Embrapa. A soma para 2022 já se aproxima de R$ 2 bilhões. Desse modo, o valor quase dobrou nesse intervalo.

São Paulo é o Estado com mais startups do agronegócio no Brasil: próximo de 800. Em todo o território nacional, apenas Alagoas ainda não tem empresas desse tipo.

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Investimento estrangeiro no Brasil subiu. Quais os trunfos e riscos à frente



O setor produtivo do Brasil recebeu US$ 74 bilhões em investimentos estrangeiros entre janeiro e outubro, quase 59% mais que no mesmo intervalo de 2021. É o maior valor para os dez primeiros meses do ano desde 2014 (US$ 74,7 bilhões), segundo os dados do Investimento Direto no País (IDP) publicados nesta sexta-feira (25) pelo Banco Central.

O valor investido pelos estrangeiros no acumulado dos últimos 12 meses é ligeiramente menor, de US$ 73,8 bilhões, o equivalente a 4,05% do Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro. A taxa supera a do mês anterior (de 3,98% do PIB, segundo dado revisado pelo BC) e também a registrada um ano antes (3,14%), além de ser a maior desde agosto de 2019 (4,11%), meses antes do início da pandemia.

Relatório divulgado em outubro pela Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE) afirma que o Brasil foi o terceiro país que mais atraiu investimento estrangeiro direto na primeira metade do ano, atrás apenas de Estados Unidos e China.

Em alta há várias semanas, as expectativas de mercado para o IDP em 2022 chegaram a US$ 80 bilhões, segundo o boletim Focus. Em meados do ano, esperava-se algo próximo de US$ 60 bilhões. As projeções para 2023, que também estavam na casa dos US$ 60 bilhões na virada do semestre, chegam agora a US$ 75 bilhões.

Apesar da profusão de dados positivos neste momento e de vantagens comparativas do Brasil em relação a outros emergentes, que levam observadores a classificar o país como “bola da vez” do investimento, as perspectivas para 2023 em diante carregam uma certa dose de incerteza.

A expectativa é de desaceleração no crescimento econômico do país, o que por si só pode inibir investimentos mais robustos. Além disso, o fluxo de recursos estrangeiros vai depender das políticas econômicas do governo eleito, que por ora são alvo de desconfiança (veja mais abaixo).

O que explica o avanço do investimento estrangeiro no setor produtivo do Brasil

Fatores internos e externos ajudam a explicar o avanço do investimento estrangeiro no Brasil, segundo o economista Rodolfo Margato, da XP Investimentos:

  • um crescimento robusto da economia brasileira;
  • as elevadas taxas de juro domésticas; e
  • o fato de o país estar bem posicionado frente a outros emergentes.

“O desempenho doméstico mais robusto favorece os investimentos”, destaca Margato. O ponto médio das expectativas do mercado financeiro aponta para um crescimento de 2,8% no PIB neste ano, segundo o boletim Focus, do Banco Central. No começo do ano, a mediana das projeções era de apenas 0,3%.

Outro fator que ajuda são as elevadas taxas de juros domésticas, pois favorecem o fluxo de operações intercompanhia, como, por exemplo, empréstimos de matrizes para subsidiárias.

Externamente, diz o economista da corretora, o Brasil está relativamente bem posicionado e com uma posição mais sólida frente a alguns de seus principais concorrentes entre os países emergentes.

A Rússia, um dos países que disputam a atração de investimentos com o Brasil, está fora do mercado e tão cedo não retorna por causa da guerra com a Ucrânia. A Turquia está com uma política econômica errática. E a Argentina encontra-se mergulhada em uma crise cambial.

“Talvez só o México se coloque como alternativa ao Brasil”, complementa o CIO da Portofino Multifamily Office, Eduardo Castro. Segundo ele, o Brasil tem uma boa oportunidade para se diferenciar de seus pares. “Apesar da forte polarização [política], mostrou que é um país democrático, com eleições confiáveis e que vai para mais uma alternância de poder”, diz.

O planejador-chefe da plataforma de investidores TC, Pedro Lafraia, avalia que, tirando EUA e China, as duas maiores economias globais, o Brasil pode ser considerado a “bola da vez” no  cenário internacional.

“Antecipamos a alta nos juros, estamos com uma Selic estável, estamos atraindo capital especulativo e temos contratados mais de R$ 250 bilhões em investimentos, muitos deles na área de infraestrutura”, diz, enumerando mais vantagens brasileiras.

Lafraia vê boas oportunidades em segmentos tão diversos quanto educação, varejo, mineração e infraestrutura. “O agronegócio pode se beneficiar da continuidade do conflito entre Rússia e Ucrânia, possibilitando a incorporação de uma parcela do mercado europeu.”

Quais são as ameaças ao investimento estrangeiro no Brasil de 2023 em diante

Lívio Ribeiro, pesquisador do Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getulio Vargas (Ibre/FGV) vê o cenário com mais cautela. Ele aponta que a continuidade desse fluxo favorável depende das políticas que o novo governo adotar.

“É preciso oferecer condições de previsibilidade, estabilidade e criar capacidade para reduzir os riscos para viabilizar a entrada de capitais para o setor produtivo. É um dinheiro que vem para ficar cinco, dez anos”, diz.

Para Lafraia, o que pode ajudar neste sentido é a tomada de decisões por parte da equipe de transição, chefiada pelo vice-presidente eleito, Geraldo Alckmin. “Necessita-se saber o que vem por aí: como o governo vai conduzir a austeridade econômica? Como vai ser trabalhada a questão fiscal? Quem vai ser o ministro da Fazenda?”, questiona.

“Esperamos continuidade na dinâmica produtiva doméstica para o ano que vem, porém em níveis menos fortes”, diz Margato, da XP.

Conteúdo editado por:Fernando Jasper



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Preço do litro da gasolina sobe pela 6ª semana seguida e chega a R$ 5,05

Valor do combustível registrou aumento de 0,6% nas bombas, saltando de R$ 5,02 para 5,05

José Aldernir/TheNews2/Estadão ConteúdoFoto com a mão de um frentista segurando a mangueira enquando abastece um carro Essa é a sexta semana seguida que o valor da gasolina sofre reajuste

O preço médio do litro da gasolina subiu 0,6% nos postos brasileiros entre 13 e 19 de novembro em comparação com a semana anterior e voltou a ultrapassar R$ 5. Essa é a sexta semana seguida que o valor do combustível aumenta, mesmo com a Petrobras mantendo o preço congelado há 83 dias nas refinarias.

De acordo com a Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), o valor médio da gasolina saltou de R$ 5,02 para 5,05. O aumento ocorre desde 2 de outubro, quando o litro chegou a R$ 4,79. No acumulativo, de lá para cá, o preço do combustível subiu 5,4%. Segundo a ANP, o valor mais caro encontrado nos postos brasileiros na última semana foi de R$ 6,99. Outro combustível que também registrou aumento no preço, de 1,32%, foi o etanol. Em média, de R$ 3,79 por litro foi para R$ 3,84. O combustível vem de sete semanas em alta, após cinco meses de queda. Na contramão, o preço médio do litro do diesel caiu de R$ 6,59 para R$ 6,57, ou seja, uma queda de 0,3%.

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Campos Neto será presidente do Conselho das Américas

O presidente do Banco Central, Roberto Campos Neto, assumirá em 2023 a presidência do Conselho Consultivo das Américas (CCA) do Banco de Compensações Internacionais (BIS) — o “banco central dos bancos centrais” —, informou a autoridade monetária nesta segunda-feira, 21. O mandato, com duração de dois anos, terá início em 9 de janeiro.

Escolhido pelo conselho de diretores do BIS, Campos Neto será o sucessor de John Williams, presidente do Fed de Nova Iorque (o Banco Central dos Estados Unidos).

Criado em 2008, o Conselho Consultivo das Américas é formado pelos presidentes de bancos centrais dos oito países do continente americano integrantes da instituição — Argentina, Brasil, Canadá, Chile, Colômbia, Estados Unidos, México e Peru.

O BIS, com sede na Suíça, tem entre suas atribuições dar suporte ao diálogo com outras autoridades responsáveis pela promoção da estabilidade financeira, conduzir pesquisas sobre políticas de interesse dos bancos centrais, além de ser a primeira contraparte para os bancos centrais em suas transações financeiras.

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Lucro das empresas listadas na B3 reduz 40% no 3º trimestre –


O terceiro trimestre deste ano não foi dos melhores para as empresas não financeiras listadas na Bolsa de Valores de São Paulo (B3). O lucro das companhias de capital aberto (sem contar com bancos e empresas com rendimentos elevados) caiu quase 40% no período entre julho e setembro, na comparação com o mesmo trimestre de 2021. O lucro passou de R$ 54,1 bilhões (2021) para R$ 32,7 bilhões (no 3º trimestre).

O levantamento foi realizado pela plataforma de investimentos TradeMap. A análise considera valores no padrão contábil, sem ajustes extraordinários ou correção pela inflação.

No período, a receita das empresas atingiu R$ 847 bilhões, o que representa alta de 16,5% na comparação anual. No entanto, as companhias tiveram mais despesas. O custo de produtos vendidos subiu 217%.

Segundo a plataforma de investimentos, o maior custo de produção e o nível elevado de dívida contribuíram para a piora na rentabilidade das companhias.

Outro ponto é a maior alavancagem das empresas, que tiveram de captar mais dívidas e queimar parte do caixa, seja para fazer novos investimentos, seja para pagar parte de dívidas que já tinham ou mesmo para poder postergá-las.

O setor de energia elétrica, que engloba um total de 36 empresas, foi o que apresentou melhor desempenho, com lucro de R$ 9,6 bilhões, de julho a setembro deste ano.





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Focus: mercado piora projeções econômicas

O mercado piorou as projeções dos principais indicadores econômicos para o país. O Boletim Focus, divulgado nesta segunda-feira, 21, elevou a previsão para o dólar, inflação e a taxa básica de juros, a Selic. A mudança ocorre pela primeira vez após ficar inalterada por 16 semanas.

As discussões sobre Proposta de Emenda à Constituição (PEC) da Gastança e de falas do presidente eleito Luiz Inácio Lula da Silva (PT), que questionou regras fiscais, mexeram com o cenário econômico brasileiro.

A previsão para o dólar subiu a R$ 5,25 no final deste ano (contra R$ 5,20 na semana anterior). Para 2023, a taxa de câmbio foi para R$ 5,24 (antes era R$ 5,20).

O Boletim Focus também mostra uma revisão para a inflação. A pesquisa que consulta agentes do mercado financeiro prevê que o indicador encerre 2022 em 5,88%, frente aos 5,82% observados anteriormente. Para o próximo ano, a previsão foi de 4,94% para 5,01%.

A projeção da taxa básica de juros da economia brasileira passou de 11,25% para 11,50% em 2013. Para este ano, o valor foi mantido em 13,75%.

O Focus também ajustou de 2,77% para 2,80% a previsão para o Produto Interno Bruto (PIB) de 2022. Para 2023, o valor foi mantido em 0,70%.

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Cerca de 80% dos golpes da Black Friday podem ser evitados pelos consumidores; veja como não cair em fraudes online

De acordo com especialistas, falta de pesquisa sobre as empresas e ansiedade pela compra do produto podem levar usuários a serem enganados por golpistas na internet

REUTERS/Nacho Doce Black Friday de 2022 deve movimentar mais R$ 6 bilhões no comércio eletrônico brasileiro

A Black Friday é um período do ano marcado por promoções de grandes empresas que procuraram um aumento nas vendas, mas, ao mesmo tempo, por um crescimento da possibilidade de fraudes e golpes por parte de pessoas mal-intencionadas que desejam se aproveitar de consumidores. Um levantamento realizado pela empresa anti-fraude ClearSale encontrou um aumento de mais de 131% nas tentativas de fraude em compras online durante a Black Friday brasileira de 2021, em comparação ao ano anterior. Contudo, especialistas afirmam que grande parte dos casos poderiam ter sido evitados pelos consumidores.

Por isso, usuários devem redobrar a atenção para não se tornarem vítimas de golpes e aproveitarem as ofertas durante o período. Perito em crimes digitais e CEO da Enetsec, Wanderson Castilho afirma que épocas festivas são os momentos em que os criminosos mais agem. Mas, segundo ele, 80% dos casos podem ser evitados com busca e pesquisa. “É importante que quem for comprar na Black Friday tenha em mente os 3P’s: pare, pense e pesquise. É justamente isso que o criminoso não quer. A internet proporciona coisas interessantes, mas não faz milagre.

O comportamento do golpista online é sempre aguçar seu anseio de compra com descontos excepcionais, prazo de entrega melhor que qualquer um ou preço imbatível. São todos elementos que chamam atenção. O golpista promete tudo isso porque não vai entregar nada. A ferramenta mais importante é o usuário estar informado, não fazer compra por impulso e pesquisar bastante. É preferível deixar de comprar do que perder por um golpe. A ansiedade pela compra, para pegar aquele produto por aquele preço, é o grande fator da maioria das vítimas terem caído no golpe. Principalmente por falta de pesquisa. Pesquise tudo o que for possível sobre a empresa e, se for preciso, peça ajuda”, indica.

O especialista ainda aponta que as principais táticas utilizadas para enganar consumidores são o phishing, links enviados por WhatsApp, promoções irreais, site falsos ou com pouca segurança e transações pelas redes sociais. Para evitar se tornar uma vítima, o especialista recomenda sempre pesquisar o nome da loja na internet junto aos termos “fraude”, “reclame aqui” e frases do gênero — principalmente quando o usuário não conhecer o estabelecimento ou ele for novo. “Se já tiver algum tipo de golpe relacionado ao lugar, vai ter pessoas reclamando online.

Também é importante checar o tempo de abertura da empresa”, recomenda. Alguns golpes comuns podem ainda induzir as pessoas ao erro. Castilho cita que algumas companhias podem enviar um produto com o preço mais baixo para cem pessoas e fraudar outras mil que compraram. “Por isso, o recomendado é comprar de lojas já conhecidas. Outra recomendação é nunca clicar em links recebidos com promoção. O ideal é sempre digitar na barra de endereço em vez de clicar. Também é importante checar se o link possui o https com o cadeado, o que significa que as informações estão criptografas. Os hackers não costumam colocar essa criptografação. Além disso, tomar cuidado com sites falsos e com a compra de produtos em redes sociais porque eles não contam com garantia alguma.

Não existe uma comprovação de que aquele perfil é realmente da pessoa, apenas se for um perfil verificado, com juridicamente alguém se responsabilizando por aquilo. Se quiser, marque um local físico, aberto e com pessoas para trocar lá o produto pelo dinheiro. Essa é a maior garantia que você pode ter porque rede social não é garantia em transação. Além disso, guarde sempre todas as informações como chats, e-mails, etc e não saia de uma plataforma com a promessa de preço menor em outra rede”, pondera. O perito ainda recomenda a utilização de aplicativos de seguranças nos dispositivos eletrônicos como anti-spywares e anti-phishing.

Diretora da Auditoria Russell Bedford, Rosangela Peixoto recomenda que os consumidores sempre desconfiem quando uma oferta for boa demais para ser verdade. Ela afirma que os principais cuidados e medidas de segurança que devem ser tomadas pelos compradores são os mesmos que devem ser adotados em qualquer compra online. “Primeiro de tudo: verificar se o site é seguro, checando a qualidade da página e se existem reclamações contra a empresa na internet. Outra questão é não deixar informações de cartões salva na página de compra para evitar a exposição de dados.

No caso de compras presenciais, não deixar passar o cartão fora do seu campo de visão, nem emprestá-lo. Independentemente do meio de pagamento, sempre conferir os dados para ter certeza de que o dinheiro está indo para um conta ligada à empresa da qual se está comprando. Isso vale em especial para o Pix, a chave precisa estar no nome da companhia”, orienta. E, caso seja vítima de um golpe online, a indicação é que o usuário faça um boletim de ocorrência e busque auxílio jurídico. Dependendo do tipo de ação utilizada pelos criminosos, o banco tem responsabilidade sobre as transações e pode ajudar no processo. Para aqueles que buscam assistência gratuita, a Associação Nacional das Vítimas de Internet (ANVInt) oferece atendimento jurídico, acolhimento e orientação a vítimas de golpes cibernéticos.

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TCU nega suspensão de distribuição de R$ 43 bi em dividendos pela Petrobras

O ministro Augusto Nardes, do Tribunal de Contas da União (TCU), negou o pedido do Ministério Público de suspensão da distribuição de R$ 43,7 bilhões em dividendos entre os acionistas da Petrobras. A decisão, com data de quinta-feira 17, foi divulgada nesta sexta-feira, 18. Na mesma decisão, Nardes determinou à estatal e à Comissão de Valores Mobiliários (CVM) que prestem esclarecimentos sobre o pagamento aos acionistas.

O pedido de suspensão da distribuição dos dividendos foi feito pelo subprocurador do MP no TCU, Lucas Rocha Furtado, depois de receber um pedido do Partido dos Trabalhadores. A presidente do partido, Gleisi Hoffmann, e integrantes da equipe de transição criticaram a decisão da estatal — aprovada pelo Conselho de Administração — de distribuir os lucros.

Furtado queria que a distribuição fosse suspensa até que os ministros avaliassem, no mérito, se o valor definido é compatível com o fluxo de caixa da companhia.

Entretanto, para o ministro o pedido do MP não cumpria os requisitos para a suspensão cautelar. “Quanto às irregularidades alegadas, não restou evidenciada que a declaração de dividendos aprovada pelo Conselho de Administração da Petrobras em 3/11/2022 tenha sido efetuada sem observância da legislação vigente e/ou de modo a promover o ‘esvaziamento do caixa’ ou a prejudicar a sustentabilidade financeira da estatal”, escreveu Nardes, na decisão.

Ele também observou que uma medida poderia “dar ensejo a questionamentos judiciais e/ou administrativos, tanto no Brasil quanto no exterior, com repercussões financeiras potencialmente relevantes e de consequências imprevisíveis”.

Por fim, Nardes determinou que em 15 dias a Petrobras apresente uma série de documentos sobre a legalidade da decisão que autorizou a distribuição de dividendos. À CMV também foi concedido o mesmo prazo para apresentar documentos e informações, inclusive “se é prática comum adotada pelo mercado e aceita pelo órgão regulador o pagamento de dividendos intermediários ou intercalares acima do limite previsto na Reserva de Capital”.

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Economia reduz estimativa oficial de inflação de 6,3% para 5,85%

A Secretaria de Política Econômica (SPE) do Ministério da Economia manteve a projeção para o crescimento da economia este ano e reduziu a estimativa oficial para a inflação. As projeções estão no Boletim Macrofiscal divulgado hoje (17).

A projeção de inflação pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) recuou de 6,3% para 5,85%. Mas ainda está acima da meta de inflação para o ano, definida pelo Conselho Monetário Nacional (CMN) em 3,5%, com intervalo de tolerância de 1,5 ponto percentual para cima ou para baixo. Ou seja, o limite inferior é 2% e o superior é 5%.

No ano, o IPCA já acumula alta de 4,7% e, em 12 meses, o índice total está em 6,47%.

O Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC), utilizado para estabelecer o valor do salário mínimo, deverá encerrar este ano com variação de 6%, segundo a previsão da SPE, queda de 0,54 ponto percentual em relação ao boletim anterior. A projeção para o Índice Geral de Preços – Disponibilidade Interna (IGP-DI), que inclui também o setor atacadista e o custo da construção civil, além do consumidor final, é de 6,11%, abaixo da estimativa anterior de 9,44% e inferior à taxa registrada em 2021, de 17,74%.

PIB

A estimativa para o aumento do Produto Interno Bruto (PIB, soma dos bens e dos serviços produzidos no país) ficou em 2,7%, mesmo número divulgado no boletim anterior, em setembro. Segundo a SPE, o desempenho do emprego, do setor de serviços e da taxa de investimento justificaram a manutenção.

“Conforme salientado nos boletins anteriores, já era esperada desaceleração da atividade econômica no segundo semestre deste ano, resultado dos efeitos defasados do ciclo de ajuste da política monetária [aumento de juros pelo Banco Central]. No entanto, projeta-se que os impactos advindos da elevação da taxa de juros se reduzam ao longo do próximo ano”, informou a SPE.

Em 2021, o PIB do Brasil cresceu 4,6%, totalizando R$ 8,7 trilhões. Apesar de manter a estimativa para 2022, a SPE reduziu a previsão de crescimento em 2023 de 2,5% para 2,1%. Segundo o órgão, o cenário externo mais adverso, com a alta dos juros da economia norte-americana e a guerra na Ucrânia, afeta a expansão econômica no resto do mundo. A projeção para 2024 foi mantida em 2,5%.

De acordo com o Ministério da Economia, houve expansão no mercado de trabalho, com a taxa de desocupação caindo para 8,7% no terceiro trimestre, conforme a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (PNAD Contínua), do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Segundo o IBGE, os indicadores do setor de serviços tiveram expansão anualizada de 3,2% de julho a setembro.

Perspectivas

Apesar de reconhecer a desaceleração da economia no terceiro trimestre, a SPE espera que a recuperação econômica se mantenha no quarto trimestre, puxada pelos serviços e pela estabilidade na agropecuária. Segundo o órgão, os efeitos do aumento da taxa Selic (juros básicos da economia) pelo Banco Central são os principais responsáveis pela queda no ritmo de crescimento.

“Após a forte recuperação até o 2T22 [segundo trimestre], a atividade econômica desacelerou ao longo do terceiro trimestre de 2022, decorrente sobretudo do desempenho da indústria e do comércio. Dados mensais dos indicadores antecedentes e coincidentes sinalizam a continuidade da recuperação da economia no quarto trimestre, embora em ritmo menos intenso, devido, em grande medida, aos efeitos defasados da política monetária, conforme sinalizado nos boletins anteriores”, destaca o boletim.

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Beneficiários do Auxilio Brasil podem sacar hoje parcela de novembro

A Caixa Econômica Federal começa a pagar hoje (17) as parcelas de novembro do Auxílio Brasil aos beneficiários com Número de Inscrição Social (NIS) com final 1, no valor de R$ 600, que vigorará até dezembro, conforme emenda constitucional promulgada em julho pelo Congresso Nacional.

A emenda constitucional também liberou a inclusão de 2,2 milhões de famílias no Auxílio Brasil. Com isso, o total de beneficiários atendidos pelo programa subiu para 20,65 milhões.

O beneficiário poderá consultar informações sobre as datas de pagamento, o valor do benefício e a composição das parcelas em dois aplicativos: o Auxílio Brasil, desenvolvido para o programa social, e o aplicativo Caixa Tem, usado para acompanhar as contas poupança digitais do banco.

Em janeiro, o valor mínimo do Auxílio Brasil voltará a R$ 400, a menos que uma nova proposta de emenda à Constituição seja aprovada. Tradicionalmente, as datas de pagamento do Auxílio Brasil seguem o modelo do Bolsa Família, que pagava os beneficiários nos dez últimos dias úteis do mês. No entanto, uma portaria editada no início de outubro antecipou o pagamento da parcela deste mês, que ocorrerá entre os dias 11 e 25.

Benefícios básicos

O Auxílio Brasil tem três benefícios básicos e seis suplementares, que podem ser adicionados caso o beneficiário consiga um emprego ou tenha um filho que se destaque em competições esportivas ou em competições científicas e acadêmicas.

Podem receber os benefícios extras as famílias com renda per capita de até R$ 100, consideradas em situação de extrema pobreza, e aquelas com renda per capita até R$ 200, consideradas em condição de pobreza.

A Agência Brasil elaborou um guia de perguntas e respostas sobre o programa. Entre as dúvidas estão critérios para integração ao programa social; nove tipos diferentes de benefícios; e situação do Bolsa Família e do Auxílio Emergencial que vigoraram até outubro do ano passado.

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