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Filme da menina que não comia há 4 meses

Lançado no início deste mês pela Netflix, o filme O Milagre está fazendo sucesso em razão de seu enredo surpreendente e sombrio. O longa-metragem chegou a ocupar o segundo lugar no top 10 dos filmes mais vistos na Netflix Brasil.

A história, que se passa na Irlanda do século 19, é inspirada em um romance da escritora Emma Donoghue, de 2016. Em ambos, é possível conhecer a história de Anna O’Donell, 11 anos, que afirma não precisar se alimentar para sobreviver. A garota está sem comer há quatro meses, se alimentando apenas de “maná do céu” — alimento divino citado na Bíblia.

Por esse motivo, a enfermeira Lib Wright é chamada para investigar a veracidade da história. Toda a situação levou o pequeno vilarejo, onde Anna mora, a vê-la como um milagre. Contudo, o que Lib descobre causa uma enorme reviravolta no filme.

Embora a autora da obra não tenha se inspirado em um caso particular, ela usou como base um fenômeno real que ocorreu na Era Vitoriana. Trata-se das “garotas jejuadoras”.

As meninas afirmavam não precisar comer ou beber para sobreviver. No entanto, alguns historiadores enxergam o fenômeno como uma onda de casos de anorexia.

As jovens tornaram-se verdadeiras celebridades entre o fim dos anos 1800 e o início dos 1900. Vistas como anomalias ou “escolhidas de Deus”, as garotas também se tornaram alvo de investigação e algumas até morreram.

Leia também: “A arte de liberta do homem”, artigo de Dagomir Marquezi para a Edição 138 da Revista Oeste.

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De volta à festa – Revista Oeste

Meia Noite em Paris
(Netflix)

Este filme de 2011 foi uma das grandes obras de Woody Allen. O mestre da comédia romântica misturou aqui os ingredientes certos para 94 minutos de boa diversão com um toque de alta cultura. Tudo funciona muito bem.

Owen Wilson faz o papel de Gil, um escritor americano que vai a Paris com sua noiva (Rachel McAdams). Ela reencontra um amigo metido a intelectual, chato e esnobe. Gil, por meio de uma solução mágica, é transportado a cada meia noite até a Paris da agitada década de 1920, para retornar ao tedioso presente na manhã seguinte. Mais do que nunca, a cidade era uma festa.

Nessa viagem ao passado, o escritor encontra os grandes nomes da vida artística e cultural daquela época: Cole Porter, F Scott Fitzgerald, Joséphine Baker, Ernest Hemingway, Gertrude Stein, Pablo Picasso, Salvador Dali, Henri Matisse, Paul Gaugin, e por aí vai. Esse passado, na visão de Allen, se torna muito divertido e leve. O elenco está cheio de grandes nomes: Tom Hiddleston, Kathy Bates, Léa Seydoux, Adrien Brody. Até a então primeira-dama francesa Carla Bruni faz uma ponta como uma guia de museu.

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Na Fazenda Tamanduá: Noite do Repente e Viola

Sendo um verdadeiro amante da poesia, tirada do Repente, com o toque da Viola, o franco-suíço-brasileiro Pierre Landolt realizou, através do Instituto Fazenda Tamanduá, um evento tipicamente rural e “matuto”, com uma agenda preenchida pela flora e fauna local, onde as diversidades de culturas foram mostradas aos convidados, fazendo ver ou sentir a beleza do campo, tanto na época do plantio, como na seara

Foi oferecida aos convidados uma noitada da Viola e do Verso improvisado, patrocinada por alguns valores nessa arte tipicamente sertaneja.


O local foi a Casa Museu, que homenageou seu morador, desde que Pierre a adquiriu, ao chegar no Sertão: Zé Bié, que foi enterrado no próprio local, atendendo desejo dele e obedecendo requisitos da vigilância em saúde


A noite foi presenteada com o “Encontro” de Ivanildo Vila Nova, Diomedes Mariano, Roberto Lucena e Jomaci Dantas, os dois últimos sendo os declamadores e apresentadores. E fechando a equipe renomada, os aboiadores de Caruaru Zito Alves e Antônio Barbosa.

Para os amantes do forró, uma palhinha final, com participação de Aécio Flávio, animando os convidados


A apresentação contou com moradores da fazenda, convidados de vários Estados, funcionários e amigos sendo uma espécie de “presente de aniversário ” ao nobre casal que, da Europa, mostra para o mundo os encantos que podem ser encontrados no campo, na zona rural, se tudo for projetado com carinho e dedicação.

Pierre faz ver essa realidade, mostrando talento e arte e dando exemplo a outros tantos que querem perseverar no trabalho bucólico.

Assista compacto das apresentações:

mnegreiros.com

Câmara homenageia os 100 anos do rádio no Brasil

Uma sessão solene em homenagem aos 100 anos do rádio no Brasil, completados em setembro, foi realizada nesta terça-feira (22) no plenário da Câmara dos Deputados, em Brasília. A sessão foi pedida pelos deputados Acácio Favacho (MDB-AP), secretário de Comunicação Social da Câmara, e Alex Santana (Republicanos-BA), titular da Secretaria de Participação, Interação e Mídias Digitais da Casa.

Ao falar dos 100 anos do rádio no Brasil, o presidente da Empresa Brasil de Comunicação (EBC), Glen Valente, destacou a evolução do veículo ao longo dos anos e as novidades agregadas como canais de streaming [transmissão de dados pela internet] e podcasts [conteúdos em áudio], por exemplo. Ao citar o trabalho da Rádio Nacional da Amazônia, que transmite em ondas curtas para aquela região, Valente lembrou a função social da emissora, que comparou a uma espécie de “WhatsApp da Amazônia”.

Com a comunicação via telefone ou internet ainda precária em algumas localidades da Amazônia, o presidente da EBC lembrou que muitos ouvintes mandam recados simples para parentes e amigos por meio das ondas do rádio.

“São coisas do tipo: avisa minha tia que eu estou chegando na segunda-feira. E a gente avisa. Parece alguma coisa meio antiga, mas é bem moderna, então, ondas curtas hoje ainda são super efetivas. É também uma área que a gente está fazendo investimentos porque, apesar das migrações para a FM, as ondas curtas nunca vão conseguir um substituto natural em função das restrições que se tem do espaço na Amazônia”, argumentou.

O presidente da Empresa Brasil de Comunicação (EBC), Glen Valente, durante sessão solene da Câmara dos Deputados para marcar os 100 anos do rádio no Brasil.

O presidente da Empresa Brasil de Comunicação (EBC), Glen Valente, durante sessão solene da Câmara dos Deputados para marcar os 100 anos do rádio no Brasil. – Marcelo Camargo/Agência Brasil

Ainda para Glen Valente, o rádio continua e sempre vai ser uma plataforma que todo mundo tem que continuar investindo porque não vai acabar. “As outras plataformas vão se somar a um instrumento mais antigo de comunicação do Brasil, que é o rádio”, acrescentou.

Evolução

Também presente à solenidade, o presidente da Associação Brasileira de Emissoras de Rádio de Televisão (Abert), Flávio Lara Resende, falou do privilégio de acompanhar a evolução de um veículo tão importante.

“O rádio continua investido de seu melhor papel: ser um companheiro de todas as horas, cheio de vida e vigor. O rádio está em constante renovação, sendo protagonista das mais variadas situações”, afirmou.

Dados

Na justificativa do requerimento da sessão solene, os deputados  Acácio Favacho e Alex Santana citaram uma pesquisa da empresa Kantar Ibope Media. Ela aponta que o rádio é ouvido por 80% da população brasileira nas 13 regiões metropolitanas do país. Entre os ouvintes, três a cada cinco escutam rádio todos os dias. Ainda segundo o levantamento, os ouvintes passam em média quatro horas e 26 minutos por dia ouvindo rádio. A maior parte (80%) usa rádio comum, mas o consumo por celular já chega a 23%.

Ainda com base em dados da pesquisa da Kantar Ibope Media, os parlamentares destacaram que, nas cidades de menor porte, o rádio se torna ainda mais importante, levando informação local onde não existem outros veículos de comunicação. O Brasil conta hoje com mais de dez mil emissoras de rádio ativas.

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WhatsApp busca adicionar novos recursos no Brasil

O WhatsApp, da empresa Meta, quer adicionar novos recursos no aplicativo no Brasil. Entre as novidades estão a implementação de um mecanismo para os usuários encontrarem empresas e a realização de compras. O aplicativo de mensagens vai apresentar também o recurso Diretório, que traz uma estrutura com contatos telefônicos e estava em fase de testes em São Paulo desde o ano passado.

O Brasil foi um dos primeiros países a receber o recurso de pesquisas, junto com Reino Unido, Colômbia, México e Indonésia, com a inclusão de estabelecimentos locais. O objetivo das melhorias é facilitar o processo de busca de estabelecimentos e a realização das compras. O WhatsApp busca tornar o aplicativo em um mecanismo de comércio e gerar anúncios por meio da receita publicitária. O lucro em anúncios por clique pode gerar cerca de US$ 1,5 bilhão (R$ 8 bilhões) por ano.

Novidades a caminho

O aplicativo da Meta busca experimentar novas formas de pagamento pelo chat e expandir a experiência de um comércio por meio do mensageiro. O recurso provavelmente será expandido pelo mundo nos próximos meses.

A nova ferramenta está disponível por enquanto para dispositivos Android, sem previsão para os aparelhos com sistema iOS. Para acessá-la, abra a aba “Nova Conversa” e pesquise um estabelecimento no campo “Empresas”, com a possibilidade de selecionar alguns locais.

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Só se fala no Koo

“Toda a equipe trabalhando a noite toda. Alimentado pelo amor recebido do adorável povo do Brasil.” A afirmação veio seguida de três corações. Era uma mensagem publicada no Twitter, na última sexta (18), mas escrita pela equipe de outra rede igualzinha, um tipo de clone indiano.

Depois das demissões em massa promovidas por Elon Musk, o novo dono da rede do passarinho azul, os rumores eram de que o Twitter estava por um triz. Foi o suficiente para que os brasileiros acostumados a dar sua opinião e discutir por lá corressem para garantir um lugar na opção mais semelhante ao seu microblog de estimação (tão parecida que seu símbolo é um passarinho também, mas amarelo): o Koo.

Sim, se você acompanha redes sociais, já deve saber que esse é o nome do microblog asiático. No sábado, ele se tornou o aplicativo mais baixado do Brasil na App Store e na Playstore – e os influenciadores que dominam o Twitter já têm seus registros no novo espaço. 

As piadas, claro, não pararam até hoje. Leila Germano, tuiteira e influenciadora cearense, com 162,5 mil seguidores na rede original, escreveu: “Antigamente, xingamos muito no Twitter, agora vamos meter o pau no Koo”. E já viralizou o meme “Ninguém solta o Koo de ninguém” – uma paródia da frase muito repetida desde 2018, só que com a mão no lugar do Koo (desculpe, é inevitável), que afirmava a necessidade de união e resistência contra uma eventual perda de direitos com a eleição de Bolsonaro. 

Felipe Neto, que só no seu primeiro dia na nova rede já recebeu 135 mil seguidores, também brincou: “Olha, eu quero agradecer do fundo do coração a todas as pessoas que entraram no meu Koo hoje”.

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A rede é de Bangalore, sul da Índia, e foi fundada em 2020. A ideia era proporcionar uma alternativa indiana a um universo em que o inglês é dominante. Tanto que contempla línguas regionais, como hindi e kannada (idioma em que Koo significa “piu-piu”, mais uma evidência do “copia, só não faz igual” do app).

Mas, se a intenção era criar uma rede indiana para a Índia, o começo assustador de Musk à frente do Twitter fez com que os fundadores vissem uma excelente oportunidade de fazer frente ao aplicativo americano. A mensagem carinhosa para os brasileiros não foi à toa. O Koo ainda não fala português, mas sua equipe está correndo para fazer a inclusão do nosso idioma. E também para que sua estrutura suporte a chegada de tanta gente ao mesmo tempo. 

Só tem um problema: não é todo mundo que crê, realmente, que um cara bem-sucedido como Elon Musk vá arruinar o Twitter. 

Sua rede é uma praça pública onde políticos se expressam, jornalistas informam e se informam, torcedores de futebol criticam os times dos outros, e seus próprios… um cidadão comum entra em contato direto com seu artista preferido e, vira e mexe, é respondido. Hoje tem cerca de 329 milhões de usuários no mundo, com a tendência de chegar a 340 milhões em dois anos. Para efeito de comparação, a rede asiática contabilizava 50 milhões de downloads antes da “onda brasileira”.

Tanto é assim que outra brincadeira corrente no Twitter agora é avisar aos indianos que não mexam tanto no Koo para abrigar os novos usuários. Porque o mais provável é que eles não usem o passarinho amarelo. 

E vamos parar com os trocadilhos por aqui, porque uma hora perde a graça (ainda não perdeu).

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Morre o ator Jason David Frank, o ranger verde da série Power Rangers, aos 49 anos

Informação foi divulgada por um amigo próximo e confirmada pela assessoria; tabloide norte-americano afirma que morte foi suicídio

Daniel Zuchnik / GETTY IMAGES NORTH AMERICA / Getty Images via AFP
O ator deu vida a um dos personagens mais populares da série Power Rangers

O ator Jason David Frank faleceu no sábado, 19, aos 49 anos, segundo informações de um de seus amigos Mike Bronzoulis. O fato foi confirmado por assessores do artista, que informaram que ele estava no Texas, nos Estados Unidos. De acordo com o TMZ, fontes próximas ao artista afirmaram que a causa da morte foi suicídio. Frank se tornou conhecido por dar a vida a Tommy Oliver, o ranger verde de Power Rangers, na temporada que durou entre 1993 e 1996. Ele fez parte do primeiro elenco da atração e o personagem se tornou um dos mais queridos da série.

Ele reprisou o papel em seis séries dois filmes, chegando a vestir as cores verde, branco, vermelho e preto. Ele também era praticante de artes marciais, uma das razões pelas quais ele foi escolhido para interpretar o ranger. Jason foi faixa preta em caratê, faixa roxa em Jiu-jitsu, além de praticar outros esportes. Também lutou MMA.  “Descanse em paz meu irmão de outra mãe Jason David Frank.  Ainda estou em choque. Estou me sentindo péssimo, ele ligou e me deixou uma mensagem e eu demorei muito (para responder). Jason era um bom amigo para mim e vou sentir falta dele. Amor e orações por sua esposa Tammie e seus filhos, rezo para que Deus os ajude neste momento difícil”, escreveu Mike. A assessoria de Jason pediu respeito à privacidade da família.

Conhece alguém que precisa apoio emocional e prevenção ao suicídio? Ligue para o Centro de Valorização da Vida (CVV) no 188. 

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O governo da desesperança — por J.R. Guzzo

(J.R. Guzzo, publicado no jornal Gazeta do Povo em 17 de novembro de 2022)

Este tem sido, até agora, o governo da desesperança — e do medo, da suspeita, da desconfiança e de tudo aquilo que pode haver de pior na expectativa do futuro próximo para o país. Ainda falta um mês e meio para Lula assumir a Presidência da República, mas desde que foi declarado vencedor das eleições de 2022 sua atuação pública só produziu notícia ruim. A cada vez que ele abre a boca, as coisas pioram: a Bolsa de Valores derrete, o dólar dispara, os juros para operações futuras sobem. É o contrário, exatamente, do que vinha acontecendo até sua eleição — quando cada mês registrava melhoras em todos os índices econômicos essenciais, da inflação ao desemprego, das exportações à arrecadação federal, do gasto público ao lucro das estatais. De 3 de novembro para cá, a casa começou a cair — e ninguém está pondo mais força na demolição do que o novo presidente.

O governo que Lula vai começar sempre foi um desastre anunciado e garantido em contrato. Nada, desta vez, de busca de consenso, moderação, “Carta aos Brasileiros”, como foi na sua primeira chegada ao governo. Em vez disso, agora, Lula se inclinou o tempo todo para o extremismo, o rancor e o discurso da esquerda radical. A elite empresarial e o seu entorno fizeram de conta que estava tudo bem; Lula é assim mesmo, fica falando essas coisas, mas tudo é só conversa de campanha, pois ele é um sujeito responsável e não vai jogar o país numa aventura etc. etc. etc. Na hora de governar ele vai ser sério etc. etc. etc. Foi mais um raciocínio idiota. O Lula-2022 é diferente do Lula-2002 — e é esse o Lula que está valendo hoje. Ele está convencido que a eleição o autorizou a fazer tudo o que quer, e já no dia seguinte à eleição estava exigindo que o Brasil lhe dê licença para gastar como bem entender o dinheiro do Estado. É a sua ideia fixa do momento: abolir o teto de gastos, a âncora que há anos vem segurando a inflação, o valor do real e a estabilidade financeira. Dane-se o equilíbrio entre receita e despesa — segundo ele, isso impede a “justiça social” e, portanto, precisa ser derrubado.

O primeiro ato do homem que veio para “salvar a democracia”, segundo o STF, a esquerda e a maior arte da mídia, é, como se vê, uma agressão direta à lei vigente; Lula não aceita a regra do jogo, e exige uma mudança na Constituição para fazer o tipo de governo que tem na cabeça. Programas sociais, obviamente, só fazem sentido se forem acompanhados o tempo todo de responsabilidade fiscal; se não for assim, produzem inflação e desemprego diretos na veia, e isso só piora a vida daqueles a quem se pretende ajudar. Mas Lula está cego para isso: só pensa em eliminar o teto de gastos e governar o Brasil como sua propriedade privada. É materialmente impossível, assim, evitar que a economia reaja mal — a economia, não o “mercado”. A Bolsa de Valores despenca e o dólar dispara porque a população em geral perdeu a confiança na seriedade do governo que se aproxima; não tem nada a ver com meia dúzia de operadores de bolsa e outras frações da elite, como Lula quer fazer crer. É apenas mais uma de suas falsificações: ele reclama que “o mercado” está muito “sensível”, trata com desprezo a queda da Bolsa e a subida do dólar — “paciência”, diz — e leva adiante a mentira de que só uma elitezinha está incomodada com a sua guerra ao teto de gastos e o começo desastroso do seu governo. Os fatos mostram o contrário disso: quem vai pagar integralmente pela desordem fiscal não é o sujeito que anda de Porsche, e sim o que está na fila do ônibus. Alguma dúvida?

Os liberais-equilibrados-centristas que apoiaram Lula estão assustados com ele; os que quiseram exercer uma influência “moderadora” em seu governo constatam que viveram uma miragem. Tudo isso estava escrito desde que Lula ganhou a sua candidatura do STF. Fingiram que não, para “salvar a democracia”. Podem, agora, voltar a seus vinhos de safra e retornar às conversas em que se fala mal de Lula. Quem vai entrar no pau, com inflação, desemprego e outras realizações do governo petista é a população — os “manés” do ministro Barroso.

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Ataques a obras de arte repudiam a civilização humana

Em artigo publicado na Edição 137 da Revista Oeste, Andrew Doyle afirma que os recentes ataques de militantes esquerdistas contra obras de arte são uma forma de repúdio à civilização humana. “Para aqueles que se identificam como ‘os que estão do lado certo da história’, existe uma ideia de que a civilização ocidental em si é um câncer que precisa ser extirpado”, observa o colunista. “Ela foi construída com base em estruturas de poder heretonormativas, cis-patriarcais e de supremacia branca que perpetuam injustiças e fortalecem as elites.”

Leia um trecho

Girassóis, de Vincent van Gogh, captura um raro momento de otimismo em uma vida cheia de atribulações. Em fevereiro de 1888, van Gogh alugou um imóvel em Arles, no sul da França, que ficaria conhecida como ‘Casa Amarela’. Ele imaginou o local como um refúgio para artistas e convidou Paul Gauguin para se juntar a ele. Van Gogh esperava decorar a casa com pinturas de girassóis, 11 das quais foram produzidas (mais tarde, uma seria destruída em um ataque aéreo no Japão). Com os tons intensos e brilhantes de amarelo, essas pinturas estão tomadas pela sensação de esperança e oportunidades de van Gogh — um forte contraste com os sombrios tons de azul violeta do autorretrato feito num hospício em Saint-Rémy um ano antes de seu suicídio.

O impacto de Girassóis é tão grande que a obra se tornou um ícone, o que explica por que, alguns dias atrás, ativistas do grupo Just Stop Oil decidiram cobri-la com sopa de tomate, numa tentativa de chamar atenção para a sua causa. As duas jovens que vandalizaram a pintura sabiam que a filmagem viralizaria, e que pessoas como eu escreveriam artigos sobre isso. Em outros trechos on-line, uma das ativistas faz uma pergunta retórica: ‘Vocês estão mais preocupados com a proteção de uma pintura ou com a proteção do nosso planeta e das pessoas?’ Seu sotaque é conciso e refinado. Nenhuma surpresa nisso — estamos acostumados a ouvir sermões sobre opressão pelos mais privilegiados da sociedade.

Aqueles que são solidários à sua causa logo defenderam suas ações e comentaram que a pintura não sofreu danos devido à sua proteção de vidro. ‘Jogar sopa no vidro não é um crime grave’, alguém tuitou. ‘Fiquei emocionada’, disse outra pessoa. ‘Pensei, bom, espero que os seres humanos possam ver essa pintura daqui a mil anos. Isso não vai acontecer se a civilização for destruída por enchentes.’ O impacto visceral de ver uma obra-prima profanada é exatamente o objetivo. A intenção dos ativistas é perturbar, e nisso sua missão foi cumprida.”

Gostou? Dê uma olhada no conteúdo abaixo.

Revista Oeste

A Edição 137 da Revista Oeste vai além do texto de Andrew Doyle. A publicação digital conta com reportagens especiais e artigos de Cristyan Costa e Edilson Salgueiro, J.R. Guzzo, Augusto Nunes, Rodrigo Constantino, Guilherme Fiuza, Ana Paula Henkel, Flávio Gordon, Roberto Motta, Artur Piva, Flavio Morgenstern, Dagomir Marquezi, Bruno Meyer e Hamilton Mourão.

Startup de jornalismo on-line, a Revista Oeste está no ar desde março de 2020. Sem aceitar anúncios de órgãos públicos, o projeto é financiado diretamente por seus assinantes. Para fazer parte da comunidade que apoia a publicação digital que defende a liberdade e o liberalismo econômico, basta clicar aqui, escolher o plano e seguir os passos indicados.

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