Cultura

A democracia do imposto – Revista Oeste


(J.R. Guzzo, publicado no jornal O Estado de S. Paulo em 14 de agosto de 2022)

No Brasil desconexo, despótico e disfuncional criado nos últimos anos pela deposição dos poderes Executivo e Legislativo, e a ocupação das suas funções pelo STF, reduzir impostos tornou-se um ato “antidemocrático”. É uma das aberrações mais grosseiras desta marcha batida rumo à degeneração. Numa democracia de verdade, o Estado existe para servir à população; tem de entregar o máximo, e o melhor, pelo menor custo para o cidadão. No Brasil que está sendo fabricado pelos nossos altos tribunais de Justiça, o que vale é o exato contrário. Para salvar a democracia, dizem eles, é a população que tem de servir ao Estado – e qualquer tentativa de aliviar um pouco essa servidão é imediatamente reprimida pela junta judiciária que hoje governa este país. Menos imposto não é mais eficiência; é “populismo”, dizem seus membros. É transferência de renda do Estado para as pessoas, e isso configura crime de demagogia. Na democracia do STF, só se admite que a renda nacional faça o caminho oposto – seja transferida da população para o Estado.

O veto à redução de 35% no IPI é a última comprovação desse disparate. A diminuição do imposto beneficiaria diretamente os brasileiros, ao levar à queda nos preços de centenas de produtos que as pessoas consomem em seu dia a dia. Mas, segundo o governo do Amazonas, e mais um partido anão da extrema “esquerda” que usa o STF como seu escritório de despachantes, a redução geral de preços iria diminuir a vantagem dos produtos fabricados da Zona Franca de Manaus, que custam menos por desfrutarem de isenção fiscal. O governo, então, fez uma lista excluindo da redução de 35% uma série produtos que são montados na Zona Franca – esses continuariam com os preços atuais. Não adiantou nada. Os militantes do imposto exigiram que não se tocasse na alíquota, de jeito nenhum, e o ministro Alexandre de Moraes ficou do lado deles. O Brasil tem 220 milhões de habitantes. O Amazonas tem menos de 4 milhões. É assim que funciona o Brasil democrático do STF.

Não se trata, aí, de uma exceção. É a regra: o Supremo é hoje o inimigo número 1 da redução de impostos, por entender que isso dá “popularidade” a um governo que detesta e quer ver derrotado nas eleições presidenciais de outubro. Não se salva, nem mesmo, a diminuição de tributos que levou a baixar os preços dos combustíveis – algo de interesse absoluto, direto e urgente para o cidadão. O Supremo sabota ativamente a gasolina mais barata, ao dar licença para que os Estados, forçados por lei a reduzir seus impostos sobre os combustíveis, não paguem as dívidas que têm com a União. É a “resistência” ao “autoritarismo”.





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Direito às armas é o destaque da revista Oeste


A matéria de capa desta semana na revista Oeste trata de um tema extremamente polêmico e ainda pouco debatido no Brasil: o direito do cidadão comum de usar armas. “O debate sobre armas costuma ser contaminado por uma retórica emocional, quase sempre depois de tragédias com armas de fogo, como as chacinas em escolas que marcaram a sociedade norte-americana recente”, inicia a matéria.

“A mera possibilidade de cogitar que a outra parte em uma discussão esteja armada — em vez da quase certeza de que esteja desarmada — costuma evitar mortes. Uma pesquisa do FBI de 2013 revelou que 137 mil casos de ataques envolviam armas de fogo. Outros 126 mil, facas. Enquanto em 154 mil foram usados mãos, pés e punhos. Mesmo diante desses dados, ninguém jamais pensou em proibir facas, facões, machados, cutelos ou equipamentos do tipo”.

A expansão do número de clubes de tiros esportivos também é destaque. “Em 2021, foram abertas 457 entidades do gênero, um crescimento de 34% em relação ao ano anterior. Ao todo, segundo dados do Exército, existem pouco mais de 2 mil unidades ativas no país. Segundo o discurso de boa parte da esquerda, tais números deveriam vir acompanhados de mais assassinatos, mais roubos, mais latrocínios e mais violência. Faltou combinar com os fatos”.

A matéria, assinada por Bruno Freitas, Flavio Morgenstern e Iara Lemos, apresenta vários gráficos e estatísticas para desmistificar alguns preconceitos que persistem no Brasil sobre o assunto. Leia na revista Oeste desta semana.





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Livro apresenta a burocracia como arte sofisticada pelos brasileiros


Um monstro implacável de diversos tentáculos, alguns bem visíveis, outros difíceis de se identificar. Assim é o Estado brasileiro descrito no livro O Moedor de Pobres, de Alexandre Ostrowiecki. A obra aponta para a burocracia como o principal problema do país, quase que uma epidemia que corrompe o serviço público à população.

O livro percorre várias esferas de poder e descreve o Estado brasileiro como “um sádico obeso que rouba os que estão embaixo para dar aos grupinhos de cima, encastelados no poder”. O livro mapeia a burocracia paralisante presente em impostos, legislações diversas e na composição de governos.

“O Brasil é o inferno dos empreendedores, o terror de quem quer gerar emprego e riquezas. Quem produz é tratado como bandido e atrapalhado por um caminhão de burocracias e regras sem sentido. Os humildes pagam um percentual de imposto maior que os bilionários, o feirante paga IPVA no seu veículo de trabalho enquanto o rico tem helicóptero isento, a doméstica financia faculdade grátis do filho da patroa, enquanto seu marido pedreiro financia, via FGTS, os juros subsidiados das grandes empreiteiras. O vendedor de pipoca banca show de funk de artista rico, via Lei Rouanet”, argumenta o livro.

Imagem: reprodução

O livro é escrito por Alexandre Ostrowiecki, criador do Ranking dos Políticos, ferramenta de avaliação de deputados federais e senadores em exercício do cargo. CEO da Multilaser, empresa de eletroeletrônicos e informática, o autor descreveu as mazelas do sistema político brasileiro no livro lançado em 2021 pela LVM Editora.

Em entrevista a Oeste em março deste ano, Ostrowiecki falou sobre as motivações que o levaram a tratar da burocracia brasileira em O Moedor de Pobres.

“O livro é uma resposta ao anseio de participar da melhoria do país. Todos os cidadãos têm duas opções na vida: a primeira delas, a trincheira. Isso significa lutar por um país mais justo, com menos miséria, menos corrupção e menos crime. A outra opção é o sofá. Apesar de a segunda alternativa parecer mais confortável, penso que meu propósito de vida se encaixa melhor na trincheira.”

Leia também: “O Estado brasileiro é um Robin Hood ao contrário”, entrevista com Alexandre Ostrowiecki na Edição 105 da Revista Oeste.





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Novo imortal da ABL produzirá edições revisadas de grandes clássicos

O escritor, professor e economista Eduardo Giannetti da Fonseca tomou posse hoje (12), na cadeira de número 2 da Academia Brasileira de Letras (ABL), sucedendo ao filósofo e professor Tarcísio Padilha, falecido no dia 9 de setembro do ano passado. Os ocupantes anteriores da cadeira 2 foram Coelho Neto (fundador), João Neves da Fontoura, João Guimarães Rosa e Mário Palmério.

Giannetti é referência em temas como ética e filosofia. É autor de diversos livros e artigos, sendo alguns deles traduzidos para outros idiomas. Venceu duas vezes do Prêmio Jabuti: a primeira vez, em 1994, por “Vícios privados, benefícios públicos?” e a segunda, em 1995, pelo livro “As partes & o todo”. Foi vencedor do prêmio Economista do Ano, pela Ordem dos Economistas de São Paulo, em 2004.

No discurso de posse, Gianetti disse que “temos deveres e responsabilidades com os que nos precederam e, não menos, com os que vêm depois de nós. Se a memória é a correia de transmissão do espírito entre o passado e o presente, a imaginação criadora é a ponte capaz de nos conduzir ao futuro. Eis a imortalidade que importa.”

Em entrevista antes da posse, Giannetti disse à Agência Brasil que pretende atuar, principalmente, na parte editorial da ABL. “Eu quero ajudar a ABL a produzir edições acadêmicas e comentadas de grandes clássicos brasileiros. Este é o meu projeto”.

O novo acadêmico comentou que muitos autores e obras importantes brasileiras não estão disponíveis hoje em catálogo ou em edições que “façam justiça à importância destas obras para a cultura nacional”. Eduardo Giannetti não quis mencionar, porém, nenhum autor ou obra específicos.

O autor afirmou que existe um déficit na bibliografia brasileira de edições cuidadosas, críticas e comentadas de livros que são primordiais na história cultural e literária. Estão, neste caso, autores da literatura, filosofia e poesia, mencionou.

Estudioso de cultura europeia, Giannetti observa que entre os autores ingleses, por exemplo, existem obras muito cuidadosas, que tornaram-se referenciais. “Todos os estudiosos se reportam à mesma edição, que é canônica. Acho que, no Brasil, a gente ainda vai ter que construir isso”.

Biografia

Eduardo Gianetti nasceu em Belo Horizonte, no dia 23 de fevereiro de 1957. É economista, professor, autor e palestrante formado na Faculdade de Economia, Administração e Contabilidade (FEA) e em Ciências Sociais pela Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas (FFLCH), ambas da Universidade de São Paulo (USP). Possui doutorado em Economia pela Universidade de Cambridge (1987). Atualmente é professor da Ibmec Educacional. Foi também professor de economia do Instituto de Ensino e Pesquisa (Insper), da FEA-USP (1988-1999) e da Universidade de Cambridge (1984-1987).

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Cris Arcangeli presenteia São Paulo com obra do grafiteiro Dicesarlove


Com o título “Empreender Liberta” , a obra do grafiteiro Dicesarlove, esta exposto a a céu  aberto em centro de empreendedorismo localizado na Avenida Europa, no Jardim Europa, na capital paulista.

Durante a primeira temporada do reality show de impacto social Comunidades a 1000, que descobre e empodera empreendedoras nas favelas e que agora estreia no Canal Empreender, da Band, Cris Arcangeli conheceu o artista grafiteiro Dicesarlove e viu de perto o talento e a realidade desses grandes artistas das comunidades que tem pouca (ou nenhuma) presença da sua arte na cidade principalmente em bairros como os Jardins e Itaim.

Para promover o intercâmbio artístico e mais uma vez inovar, Cris convidou Dicesarlove para assinar um quadro a céu aberto em centro de empreendedorismo localizado na Avenida Europa, no Jardim Europa.

“O resultado ficou MARAVILHOSO! A obra em Grafite realista com o título EMPREENDER LIBERTA, é um LINDO presente para cidade de São Paulo”, afirma a empresária serial.

Conheça mais sobre Dicesarlove

Dicesarlove é um artista autodidata que iniciou a sua carreira antes dos 18 anos, quando criava desenhos realistas de pessoas no Centro de São Paulo. Tornou-se conhecido com o nome de “Dicesarlove” por desenvolver trabalhos que buscam os sentimentos mais nobres das pessoas.

A paixão de Dicesarlove pelo mundo do graffiti iniciou-se em meados de 1996, quando ele começou a fazer intervenções artísticas pela Cidade de São Paulo.

Em sua trajetória profissional teve a oportunidade de trabalhar com o artista Eduardo Kobra por sete anos. Em 2017 decidiu seguir sua carreira solo, começou a atuar em vários lugares do Brasil e no mundo, Emirados Árabes Unidos, Estados Unidos, Holanda, Japão, e Suécia. Em 2019 morou dois meses na Flórida/USA, onde desenvolveu o projeto “obras desaparecidas”. Em Wynwood/Miami fez um mural com Frida Kahlo pintando a obra desaparecida desde 1955- “A mesa ferida”.

Após um infarto em 2020 e uma lenta recuperação, Dicesarlove começou a se conectar mais com seu interior sua mente ficou inquieta e passou a procurar respostas para definir o que somos e porque estamos aqui. Daí percebeu que somos “fragmentos de nós mesmos, somos cópias dos nossos antepassados e estamos sempre em desenvolvimento evolutivo como o universo”, afirma Discesrlove. Então sua expressão artística atual se caracteriza com um formato fragmentado cubista em camadas tridimensionais trazendo o passado presente e futuro, unificadas de forma um todo que somos nós mesmos. Um somos nós.

Com mais de 20 anos de carreira, Dicesarlove segue os seus projetos artísticos e rompe fronteiras.

Texto e fotos: Divulgação





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25 indicações de livros para dar no Dia dos Pais


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1- Pai de menina: Para ler ao lado de sua filha e construir uma relação para a vida toda 

Escrito pelo apresentador Marcos Mion, o livro traz práticas de educação para pais de meninas. A obra conta experiências e conta com ensinamentos para uma relação saudável de pai e filha.

2- Fala sério, filha!: A vingança dos pais

Mais uma edição de “Fala Sério” de Thalita Rebouças, dessa vez o livro traz crônicas leves e divertidas sobre a vida da protagonista Malu e sua relação com mãe superprotetora Ângela e seu paizão Armando.

3- Pai, Escrevi um Livro Sobre Você 

Um livro interativo para falar sobre seu pai de maneira personalizada para colocar no papel memórias, sentimentos e curiosidades sobre sua figura paterna.

4- Crônicas de Pai 

Escrito por Leo Aversa, o livro Crônicas de Pai traz crônicas, na visão de pais e filhos, para refletir sobre a paternidade.

5- Antes que o café esfrie 

O mesmo café é servido cuidadosamente todos os dias em uma lanchonete de Tóquio. Uma lenda urbana conta que nesse mesmo café é possível viajar no tempo. Quatro pessoas embarcam nessa aventura, mas com uma condição: no passado, apenas pode encontrar com pessoas que estiveram no café.

6- Operação Família 

Escrito por Sarah Morgan, Operação Família conta uma história inspiradora sobre relaçoes familiares, amadurecimento, segundas chances e autodescobrimento.

7- Juntando os pedaços 

Libby passou anos de sua vida de luto devido a morte de sua mae. Seu coraçao foi fragmentado, mas finalmente ela conseguiu juntar seus pedaços e seguir em frente. A jovem menina entra em uma nova escola e de cara ja sofre bullying por causa do seu peso. Isso faz com q ela vá a diretoria e se depare com Jack, um garoto que tem uma doenca que impede-o de reconhecer o rosto das pessoas

8- O velho e o menino 

A obra do autor Roberto Tranjan nos traz alguns personagens encantadores, como o velho e o menino, que conduzem o leitor a diminuir sua solidão nesse mundo difícil.

9- Céu sem estrelas 

Cecília acabou de completar dezoito anos e devido a vida turbulenta que levava decide morar com sua amiga. Quando chega lá se encanta pelo seu irmão Bernardo e os dois tem que vencer seus traumas e inseguranças para conseguir se relacionar.

10- Daqui a cinco anos

Dannie vai dormir com a vida perfeita, o marido perfeito e a carreira perfeita. No dia seguinte ela acorda com outra vida, outro apartamento e outro marido, e descobre na televisão que teriam se passado 5 anos da sua vida.

11- Se não houver amanhã 

Lena está ansiosa e cheia de expectativas e planos para sua vida, mas um simples fato destrói tudo que ela espera. A menina tem que aprender a lidar com isso e superar as questões.

12- A última coisa que ele me falou 

Owel, antes de desaparecer deixa a seguinte mensagem para sua esposa: Proteja ela! Hanna logo percebe que se refere à sua enteada Bailey. Juntas, Hanna e Bailey vão atrás da resposta para o sumiço de seu marido.

13- Em Busca De Abrigo

Kate, que não teve uma mãe nada presente, promete que será diferente quão a sua filha. Entretanto, ela se depara reproduzindo os comportamentos de sua mãe e precisa lidar com o abismo que criou entre ela e sua filha.

14- O sol é para todos 

Narrado pelo pequeno e inocente Jean Louise(Scout) de apenas 6 anos, o livro aborda temas como racismo, injustiça e preoconceito social. O titulo remete a ideia q ue o “Sol” é o direito a liberdade que “todos” os seres humanos sao dignos de ter

Nesta colagem de poemas, pensamentos, bilhetes e desabafos, Bruno Fontes fala não apenas sobre a dor do fim, mas também sobre o aconchego adocicado que vem do abraço da saudade.

16- Quinze dias 

Felipe finalmente entra de férias e pode ficar longe de todos da escola. Entretanto, as coisas fogem do controle quando sua mãe decide hospedar seu vizinho Caio em sua casa por 15 dias. Caio foi a primeira paixão de Felipe e Felipe carrega muitas inseguranças.

17- Toda Luz Que Não Podemos Ver

Uma história arrebatadora contada de forma fascinante. Com incrível habilidade para combinar lirismo e uma observação atenta dos horrores da guerra, o premiado autor Anthony Doerr constrói, em Toda luz que não podemos ver , um tocante romance sobre o que há além do mundo visível

18- Todas as suas (im)perfeições 

Todas as suas imperfeições narra a história de Quinn e Graham. Eles se conhecem no pior dia de suas vidas; ela chega mais cedo de uma viagem para surpreender o noivo, ele testemunha a traição da namorada. E é assim que ambos acabam no corredor de um prédio, trocando confidências, biscoitos da sorte e palavras de conforto.

19- O colecionador de chuvas

Numa cidade em que a chuva demora a molhar a terra, um menino aspira por colecionar gotas de chuva. Lá o sol brilha forte todos os dias, clareando as ideias do menino e assim ele se prepara para armazenar as gotas da chuva, gotas de todos os tipos que houver.

20- Em Busca De Abrigo

Primeiro romance escrito por Jojo Moyes conta a história de três gerações de mulheres que precisam encarar as verdades do amor e as responsabilidades que existem em toda família. Jojo já exibia seu talento para contar histórias emocionantes e narrar a vida em família, seus segredos, traições e dores do passado, mas também a redescoberta do amor. 

21- Um Caminho Para A Liberdade 

Inspirado em uma história real, Um caminho para a liberdade fala de lealdade, independência e justiça. Com uma trama envolvente e emocionante, Jojo Moyes faz o leitor refletir sobre as redes de apoio e amizade entre mulheres e como é preciso ir além dos nossos supostos limites. Afinal, conquistar a liberdade nunca é fácil.

22- A árvore dos anjos 

 A árvore dos anjos é uma história tocante sobre amores e perdas, sobre como nossas escolhas de vida podem tanto definir quem somos como permitir um novo começo.

23- Para sempre Alice 

Este livro é um retrato fiel e realista de uma pessoa que lentamente vai perdendo seus pensamentos e suas lembranças para o mal de Alzheimer e nos ensina que, mesmo com os aspectos da vida desaparecendo de nossa mente aos poucos, cada dia também traz uma nova oportunidade de viver e amar.

24- No Final Ficam os Cedros 

Afim de desvendar o sumiço de seu pai, Samir decide viajar para Beirute, onde viveu toda sua infância. Nessa aventura, Samir se depara com segredos da história da sua família e diferentes sentimentos.

25- Árvore dos desejos

Uma fábula inesquecível da aclamada escritora Katherine Applegate, que nos mostra a importância do respeito às diferenças e o poder da amizade, da empatia e do afeto.



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Museu de Londres vai devolver à Nigéria objetos do século 19


Setenta e dois artefatos saqueados em 1897 durante uma incursão militar britânica ao então reino de Benim serão devolvidos à Nigéria, de acordo com anúncio feito pelo Museu Horniman, de Londres, no domingo 7. Entre as obras, há 12 que integram a coleção de bronzes de Benim, de mais de mil peças. Também há peças em marfim e latão, usadas em rituais, e objetos da vida cotidiana, como leques e cestos, além de uma chave “do palácio do rei” .

O Museu de Horniman aceitou o pedido de restituição das obras feito em janeiro pela Comissão Nacional de Museus e Monumentos da Nigéria, que comemorou a decisão do estabelecimento londrino. A presidente do museu, Eve Salomon, disse que “a evidência foi muito clara de que esses itens foram obtidos à força, e a consulta externa confirmou nossa opinião de que era moral e apropriado devolver sua propriedade à Nigéria”.

Com a decisão, as duas instituições vão definir o processo formal de transferência de propriedade e a possibilidade de alguns objetos permanecerem emprestados, para exibição ou para fins de pesquisa ou ensino. A Nigéria negociou a devolução dos Bronzes de Benim com vários países europeus e planeja construir um museu com essas peças.

Em novembro, a França devolveu ao Benim, país vizinho da Nigéria, 26 obras dos tesouros reais de Abomey, saqueadas em 1892 pelas tropas coloniais francesas. Um galo de bronze e uma cabeça de monarca foram devolvidos pelo Reino Unido à Nigéria no início deste ano. Além disso, a Grécia também pede há décadas ao Reino Unido os frisos do famoso e antigo templo do Partenon em Atenas, exibido no Museu Britânico de Londres. Recentemente, ele disse que estava aberto a um acordo com a Grécia para compartilhá-los.

Leia também: Artigo publicado na edição 92 de Oeste Onde guardar os tesouros históricos? – que discute a propriedade desses objetos recolhidos pelas nações europeias. Eis um trecho: “Se não tivesse sido removida, a maior parte desses objetos desapareceria. As peças estavam enterradas, sob muita lama ou barro. Seriam consumidas como matéria orgânica. Tornaram-se arte apenas porque europeus administradores de museus disseram: ‘Isso é arte’”.





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Transformar para Reconstruir é tema do Festival Movirio

Com o lema Transformar para Reconstruir em todas as atividades artísticas, o Festival Movirio, considerado um dos mais importantes eventos de dança da América Latina, lança sua quinta edição hoje (8), às 11h, durante live no Instagram. Este ano, o festival será totalmente presencial, com classificação livre, disse o idealizador e diretor-geral do evento, Carlos Fontinelle.

O Movirio foi o único festival do Brasil que promoveu apresentações presenciais de solos, duos e trios de bailarinos em 2020, no Teatro João Caetano, da Fundação Nacional de Artes (Funarte). Devido à pandemia de covid-19, não houve público, mas a organização manteve as apresentações de dança, para ajudar os profissionais naquele momento difícil para o setor de entretenimento. Foi adotada a versão híbrida (presencial e virtual) para as atividades.

Em 2021, foi mantido o formato híbrido, mas com um diferencial. A programação foi distribuída durante o ano, de março a outubro, em diversos pontos da cidade do Rio, como o Parque Lage, a parte externa da Casa França Brasil, entre outros locais. “A gente pensou em fazer tudo ao ar livre por causa da covid,-19, mas de uma forma muito mais ampla. Saímos do teatro para conseguir trazer mais participantes ao festival”, afirmou o diretor.

Ações inovadoras

Após dois anos de programação no formato híbrido, em 2022 o Festival Movirio é totalmente presencial. A quinta edição do evento, que já faz parte do calendário cultural da capital fluminense, se estenderá de 8 a 28 deste mês, trazendo a ideia de construção de um conjunto de ações inovadoras que intensificam a relação da dança em inúmeras atividades cênicas. “A gente está voltando como presencial, até porque precisa fomentar a cadeia artística e econômica”, destacou Fontinelle. Haverá espetáculos nacionais e estrangeiros, com ações conectadas por quatro diretrizes, que são criação artística, intercâmbio, diversidade e formação de público.

Carlos Fontinelle disse que, em média, o Movirio envolve, em cada edição, de 5 mil a 7 mil participantes em todas as atividades. Este ano, a meta é atingir de 5,5 mil a 5,7 mil bailarinos do Brasil e do exterior. Haverá espetáculos gratuitos no Centro Cultural Banco do Brasil (CCBB RJ), no Centro Sebrae de Referência do Artesanato Brasileiro (Crab), e ao ar livre, na Praia do Flamengo, com o espetáculo Ecos, da Cia. Garopaba Atitude, de Santa Catarina. A preços populares, as atrações serão realizadas nos teatros João Caetano e Cesgranrio, com valores que variam entre R$ 60 e R$ 20.

Os destaques são a Mostra de Curtas e Vídeo Dança, Movie Rio, no CCBB RJ, os espetáculos Sobre as Ondas do Mar, no Teatro João Caetano, a Vivá Cia. de Dança e o internacional Só20, também no João Caetano, além da Cia. Claudio Bernardo, da Bélgica. O evento contará com residência artística, roda de negócios, espetáculo para crianças, mostras competitivas, espetáculos nacionais e internacionais, mesa de debates, audições, workshops, intervenções artísticas urbanas e programação online durante o mês de agosto. Toda a programação do Movirio pode ser conferida no site moviriofestival.com

Oceano

O diretor ressaltou que o Movirio é uma incubadora de movimentos e ideias, cuja finalidade é proporcionar interações com atividades simultâneas. Com a colaboração do Fundo de Ajuda para Artes Ibero-Americanas – Programa Iberescena, Carlos Fontinelle afirmou que este é o primeiro ano em que o Movirio “começou a atravessar o oceano”.

Além dos 17 países ibero-americanos abrangidos pelo Iberescena (Argentina, Bolívia, Brasil, Colômbia, Chile, Costa Rica, Cuba, Equador, El Salvador, Espanha, Guatemala, México, Panamá, Paraguai, Peru, Portugal, Uruguai), a 5ª edição do Movirio tem parceria também do Consulado da Bélgica, que traz a Cia.Claudio Bernardo. A ideia este ano, disse o diretor, é criar pontes por meio de conexões socioculturais e artísticas com companhias internacionais, democratizando o acesso e o intercâmbio de grandes profissionais reconhecidos mundialmente.

Quando estreou, em 2018, o festival movimentou o centro do Rio de Janeiro, com a participação de mais de 5 mil profissionais, direta e indiretamente, em suas oficinas, espetáculos, palestras e ações em prol do fomento da dança carioca, ganhando visibilidade. No ano seguinte, a convite da Secretaria de Cultura e Economia Criativa do Rio, ampliou a programação para 21 dias consecutivos, alcançando público de mais de 1 milhão de pessoas. É considerado um dos maiores festivais de dança da América Latina, pela duração e pluralidade artística.

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Maestro Felipe Prazeres assume orquestra do Theatro Municipal do Rio

O maestro Felipe Prazeres é o novo regente da Orquestra Sinfônica do Theatro Municipal (OSTM) do Rio de Janeiro. Sua estreia será no próximo dia 12, às 19h, no Concerto Sinfônico da Série Vozes – Noite de Música Francesa, que contará com a participação de dois solistas: o spalla (primeiro músico) do naipe de violoncelos da orquestra, Marcelo Salles, e a soprano paulistana de carreira internacional, Gabriella Pace.

A abertura da Ópera Le Roy D’Ys, de Edouard Lalo, que este ano é celebrado pelos 130 anos de morte, será executada pela primeira vez no Rio de Janeiro, seguida do Concerto para Violoncelo N° 1, de Camille Saint-Saëns. A segunda parte do programa é dedicada a árias francesas, entre as quais Elle a fui, la tourterelle, de Os Contos de Hoffman, de Offenbach. O programa terá ainda outra celebração: os 180 anos de aniversário de nascimento de Massenet, com Adieu notre petite table, da ópera Manon, e fechará com Me voilà seule dans la nuit, da ópera O Pescador de Pérolas, composta por Georges Bizet.

Em entrevista à Agência Brasil, Felipe Prazeres afirmou que ficou muito feliz com o convite e que está ansioso por fazer um bom trabalho.

Ele disse ainda que a regência da orquestra do Theatro Municipal, em substituição ao maestro Ira Levin que deixou o cargo há cerca de oito meses, será, na verdade, um reencontro. Prazeres tocou na orquestra como violinista em 2000 e 2001, participando de diversas produções artísticas.

Em abril de 2022, após o início da normalização das atividades, pós pandemia de covid-19, ele regeu, pela primeira vez, a OSTM. “Eu abri a temporada do Theatro Municipal regendo. Foi no concerto de estreia da temporada e não imaginei que fosse receber esse convite alguns meses depois, apesar de ter acontecido um flerte entre mim e a orquestra. Eu estava na lista de maestros que a orquestra gostaria que estivesse lá”.

Com o nome sugerido pelos próprios músicos, Prazeres disse que se sente à vontade na nova função. “A orquestra quis que eu viesse. Isso é fundamental, porque eu sou músico de orquestra, transito nesses dois lugares. Sei muito o que músicos de orquestra passam, das demandas que uma orquestra precisa. Então, de certa forma, acho legítimo ter o respaldo dos músicos para poder assumir a orquestra”.

Para a presidente da Fundação Teatro Municipal, Clara Paulino, Felipe Prazeres é recebido com alegria na equipe. “O maestro que já atuou em concertos no Theatro irá somar seu conhecimento aos demais membros da OSTM e, com certeza, ofereceremos um trabalho de grande excelência ao nosso público”, comemorou Clara. O diretor artístico do Theatro, Eric Herrero, disse estar muito feliz com a chegada do maestro. “Músico de excelência, que contribuirá enormemente com o Theatro Municipal e nossa temporada.”

Felipe Prazeres é ainda diretor artístico e cofundador da orquestra Johann Sebastian Rio, principal orquestra de câmara do Rio de Janeiro, e atua como spalla da Orquestra Sinfônica da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), onde também rege concertos desde 2013. Na função de regente, esteve à frente de orquestras como a World Youth Symphony, na Itália, Orquestra Petrobras Sinfônica, Orquestra Sinfônica da Bahia, Orquestra Sinfônica da UFRJ, Orquestra Sinfônica Nacional (OSN-UFF) e Camerata Sesi.

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Conheça o autor Neil Gaiman e a origem de Sandman


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O britânico Neil Gaiman é um dos escritores mais populares da atualidade, possui uma verdadeira legião de fãs. Autor de romances, contos, quadrinhos e obras de não ficção, foi alçado ao sucesso mundial com a série Sandman. Mais tarde, seguiu ganhando cada vez mais notoriedade e prestígio com seus diversos livros de ficção adulta e juvenil.

Leia também: “Sandman”: série da Netflix é lançada com aclamação imediata

Saiba mais sobre Neil Gaiman e suas principais obras

Além de Sandman, adaptada em uma série de sucesso da Netflix, ele também escreveu os amados Coraline e Stardust, adaptados para o cinema nos anos 2000. Confira a seguir outras de suas obras bastante conhecidas que ganharam adaptações:

Por seu trabalho muito elogiado por crítica e público, Neil Gaiman foi homenageado com importantes prêmios internacionais. Entre eles, estão as Medalhas Newbery e Carnegie. Suas histórias também foram premiados com Hugos, Nebulas, World Fantasy Award, Bram Stoker Awards, Locus Awards, British SF Awards, British Fantasy Awards, Geffens, Mythopoeic Awards e muitos outros.

De acordo com seu site oficial, “o público de ficção científica e fantasia formam uma parte substancial da base de fãs de Gaiman, e ele usa continuamente as mídias sociais para se comunicar com os leitores. Em 2001, Gaiman se tornou um dos primeiros escritores a estabelecer um blog, que agora tem mais de um milhão de leitores regulares. Ganhou a categoria Twitter no primeiro Author Blog Awards, e seu romance adulto Deuses Americanos foi a primeira seleção para o clube do livro One Book, One Twitter (1b1t).”

Descubra o universo fascinante de Sandman

Escrita entre 1989 e 1996, Sandman conta a história de Morpheus, o Sonho. Ele faz parte dos Perpétuos, grupo de seres antropomórficos cujas manifestações são comuns a todos. São eles: Destino, Morte, Destruição, Desejo, Desespero, Delírio e Sonho. A narrativa mistura mitologias modernas e fantasia sombria, acrescentando elementos modernos, históricos e míticos.

O protagonista controla e tem o poder de acessar todos os sonhos não só da humanidade, mas de todas as criaturas capazes de sonhar. Dessa forma, ele é o senhor do Mundo dos Sonhos, a terra para onde vamos surante sono. Quando uma ordem mística tenta capturar sua irmã, a Morte, acabam levando o próprio Morfeus. Assustados com o feito, os membros da ordem o mantém em cativeiro. Isso dá início a uma época em que o Perpétuo fica preso por décadas, deixando o Mundo dos Sonhos abandonado e os sonhadores desamparados. A série aborda sua libertação e como consegue se adaptar depois de tantos anos de ausência. Assim, nos apresenta sua jornada e proporciona um mergulho da mitologia dos Perpétuos.

Um marco da cultura pop, Sandman se distingue como a melhor série do selo Vertigo, além de ser uma das obras mais revolucionárias e inovadoras dos quadrinhos contemporâneos. Também já foi considerada uma das séries mais artisticamente ambiciosas dos quadrinhos. É descrita como uma história inesquecível sobre as forças que existem além da vida e da morte, que conecta mitologias antigas, folclore e contos de fadas. Tudo com sua visão singular numa narrativa sem precedentes.

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