Cultura

Na Fazenda Tamanduá: Noite do Repente e Viola

Sendo um verdadeiro amante da poesia, tirada do Repente, com o toque da Viola, o franco-suíço-brasileiro Pierre Landolt realizou, através do Instituto Fazenda Tamanduá, um evento tipicamente rural e “matuto”, com uma agenda preenchida pela flora e fauna local, onde as diversidades de culturas foram mostradas aos convidados, fazendo ver ou sentir a beleza do campo, tanto na época do plantio, como na seara

Foi oferecida aos convidados uma noitada da Viola e do Verso improvisado, patrocinada por alguns valores nessa arte tipicamente sertaneja.


O local foi a Casa Museu, que homenageou seu morador, desde que Pierre a adquiriu, ao chegar no Sertão: Zé Bié, que foi enterrado no próprio local, atendendo desejo dele e obedecendo requisitos da vigilância em saúde


A noite foi presenteada com o “Encontro” de Ivanildo Vila Nova, Diomedes Mariano, Roberto Lucena e Jomaci Dantas, os dois últimos sendo os declamadores e apresentadores. E fechando a equipe renomada, os aboiadores de Caruaru Zito Alves e Antônio Barbosa.

Para os amantes do forró, uma palhinha final, com participação de Aécio Flávio, animando os convidados


A apresentação contou com moradores da fazenda, convidados de vários Estados, funcionários e amigos sendo uma espécie de “presente de aniversário ” ao nobre casal que, da Europa, mostra para o mundo os encantos que podem ser encontrados no campo, na zona rural, se tudo for projetado com carinho e dedicação.

Pierre faz ver essa realidade, mostrando talento e arte e dando exemplo a outros tantos que querem perseverar no trabalho bucólico.

Assista compacto das apresentações:

mnegreiros.com

Rashid e Liniker se unem no videoclipe do single “Ver em Cores”


Como um acalanto, a canção “Ver em Cores” dá novas perspectivas à densa narrativa do álbum-áudio-filme Movimento Rápido dos Olhos (ouça aqui). O lançamento do quarto disco na carreira do rapper paulistano Rashid, apresentado no último dia 10 de novembro, reflete diferentes camadas de uma metrópole distópica que, após uma série de enfrentamentos, desencadeia uma nova visão. “Ver em Cores” simboliza, então, essa compreensão, dando valor ao que mais se teve falta durante os últimos anos: o contato. Ao lado da cantora e compositora Liniker, o videoclipe da faixa ilustra a alegria de um reencontro, um toque, um abraço. No dia 22 de novembro, o registro audiovisual assinado pela produtora CAVE chega ao canal de YouTube do artista (assista aqui).

“Essa música é grandiosa e representa algo pelo qual todos nós passamos nos últimos anos. ‘Ver em Cores’ representa a aurora, a chegada de um novo dia, e eu interpreto como uma metáfora para esse período pós-pandêmico”, resume Rashid sobre a concepção da narrativa, inspirada pela beleza do toque e a importância do afeto nas relações. “A sensação é de estar de volta à vida como era ou como ela pode ser a partir de agora. A volta dos abraços, encontros e possibilidades”, complementa ele.

O projeto audiovisual, produzido pela CAVE em parceria com a gravadora Foco na Missão, traduz tudo o que o artista quis passar quando mencionou que a música é “uma forma de acalanto para a alma ao ser escutada”. “Pela sensação que a música passa, decidimos seguir um caminho mais sensorial. Como a música possui dois momentos, a dividimos em duas partes: uma sobre a perspectiva do reencontro e a outra do abraço. É um clipe sobre sensações, de você se abrir para o mundo”, comenta Hideki Onuki, diretor da produtora CAVE.

A voz de Liniker amarra o single e firma o encontro de duas potências da música preta brasileira: “A Liniker é uma força incrível na voz e na existência. Desde o início, quando essa música foi surgindo, eu pensava em tê-la cantando ali conosco. Nunca houve um plano B, porque acho que era pra ser mesmo. Todas as ideias e conversas convergiam para a participação dela”, finaliza Rashid.

Ouça “Ver em Cores” aqui

Assista ao videoclipe de “Ver em Cores” aqui

Ouça Movimento Rápido dos Olhos aqui

Assista aos visualizers Movimento Rápido dos Olhos aqui 

Ficha Técnica:
Videoclipe
Produtora: CAVE
Direção: Hideki Onuki
Produção Executiva: Tânia Assumpção
Realização: Foco na Missão
Ass. de Direção: Zoe Yasmine
Ass. de Coordenação: Roberta Lana
Direção de Produção: Nil Souza
Ass. de Produção: Eduardo Perobeli
Ass. de Produção: Rodrigo Guida
Produtor de Locação: Luciana Mantel
Produtor de Elenco: Fresh Luc
Direção de Fotografia: Roberto Riva
1º Ass. de Câmera: Mathe Mendes
2º Ass. de Câmera: Vinicius Durock
Op. de Steadicam: Leandro Brigido
Video Assist / Logger: Giovanna Ferranti
Gaffer: Franklin Closel
1º Elétrica: Marciel Rasta
2º Ass. de Elétrica: Bruno Martin
Maquinista: Lucas Baiano
2º Ass. de Maquinaria: Flavinho, Giuliano Lemos, Giuliano dos Santos
Direção de Arte: Helena Dib e Lueli Marks (Coletivo Project)
Ass. de Arte: Jéssica Dias
Contra Regra: SvenSvai
Stylist: Helena Dib e Lueli Marks (Coletivo Project)
Camareira: Rafaela Madeiro
Make/Hair: Iris Bittencourt
Ass de Make/Hair: Ana Paula Damasceno
Stylist Liniker: Victor Miranda
Produção de moda: Caroline Passos
Make/Hair Liniker: Artur Figueiredo
Making of foto: Kleber Oliveira
Making of vídeo: Robson Lima
Catering: Da Roça
Head de Pós-Produção e Finalização: Nathalie Rueda
Color Grading: Leandro Lamezi
Montagem: Henrique Rodrigues e Hideki Onuki
Motion Design: Anderson Freitas
Agradecimentos: Elitecam, Traquitana, Valese, Bluff Bounce

Música
Voz: Rashid / Liniker
Letra: Rashid / Caio Nunez / Felipe Vassão
Produção: Bernardo Massot
Vocais: Flávia K e Thiago Jamelão

Texto e foto: Divulgação





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Câmara homenageia os 100 anos do rádio no Brasil

Uma sessão solene em homenagem aos 100 anos do rádio no Brasil, completados em setembro, foi realizada nesta terça-feira (22) no plenário da Câmara dos Deputados, em Brasília. A sessão foi pedida pelos deputados Acácio Favacho (MDB-AP), secretário de Comunicação Social da Câmara, e Alex Santana (Republicanos-BA), titular da Secretaria de Participação, Interação e Mídias Digitais da Casa.

Ao falar dos 100 anos do rádio no Brasil, o presidente da Empresa Brasil de Comunicação (EBC), Glen Valente, destacou a evolução do veículo ao longo dos anos e as novidades agregadas como canais de streaming [transmissão de dados pela internet] e podcasts [conteúdos em áudio], por exemplo. Ao citar o trabalho da Rádio Nacional da Amazônia, que transmite em ondas curtas para aquela região, Valente lembrou a função social da emissora, que comparou a uma espécie de “WhatsApp da Amazônia”.

Com a comunicação via telefone ou internet ainda precária em algumas localidades da Amazônia, o presidente da EBC lembrou que muitos ouvintes mandam recados simples para parentes e amigos por meio das ondas do rádio.

“São coisas do tipo: avisa minha tia que eu estou chegando na segunda-feira. E a gente avisa. Parece alguma coisa meio antiga, mas é bem moderna, então, ondas curtas hoje ainda são super efetivas. É também uma área que a gente está fazendo investimentos porque, apesar das migrações para a FM, as ondas curtas nunca vão conseguir um substituto natural em função das restrições que se tem do espaço na Amazônia”, argumentou.

O presidente da Empresa Brasil de Comunicação (EBC), Glen Valente, durante sessão solene da Câmara dos Deputados para marcar os 100 anos do rádio no Brasil.

O presidente da Empresa Brasil de Comunicação (EBC), Glen Valente, durante sessão solene da Câmara dos Deputados para marcar os 100 anos do rádio no Brasil. – Marcelo Camargo/Agência Brasil

Ainda para Glen Valente, o rádio continua e sempre vai ser uma plataforma que todo mundo tem que continuar investindo porque não vai acabar. “As outras plataformas vão se somar a um instrumento mais antigo de comunicação do Brasil, que é o rádio”, acrescentou.

Evolução

Também presente à solenidade, o presidente da Associação Brasileira de Emissoras de Rádio de Televisão (Abert), Flávio Lara Resende, falou do privilégio de acompanhar a evolução de um veículo tão importante.

“O rádio continua investido de seu melhor papel: ser um companheiro de todas as horas, cheio de vida e vigor. O rádio está em constante renovação, sendo protagonista das mais variadas situações”, afirmou.

Dados

Na justificativa do requerimento da sessão solene, os deputados  Acácio Favacho e Alex Santana citaram uma pesquisa da empresa Kantar Ibope Media. Ela aponta que o rádio é ouvido por 80% da população brasileira nas 13 regiões metropolitanas do país. Entre os ouvintes, três a cada cinco escutam rádio todos os dias. Ainda segundo o levantamento, os ouvintes passam em média quatro horas e 26 minutos por dia ouvindo rádio. A maior parte (80%) usa rádio comum, mas o consumo por celular já chega a 23%.

Ainda com base em dados da pesquisa da Kantar Ibope Media, os parlamentares destacaram que, nas cidades de menor porte, o rádio se torna ainda mais importante, levando informação local onde não existem outros veículos de comunicação. O Brasil conta hoje com mais de dez mil emissoras de rádio ativas.

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WhatsApp busca adicionar novos recursos no Brasil

O WhatsApp, da empresa Meta, quer adicionar novos recursos no aplicativo no Brasil. Entre as novidades estão a implementação de um mecanismo para os usuários encontrarem empresas e a realização de compras. O aplicativo de mensagens vai apresentar também o recurso Diretório, que traz uma estrutura com contatos telefônicos e estava em fase de testes em São Paulo desde o ano passado.

O Brasil foi um dos primeiros países a receber o recurso de pesquisas, junto com Reino Unido, Colômbia, México e Indonésia, com a inclusão de estabelecimentos locais. O objetivo das melhorias é facilitar o processo de busca de estabelecimentos e a realização das compras. O WhatsApp busca tornar o aplicativo em um mecanismo de comércio e gerar anúncios por meio da receita publicitária. O lucro em anúncios por clique pode gerar cerca de US$ 1,5 bilhão (R$ 8 bilhões) por ano.

Novidades a caminho

O aplicativo da Meta busca experimentar novas formas de pagamento pelo chat e expandir a experiência de um comércio por meio do mensageiro. O recurso provavelmente será expandido pelo mundo nos próximos meses.

A nova ferramenta está disponível por enquanto para dispositivos Android, sem previsão para os aparelhos com sistema iOS. Para acessá-la, abra a aba “Nova Conversa” e pesquise um estabelecimento no campo “Empresas”, com a possibilidade de selecionar alguns locais.

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Só se fala no Koo

“Toda a equipe trabalhando a noite toda. Alimentado pelo amor recebido do adorável povo do Brasil.” A afirmação veio seguida de três corações. Era uma mensagem publicada no Twitter, na última sexta (18), mas escrita pela equipe de outra rede igualzinha, um tipo de clone indiano.

Depois das demissões em massa promovidas por Elon Musk, o novo dono da rede do passarinho azul, os rumores eram de que o Twitter estava por um triz. Foi o suficiente para que os brasileiros acostumados a dar sua opinião e discutir por lá corressem para garantir um lugar na opção mais semelhante ao seu microblog de estimação (tão parecida que seu símbolo é um passarinho também, mas amarelo): o Koo.

Sim, se você acompanha redes sociais, já deve saber que esse é o nome do microblog asiático. No sábado, ele se tornou o aplicativo mais baixado do Brasil na App Store e na Playstore – e os influenciadores que dominam o Twitter já têm seus registros no novo espaço. 

As piadas, claro, não pararam até hoje. Leila Germano, tuiteira e influenciadora cearense, com 162,5 mil seguidores na rede original, escreveu: “Antigamente, xingamos muito no Twitter, agora vamos meter o pau no Koo”. E já viralizou o meme “Ninguém solta o Koo de ninguém” – uma paródia da frase muito repetida desde 2018, só que com a mão no lugar do Koo (desculpe, é inevitável), que afirmava a necessidade de união e resistência contra uma eventual perda de direitos com a eleição de Bolsonaro. 

Felipe Neto, que só no seu primeiro dia na nova rede já recebeu 135 mil seguidores, também brincou: “Olha, eu quero agradecer do fundo do coração a todas as pessoas que entraram no meu Koo hoje”.

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A rede é de Bangalore, sul da Índia, e foi fundada em 2020. A ideia era proporcionar uma alternativa indiana a um universo em que o inglês é dominante. Tanto que contempla línguas regionais, como hindi e kannada (idioma em que Koo significa “piu-piu”, mais uma evidência do “copia, só não faz igual” do app).

Mas, se a intenção era criar uma rede indiana para a Índia, o começo assustador de Musk à frente do Twitter fez com que os fundadores vissem uma excelente oportunidade de fazer frente ao aplicativo americano. A mensagem carinhosa para os brasileiros não foi à toa. O Koo ainda não fala português, mas sua equipe está correndo para fazer a inclusão do nosso idioma. E também para que sua estrutura suporte a chegada de tanta gente ao mesmo tempo. 

Só tem um problema: não é todo mundo que crê, realmente, que um cara bem-sucedido como Elon Musk vá arruinar o Twitter. 

Sua rede é uma praça pública onde políticos se expressam, jornalistas informam e se informam, torcedores de futebol criticam os times dos outros, e seus próprios… um cidadão comum entra em contato direto com seu artista preferido e, vira e mexe, é respondido. Hoje tem cerca de 329 milhões de usuários no mundo, com a tendência de chegar a 340 milhões em dois anos. Para efeito de comparação, a rede asiática contabilizava 50 milhões de downloads antes da “onda brasileira”.

Tanto é assim que outra brincadeira corrente no Twitter agora é avisar aos indianos que não mexam tanto no Koo para abrigar os novos usuários. Porque o mais provável é que eles não usem o passarinho amarelo. 

E vamos parar com os trocadilhos por aqui, porque uma hora perde a graça (ainda não perdeu).

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Caravana de Natal da Coca-cola desfila pelas ruas de João Pessoa em dezembro

Além de Papai Noel e suas renas, a caravana conta ainda com uma frota de caminhões iluminados e decorados da Coca-cola.

As ruas de João Pessoa, capital da Paraíba, irão receber o desfile da Caravana de Natal da Coca-cola no dia 1º de dezembro, uma quinta-feira, de acordo com informações obtidas pelo ClickPB. A atração de fim de ano já vem se tornando uma tradição aguardada por pessoas de todas as idades para celebrar a magia do Natal.

O cortejo está previsto para começar a partir das 18h com ponto de partida na Lagoa do Parque Solón de Lucena, no Centro de João Pessoa. O encerramento da caravana será no Centro Cultural de Mangabeira, de acordo com as informações divulgadas até o momento.

A caravana com a presença de Papai Noel e suas renas deverá passar por alguns dos principais pontos turísticos de João Pessoa. A população poderá observar a caravana a partir de pontos estratégicos de João Pessoa como a Lagoa, a Praça da Independência, a avenida Ruy Carneiro, o Busto de Tamandaré, no fim da avenida Epitácio Pessoa e a rua Josefa Taveira, em Mangabeira.

Confira o trajeto da caravana de Natal:

Além de Papai Noel e suas renas, a caravana conta ainda com uma frota de caminhões iluminados e decorados da Coca-cola. Nas edições anteriores as crianças, adultos, idosos se encantaram com o brilho e a alegria proporcionada pela Caravana.

Até esta quinta-feira (17) a Coca-cola divulgou a programação da caravana da Coca-cola em 15 estados. Na Paraíba, até o momento, o cortejo está programado para acontecer em João Pessoa. No entanto, existe expectativa de que Campina Grande também receba a caravana.

Com Click PB

Trapaça sem fim – Revista Oeste

(Artigo de J. R. Guzzo publicado no jornal O Estado de S.Paulo em 20 de novembro de 2022)

A eleição já acabou. O STF ganhou. Os “manés” perderam. Lula, que três anos atrás estava preso num xadrez da Polícia Federal, torna-se o primeiro condenado pelos crimes de corrupção e lavagem de dinheiro a ocupar a presidência da República neste país. Jair Bolsonaro não existe mais. A “democracia” está “salva”. Porque, então, continuar com a repressão neurótica, rancorosa e ilegal que o ministro Alexandre Moraes e seus colegas do Supremo aplicam há quatro anos contra quem se opõe a eles e ao regime de exceção que impuseram ao Brasil? Porque eles querem. O jogo acabou. Mas o STF mantém intacto o mecanismo que montou para mandar na vida pública brasileira, escrever leis que só poderiam ser feitas pelo Congresso e meter a polícia em cima de quem não está de acordo com essas aberrações.

O Brasil continua a ser governado, assim, não pela ação equilibrada dos Três Poderes, mas por um inquérito policial — esse que o ministro Moraes conduz desde março de 2019, não descobriu até agora rigorosamente nada que tivesse um mínimo valor jurídico e já foi adiado cinco vezes. A Constituição proíbe o STF de abrir investigações criminais, mas há mais de três anos os ministros desrespeitam sem nenhum pudor esse mandamento; inventaram uma teoria frouxa e velhaca para justificar sua conduta e não pararam mais.

O inquérito ilegal e perpétuo de Moraes e do STF se destina, oficial e hipocritamente, a apurar “atos antidemocráticos”. É falso. A investigação nunca defendeu democracia nenhuma; apenas utiliza a ideia de “democracia” para servir aos interesses da ditadura judiciária que o Supremo criou no Brasil. Qual é a novidade? Tudo o que o governo faz em Cuba, por exemplo, ou na Rússia, ou na China, também é para defender a “democracia” — “democracia popular”, como dizem. Igual a eles, o STF expropriou o significado objetivo da palavra “democracia” e fez dela um instrumento de perseguição política, de repressão aos direitos individuais e de violação sistemática da lei. Por conta dessa trapaça, censuram a imprensa, prendem gente, multam, bloqueiam contas bancárias, calam as redes sociais e mandam em tudo.

Para que vai servir o inquérito a partir de agora: para perseguir quem discorda do governo Lula? É o que está acontecendo na prática — manifestar oposição, pelo jeito, vai ser um “ato antidemocrático”. Moraes, a propósito, anda encantado com as suas multas de 100.000 reais por hora, uma estupidez que não existe em lugar nenhum no mundo, nem em tempo de guerra — não há multa de 100.000 por hora na Ucrânia, por exemplo, para se ter uma ideia da demência dessa coisa toda. É o Brasil da democracia.

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Qual foi o primeiro jornal da história?

O precursor do que viria a ser um jornal foi o romano Acta Diurna (“Atos Diários” em latim), lançado em 59 a.C. Mas não parecia com a publicação que você encontra na banca: era esculpido em pedra ou metal, dependendo da época, e ficava exposto em locais públicos, como o Fórum de Roma. Todo dia tinha uma edição nova, que apresentava desde avisos oficiais do império, como decretos do imperador, decisões do Senado e de magistrados, até eventos da sociedade: nascimentos, casamentos e óbitos de cidadãos notáveis. Criado por ordem de Júlio César (100 a.C.-44 a.C.), ele era guardado para fins de pesquisa e também tinha cópias enviadas para partes distantes do Império Romano, de modo que governadores ficassem a par de novas leis. O Acta Diurna introduziu a expressão latina publicare et propagare, que significa “tornar público e propagar”.

Mas jornal como o conhecemos hoje só foi possível com a criação da imprensa, por Gutenberg, no século 15. Aí ficou muito mais fácil fazer cópias desses compilados de notícias, agora em papel. E o primeiro que aproveitou a tecnologia foi lançado em 1605, em Estrasburgo – que na época fazia parte do Sacro Império Romano-Germânico, e hoje está no leste da França. Foi o Relation aller Fürnemmen und gedenckwürdigen Historien (“Relato de Todas as Notícias Ilustres e Comemorativas”), um empreendimento do alemão Johann Carolus, que tinha uma comodidade: era proprietário de uma gráfica. Seu produto é reconhecido pela Associação Mundial de Jornais como o primeiro jornal impresso da história. Só que… também não parecia um jornal dos nossos tempos. Seu formato era de um pequeno livro, em uma única coluna de texto – um livro de notícias. 

Mais semelhante com o que temos hoje foi o Courante uyt Italien, Duytslandt, &c. (“Eventos Atuais da Itália, Alemanha, etc.”), lançado na Holanda, em 1618. Esse tinha folhas verticais grandes com várias colunas e larguras definidas. Daria para olhar hoje e chamar de jornal. 

Fonte: Enciclopédia Britânica

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