Política

Dados do TSE mostram mudança de perfil de candidatos a deputado


Número de registros feitos por mulheres e negros para concorrer ao pleito de 2022 cresceu em comparação com 2018

LUCAS LACAZ RUIZ/ESTADÃO CONTEÚDO – 04/11/2020Duas urnas eletrônicas em evidência dentro de um espaço com várias caixas e outras urnas atrás
Funcionária do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) manuseia urnas eletrônicas que foram utilizadas nas Eleições 2020

Números do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) revelam uma mudança no perfil dos candidatos nas eleições de 2022, principalmente no sentido de aumentar proporcionalmente o número de candidatas mulheres e de candidatos que se autodeclaram pretos. Em 2018, haviam 32% de mulheres e apenas 11% de candidatos negros. Para este ano, a base de dados do TSE mostra que pelo menos 35% das candidaturas registradas são de mulheres, e 14% são negros. Outra mudança significativa é no perfil da escolaridade dos candidatos. Entre os atuais registrados, 61% tem o ensino superior completo e, em 2018 esse número era de 54%. A reforma eleitoral aprovada pelo Congresso Nacional no ano passado adotou novas regras para incentivar a eleição de mulheres e negros para a Câmara dos Deputados. A partir da próxima eleição, os votos dados a estes grupos contarão em dobro para a distribuição do fundo eleitoral entre os partidos políticos. Nesta segunda-feira, 15, termina o prazo para que os partidos políticos, federações e coligações façam o registro de todos os candidatos. As candidaturas à presidência da República devem ser feitas no TSE e para os demais cargos devem ser feitas nos Tribunais Regionais Eleitorais. A Justiça Eleitoral tem até o dia 12 de setembro para definir se está tudo certo com as candidaturas.

*Com informações da repórter Iasmin Costa





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‘Se um eleitor tumultuar por alegar que digitou um número na urna, mas apareceu outro, a ordem é prender’, diz juiz


O desembargador Elton Leme, presidente do Tribunal Regional Eleitoral do Rio de Janeiro (TRE-RJ), advertiu os eleitores. “Se causar tumulto por alegar que digitou um número na urna, mas outro apareceu, a ordem é prender em flagrante”, ameaçou, em entrevista ao jornal O Globo, publicada no sábado 13.

Segundo o juiz de segunda instância, o TRE-RJ vai atuar na divulgação de cartazes informando que “tumultuar a eleição é crime eleitoral”. Durante as eleições de 2018, alguns eleitores publicaram vídeos nas redes sociais relatando problemas ao digitar o número de um candidato na urna.

“Vemos que os ânimos estão mais exaltados e podem surgir embates naturais”, observou Leme. “Mas não é admissível que esse comportamento transborde para uma conduta criminosa. Estamos muito atentos para dar uma resposta exemplar a todos os casos.” Leme não exemplificou essas medidas.

De acordo com Leme, o TRE-RJ trabalhará com o contingente total de todas as forças. Só da Polícia Militar e da Polícia Civil, serão 60 mil homens. Sobre os militares, o contingente será cedido a partir de avaliação feita pelo Comando Militar do Leste, “mas devem ser milhares”, antecipou o magistrado.

Interpelado sobre como é a atuação do TRE-RJ no combate às “fake news”, Leme disse que o órgão está “muito atento a tudo que surge que é falso” para acionar “imediatamente” os “canais que podem atuar”, sem mencionar quais.





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Lula vai à USP e Bolsonaro participa de evento no Palácio do Planalto; confira a agenda dos candidatos


Concorrentes à presidência à República se movimentam para último dia antes do início oficial do período de campanha

Montagem de fotos/Estadão Conteúdo/Presidência da República/Agência Brasil e Agência SenadoMontagem com foto de quatro candidatos
Os quatro principais pré-candidatos à Presidência da República em 2022

Nesta segunda-feira, 15, véspera do início oficial da campanha nas ruas, o ex-presidente Luís Inácio Lula da Silva (PT) participa de uma aula aberta na Universidade de São Paulo, às 17h. O candidato à reeleição Jair Bolsonaro (PL) participa, às 9h, da abertura de uma exposição alusiva ao bicentenário da independência do Brasil, no Palácio do Planalto. Na capital paulista, Simone Tebet (MDB) tem um encontro com empresários do varejo, às 9h, uma reunião de coordenação de campanha, às 14h30, apresentação do plano de governo, às 16h30, e também participa do evento Mulheres na Política, às 19h. O candidato Felipe D’Ávila (Novo) participa de duas transmissões ao vivo, uma às 18h, e outra às 19h30. Os demais candidatos à presidência não divulgaram suas agendas oficiais.

*Com informações do repórter Daniel Lian





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Moro abandona ataques a Bolsonaro e faz investidas contra Lula


Em julho, ex-juiz afirmou que, se eleito ao Senado, pretende se tornar líder da oposição em eventual governo do petista

RENATO S. CERQUEIRA/FUTURA PRESS/ESTADÃO CONTEÚDOSergio Moro
Ex-juiz Sérgio Moro é candidato ao Senado Federal pelo União Brasil

O ex-juiz Sérgio Moro (União Brasil), candidato ao Senado Federal pelo Paraná e ex-presidenciável nas eleições de 2022, abandonou os ataques ao presidente Jair Bolsonaro (PL), de quem foi ministro da Justiça e Segurança Pública, e agora concentra as ofensivas contra a campanha do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Inclusive, no último mês, Moro afirmou que, se eleito, pretende se tornar líder da oposição em eventual governo do petista. Esse cenário, de investidas e também de defesas, é fervoroso, por exemplo, no Twitter. No último dia 6 de agosto, na mais recente publicação sobre Lula e o Partido dos Trabalhadores (PT), Moro compartilha uma publicação que comprova que é falsa a foto que circula na internet do ex-presidente com o ex-juiz sorrindo. “Velha política, velhos métodos, velho hábito de manipular as pessoas. Chega desse sistema fake. Coerência. PT jamais. Corruptos jamais. Nossa única arma será a verdade”, escreveu. No mesmo dia, Moro publicou um vídeo em que explora o contraponto sobre como é tratado por simpatizantes e por militantes petistas. No post, o candidato ao Senado diz que “o PT tem problemas com a realidade”.

Após Lula lançar a candidatura para à Presidência da República pelo PT, Sérgio Moro relembrou da Operação Lava Jato e reforçou sua atuação no caso. “PT e Lula de volta jamais. Eu desmontei a corrupção dos governos do PT e executei a prisão do Lula”, comentou nas redes sociais. As condenações impostas por Moro no âmbito da operação foram anuladas pelo Supremo Tribunal Federal (STF), que considerou o ex-magistrado suspeito e parcial. Um dos símbolos do antipetismo, Moro diz que, se eleito, pretende fazer oposição ferrenha a um eventual governo Lula. “Espero que isso não aconteça, mas, no caso de uma vitória do ex-presidente Lula, é natural que eu me coloque na oposição para liderar uma resistência necessária a políticas públicas indesejáveis em relação ao país e também ser uma voz no Congresso em favor da integridade e do combate à corrupção”, disse em entrevista ao jornal Folha de S. Paulo.

A princípio, Moro se tornaria candidato ao Palácio do Planalto. No entanto, a tentativa fracassou: o ex-juiz se filiou ao Podemos e era tratado como a aposta da sigla para se contrapor à polarização entre Lula e Bolsonaro. O agora postulante ao Senado deixou a legenda alegando falta de recursos para uma candidatura presidencial robusta e causou insatisfação de então aliados. Ao chegar ao União Brasil, porém, enfrentou dois novos revezes. De início, teve de lidar com a resistência de caciques ligados ao DEM (o União nasceu da fusão entre o Democratas e o PSL), que rechaçavam sua candidatura presidencial. Aliados de Luciano Bivar, presidente nacional da nova sigla, passaram a defender que Moro disputasse uma candidatura na Câmara dos Deputados, onde, acreditavam, seria eleito facilmente e atuaria como puxador de votos, fundamental para expandir a bancada do partido na Casa. O ex-ministro do governo Bolsonaro decidiu concorrer ao Senado, mas inicialmente por São Paulo. Contudo, em junho, o Tribunal Regional Eleitoral do Estado impôs uma nova derrota ao político e anulou a transferência de domicílio eleitoral dele de Curitiba para a capital paulista. Com a decisão, Sérgio Moro foi impedido de disputar a cadeira pelo maior colégio eleitoral do país. O União Brasil, então, o lançou como candidato ao Senado pelo Paraná – por uma ironia do destino, Moro disputará a preferência do eleitorado paranaense com o senador Alvaro Dias, seu padrinho político no Podemos. “A política tem uma dinâmica. Então, o que a gente tem que fazer é se adaptar às mudanças de cenários”, disse o ex-presidenciável sobre as mudanças.

Em relação aos ataques ao presidente Jair Bolsonaro, o último feito pelo ex-juiz foi em 14 abril deste ano. Dias antes, após se filiar ao União Brasil, Moro publicou uma foto ao lado da candidata à Presidência da República, Simone Tebet (MDB), e aproveitou para alfinetar o presidente e o ex-presidente Lula. “Encontrei Simone Tebet em São Paulo. Conversamos sobre a união do centro. Democratas não podem se conformar com os autocratas Lula/Bolsonaro. Precisamos da indignação e do apoio de todos os brasileiros de bem”, disse. “Bolsonaro poderia decretar sigilo de 100 anos sobre os tweets dele”, escreveu. A posição pública de Moro em relação ao mandatário do país contrasta com a maneira pela qual ele é tratado por aliados próximos do governo federal. Antes de deixar o Ministério da Justiça e Segurança Pública, o ex-magistrado da Lava Jato era visto como um símbolo da gestão Bolsonaro, então identificada com a pauta do combate à corrupção. Em abril de 2020, porém, Moro anunciou sua saída da pasta e acusou o chefe do Executivo federal de tentar interferir politicamente na Polícia Federal (PF). A partir de então, entrou para a lista de inimigos do bolsonarismo – neste intervalo de pouco mais de dois anos do divórcio, Moro foi chamado, diversas vezes, de “traidor” e “oportunista”.





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Mario Vargas Llosa: ‘jamais votaria em Lula’


Um dos intelectuais latino-americanos mais críticos à esquerda da região, o escritor Mario Vargas Llosa disse que torce contra a eleição de Lula (PT) no Brasil, argumentando que o ex-presidente está “muito associado à corrupção”.

Prêmio Nobel de literatura em 2010, o peruano de 86 anos comentou a eleição brasileira em entrevista à Folha de S.Paulo. Vargas Llosa disse não ter entusiasmo pela figura do atual presidente Jair Bolsonaro (PL), mas vê Lula como uma opção mais perigosa para o país.

“Digamos que não tenho muita simpatia por Bolsonaro. Com sua posição sobre as vacinas, ele provocou uma verdadeira catástrofe no Brasil. Além disso, tem uma certa vocação pela palhaçada, não?”, afirmou.

“Mas Lula… No Peru, temos quatro presidentes com processos na Justiça (em casos ligados à Operação Lava Jato). Em grande parte, todos eles foram vítimas de Lula, pois ele utilizava, digamos, a Presidência para corromper os governantes latino-americanos. No Peru, causou estragos.”

Segundo a delação da empreiteira Odebrecht, que motivou processos judiciais no Peru, havia um esquema de pagamento de propina no país vizinho a pedido do PT, em troca de benefícios em licitações e superfaturamento de projeto. Lula foi citado na delação, mas nunca acusado formalmente por esses casos.

“Então, não gostaria de estar na situação de ter que escolher entre Lula e Bolsonaro. Mas realmente jamais votaria em Lula. Ele foi um homem que corrompeu profundamente. Podemos dizer que os dirigentes peruanos se deixaram corromper, mas Lula cumpriu uma função muito negativa no Peru”, analisou o escritor.

Sobre Vargas Llosa

Nascido em 1936, no Peru, Vargas Llosa se naturalizou espanhol em 1993 e vive em Madri há algumas décadas. Considerado um dos últimos remanescentes de uma cultuada geração de escritores latino-americanos, contemporâneo do colombiano Gabriel García Márquez, o peruano acumula grandes sucessos na carreira.

Entre os livros mais conhecidos do escritor estão A Festa do Bode e Pantaleão e as visitadoras. O peruano naturalizado espanhol venceu o Nobel de literatura em 2010.

Simpatizante do comunismo na juventude, Vargas Llosa acabou migrando para o liberalismo ao longo da vida e se aventurou na política. Em 1990, o escritor concorreu à Presidência do Peru, mas acabou derrotado por Alberto Fujimori, que posteriormente teve de fugir do país e depois foi condenado por diversos crimes.

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Prazo para registro de candidatos à presidência termina nesta segunda


Até o momento, 12 candidatos já oficializaram suas candidaturas ao comando do Executivo; candidaturas para os demais cargos devem ser feitas nos tribunais locais

Agência BrasilSede do TSE
Candidaturas à presidência devem ser apresentadas ao TSE

Termina nesta segunda-feira, 15, o prazo para os políticos, federações e coligações solicitarem o registro para os candidatos aos cargos de presidente da República, governador, senador, deputado federal e deputado estadual. As candidaturas à presidência devem ser apresentadas no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) enquanto os registros para os demais cargos devem ser feitos nos tribunais regionais eleitorais. Doze candidatos à presidência já apresentaram registro. São eles: Ciro Gomes (PDT), Luiz Felipe D’Avila (Novo), Jair Bolsonaro (PL), Léo Péricles (UP), Lula (PT), Pablo Marçal (PROS), Roberto Jefferson (PTB), Simone Tebet (MDB), Sofia Manzano (PCB) Soraya Thronicke (União), Vera Lúcia (PSTU) e Eymael (DC). Para os outros cargos, os tribunais locais já receberam a candidatura de pelo menos 157 nomes para concorrer a governos de Estados, 170 candidatos ao Senado, 8.766 nomes para deputado federal e mais de 13 mil para deputados estaduais. Segundo calendário, 12 de setembro, 20 dias antes do primeiro turno, é a data limite para que todos os pedidos tenham sido devidamente processados, examinados e julgados pela justiça eleitoral.

*Com informações da repórter Iasmin Costa





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Bolsonaro recebe presente de Neymar e dá conselho para craque do PSG: ‘Siga firme’


O presidente da República se comparou ao camisa 10 da seleção brasileira e desejou sorte ao craque

Reprodução/Twitter/@jairbolsonaroJair Bolsonaro foi presenteado por Neymar
Jair Bolsonaro foi presenteado por Neymar

Jair Bolsonaro (PL) usou sua conta no Twitter na noite deste sábado, 13, para agradecer um presente enviado por Neymar. De acordo com o presidente da República, o craque do Paris Saint-Germain e da seleção brasileira enviou uma bola autografada. “Valeu pelo presente, Neymar! Parabéns pelo jogão de hoje!”, disse o chefe do Executivo, exaltando a atuação do atacante na vitória do PSG por 5 a 2 sobre o Montpellier, pela 2ª rodada do Campeonato Francês 2022/2023 – o brasileiro marcou duas vezes no confronto. Mais do que exibir o presente, Bolsonaro também se comparou a Neymar e aconselhou o craque a não se importar com as críticas. “Com a graça de Deus, este será o seu ano. Estamos todos na torcida! Conselho de quem também apanha bastante: siga firme na sua missão e que se exploda os que querem o teu mal! Que eles virem combustível para que você e seus companheiros cresçam ainda mais! Vocês têm a total confiança do povo brasileiro e é isso que importa. Um forte abraço!”, finalizou.





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Uma tragédia mexeu com a eleição presidencial há oito anos


Há exatos oito anos, em 13 de agosto de 2014, uma tragédia mexeu com a eleição presidencial daquele ano. Neste dia, o então candidato do Partido Socialista Brasileiro (PSB), Eduardo Campos, morreu em um desastre aéreo em Santos (SP). Naquele momento, o ex-governador de Pernambuco ocupava o terceiro lugar nas pesquisas de intenção, atrás de Dilma Rousseff (PT) e Aécio Neves (PSDB).

O então candidato à presidência da República embarcou em um avião modelo Cessna Citation 560XLS+. O avião saiu do Aeroporto Santos Dumont, no Rio de Janeiro, por volta das 9 horas, com destino ao Guarujá (SP), para cumprir agenda de campanha.

Uma hora depois, o avião que levava Eduardo Campos caiu sobre uma área residencial do bairro do Boqueirão, em Santos, sem deixar sobreviventes.

Campos havia participado na noite anterior à tragédia de uma entrevista ao vivo no Jornal Nacional, da Rede Globo, apresentado por William Bonner e Patrícia Poeta.

A morte trágica de Campos fez com que Marina Silva, então vice da chapa, assumisse a condição de candidata. Na oportunidade, a política do Acre se filiou ao PSB depois de não conseguir criar a tempo a Rede Sustentabilidade, partido pelo qual tinha a intenção de se lançar à Presidência.

Nas semanas seguintes, Marina cresceu nas pesquisas e pareceu caminhar rumo ao segundo turno. No entanto, a substituta de Campos acabou perdendo força nos dias finais de campanha e não conseguiu avançar, ficando em 3º lugar.

Morto aos 49 anos, Eduardo deixou cinco filhos. Entre eles, João Campos, que se lançou posteriormente à carreira política e hoje ocupa a prefeitura de Recife (PE).

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TSE rejeita tirar do ar vídeo com críticas de Lula a Bolsonaro


Partido do presidente alega que petista fez propaganda antecipada e ofendeu a honra do mandatário; ministro da Corte não viu discurso de ódio na fala de Lula

Reprodução / @LulaLuiz Inácio Lula da Silva
Em vídeo, Lula chama Bolsonaro de mentiroso e covarde

O Partido dos Trabalhadores (PT) não vai precisar tirar do ar um discurso do candidato à presidência Luiz Inácio Lula da Silva, no qual ele chama Jair Bolsonaro (PL) de mentiroso e covarde. Os vídeos feitos por Lula em 30 de junho em Fortaleza foram questionados no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) pelo PL, partido do presidente. A legenda defendeu que o petista fez propaganda eleitoral antecipada e ofendeu a honra do presidente da República. O ministro do TSE Raul Araújo não acolheu os argumentos do partido e disse que , apesar do discurso ter um tom hostil e apresentar críticas ácidas, não ficou caracterizado o discurso e ódio, tampouco a campanha antecipada. O magistrado afirmou ainda que o direito fundamental à liberdade de expressão não se direciona a proteger as opiniões supostamente verdadeiras, admiráveis ou convencionais, mas também aquelas que são duvidosas, exageráveis, condenáveis, satíricas, humorísticas, bem como as não compartilhadas pela maioria. No começo da semana, Araújo determinou a remoção de um vídeo em que Lula chama Bolsonaro de genocida, justificando que as falas caracterizaram discurso de ódio. A decisão ainda não foi cumprida.

*Com informações da repórter Iasmin Costa





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Candidato do PT no Paraná pede impugnação de candidatura de Moro


Candidato a deputado estadual no Paraná, Luiz do PT entrou na última quinta-feira, 11, com pedido de impugnação da candidatura de Sergio Moro (União Brasil) ao Senado no Estado.

A alegação do petista é que o ex-juiz federal descumpre artigo da Lei das Eleições que determina necessidade de um candidato ter domicílio eleitoral estabelecido no local pelo qual concorrerá a seis meses antes do pleito.

Moro declarou à Justiça Eleitoral domicílio em Curitiba em 15 de novembro 2011. Recentemente, o ex-juiz pediu transferência para São Paulo, em 30 de março de 2022. O prazo mínimo de seis meses se encerrou em 4 de maio.

No entanto, em junho, o Tribunal Regional Eleitoral de São Paulo (TRE-SP) decidiu que Moro não poderia concorrer no Estado. O filiado do União Brasil acabou costurando de última hora a candidatura pelo Paraná.

O pedido do candidato do PT argumenta que Moro “possui domicílio eleitoral na circunscrição do pleito —Estado do Paraná— por período inferior a 6 meses. No período que tem início na data de seu pedido de transferência de domicílio eleitoral para São Paulo até o trânsito em julgado da decisão que cancelou a aludida transferência, o impugnado teve domicílio eleitoral naquela cidade”.

“Assim, não tendo domicílio eleitoral na circunscrição do pleito pelo prazo mínimo de 6 meses, o impugnado não satisfaz uma das condições de elegibilidade previstas no texto constitucional, de forma que seu pedido de registro há de ser indeferido.”

O ex-ministro da Justiça é alvo de outros pedidos de impugnação de candidatura pelo mesmo motivo.

Moro nas eleições do Paraná

Depois da vida na magistratura, Sergio Moro se coloca à disposição dos eleitores do Paraná. O paranaense de Maringá, de 50 anos, aposta na reputação de juiz responsável pelos julgamentos da extinta Operação Lava Jato para tentar chegar ao Senado Federal.

Após a Lava Jato, Moro foi ministro de Justiça e Segurança Pública no começo do governo de Jair Bolsonaro (PL). No entanto, o ex-juiz decidiu entregar o cargo em 2020, alegando suposta interferência do presidente no comando da Polícia Federal (PF). Em março deste ano, a PF enviou relatório ao Supremo Tribunal Federal (STF) alegando que não houve indícios de crime no episódio.

Entre os principais adversários na disputa paranaense, Moro deve enfrentar Alvaro Dias (Podemos), que luta pelo quinto mandato como senador. O deputado federal Paulo Eduardo Martins (PL) também desponta como um concorrente em potencial na disputa.

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