Saúde

Candidíase recorrente: aprenda a se prevenir


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Como uma floresta tropical, a vagina é um ecossistema complexo e delicado, lar de uma quantidade infinita de micro-organismos – tanto “bons” como “maus” – incluindo o fungo Candida albicans. Esse fungo, muito comum, reside na vagina de metade de todas as mulheres. No entanto, se o ecossistema entrar em desequilíbrio, os fungos podem se expandir, causando coceira, ardência e dor – a tão famosa candidíase.

A doença afeta 75% das mulheres no Brasil e pode surgir em diferentes fases da vida. Entretanto, caso a mulher apresente mais de quatro episódios por ano, o problema passa a ser chamado de candidíase recorrente. Ainda que mudanças na alimentação e nos hábitos sejam eficazes, o tratamento deve ser realizado com o auxílio de um ginecologista. Dessa forma, o médico pode analisar a incidência e a gravidade do problema, indicando o melhor caminho para tratá-lo.

A sua candidíase é recorrente? Mantenha-se livre de infecções, ficando atenta a estes conselhos!

O que é candidíase?

A candidíase pode provocar coceira, ardência e corrimento genital. (Imagem: Piotrekswat/iStock)

O corrimento espesso e a irritação intensa provocados pela candidíase vaginal afligem a maioria das mulheres em alguma fase da vida. Com menos frequência, os homens também podem desenvolver candidíase genital, embora não apresentem qualquer sintoma aparente.

Pequenos microrganismos inofensivos vivem de forma harmônica no revestimento da vagina, do trato digestivo e da pele. Esses germes benéficos auxiliam a digestão, combatem os patógenos e ajudam o organismo a fabricar nutrientes essenciais. A vagina é um meio úmido e aquecido, muito propício à proliferação de vários fungos, principalmente Candida. Assim, quando há um desequilíbrio na microbiota vaginal, pode ocorrer o crescimento excessivo de microrganismos, especialmente a Candida albicans.

À medida que o fungo se multiplica, um corrimento branco e espesso, semelhante ao coalho de leite, é eliminado e a região genital externa apresenta prurido e fica inflamada, o que pode causar ardência ou dor durante a relação sexual. Além disso, o corrimento branco também pode apresentar um odor mais forte, principalmente em casos de candidíase recorrente.

O que causa a candidíase?

candidíase recorrente
A Candida é um microrganismo inofensivo quando o pH genital está equilibrado. (Imagem: iLexx/iStock)

A candidíase benigna pode aumentar descontroladamente quando o pH ou o equilíbrio entre as bactérias e fungos na vagina é alterado. Variações hormonais da gravidez ou decorrentes do uso de anticoncepcional costumam alterar o pH vaginal, ocasionando a candidíase. O uso de antibióticos também pode causar candidíase, ao eliminar as bactérias benéficas que impedem a multiplicação desregrada de Candida.

A candidíase também pode ser desencadeada pela debilidade do sistema imunológico acarretada por estresse, privação de sono, quimioterapia, AIDS e diabetes. Além disso, usar roupas íntimas de tecido sintéticos como náilon, jeans apertados, tampões desodorizantes ou duchas pode aumentar o risco de infecção.

Como alimentos podem ajudar na candidíase recorrente

Faça da alimentação a sua aliada! O aumento dos níveis de bactérias probióticas no organismo pode impedir o crescimento excessivo de Candida na vagina. Essa microbiota benéfica ajuda a manter o meio ácido que impede a multiplicação descontrolada desse fungo irritante. Confirmando a crença popular, algumas contatações clínicas sugerem que o consumo de quantidades apropriadas de iogurte com culturas de bactérias ativas como Lactobacillus acidophilus, ajuda a aliviar os sintomas de candidíase e a diminuir o risco de infecções frequentes.

Como as bactérias probióticas se desenvolvem em açúcares não-digeríveis, conhecidos como fruto-oligossacarídeos (FOS), o consumo de mais FOS pode favorecer o crescimento das bactérias benéficas. Acredita-se que esses compostos alimentam a microbiota benéfica, aumentando e favorecendo seu crescimento no organismo.

O alho parece ser um agente natural potente contra essa infecção; estudo in vitro com animais indicam a capacidade do bulbo inibir o crescimento da Candida albicans, o microrganismo responsável pela candidíase. Acredita-se que a alicina, substância altamente ativa que confere ao alho seu cheiro característico, seja responsável pela atividade antifúngica desse vegetal.

Ao aumentar a imunidade, a vitamina C ajuda a prevenir a candidíase. Há indícios de que essa vitamina, abundante nas frutas e no pimentão, estimula os leucócitos que combatem a infecção e fortalecem as defesas imunológicas. De acordo com estudos laboratoriais, um composto extraído da pimenta-de-caiena, CAY-1, pode vir a ser um poderoso aliado no combate a uma série de micróbios, incluindo o fungo que desencadeia a candidíase. O CAY-1 é um agente natural de proteção da pimenta-de-caiena contra os fungos do habitat tropical. Em princípio, o composto não apresentou efeitos tóxicos em células humanas.

A nutricionista Waleska Silveira esclarece alguns alimentos que podem prevenir a candidíase recorrente e como funciona a atuação deles no organismo:

Veja também: Descubra como a alimentação pode ajudar a combater a azia.

Formas de evitar a candidíase recorrente

O verão é a época mais propícia para o surgimento da candidíase, em decorrência da umidade e do uso frequente de roupas de banho. (Imagem: AlexZabusik/iStock)

Para as peças íntimas, prefira algodão

Esqueça a onipresente lingerie de náilon e dê preferência às antiquadas calcinhas de algodão, que deixam o ar entrar e impedem que os fungos se reproduzam. E sempre use calcinha por baixo da meia-calça.

Mantenha a região perianal seca

Depois de um banho, use um secador, na opção mais fria (para não se queimar), secando a área vaginal antes de se vestir. E troque o maiô molhado o mais rápido possível. Fungos adoram ambientes úmidos.

Limpe-se de maneira correta

Depois de evacuar, limpe-se da frente para trás, nunca de trás para a frente. Uma das teorias sobre candidíase é que bactérias chegam à vagina vindas do reto e descontrolam o sistema que mantém os fungos em equilíbrio.

Tome iogurte

Alguns estudos sugerem que consumir diariamente 240 ml de iogurte que contenha culturas vivas de bactérias ativas ajuda a manter um ambiente vaginal saudável, reduzindo assim o risco de infecções de repetição.

Evite corantes e perfumes

Não use papel higiênico, absorvente ou tampões coloridos ou perfumados, pois todos eles podem romper o ambiente normal da vagina.

Evite a maioria dos “produtos femininos”

Depois de comprar seus absorventes e tampões, saia da seção de produtos femininos. Não há necessidade de aplicar duchas, talcos ou sprays, que podem irritar a área genital.

Controle a glicemia

Se você já fez pão em casa, sabe que, para que a massa do pão cresça, o fermento precisa de açúcar. Por esse motivo, mulheres diabéticas são muito mais vulneráveis a ter candidíase.

Siga uma dieta de baixo índice glicêmico

Assim como as mulheres diabéticas apresentam mais tendência a ter candidíase, as que são resistentes à insulina também têm. Essa condição acontece quando as células ficam resistentes à insulina, elevando a taxa de açúcar no sangue a níveis inaceitáveis.

Alimentos preparados com açúcar, xarope de glicose de milho, rico em frutose, e farinha de trigo induzem resistência à insulina porque elevam a glicemia. Dessa forma, a maioria dos produtos de panificação encontrados em mercados, bem como bolachas, biscoitos, salgadinhos e bebidas açucaradas causam esse efeito. Além disso, o arroz branco, tão presente na mesa dos brasileiros, também pode ser um vilão.

Dê preferência a alimentos com baixo índice glicêmico, que têm menor efeito na glicemia. Estes incluem alimentos com alto teor de fibras, como hortaliças, feijões e grãos integrais. As gorduras boas do azeite de oliva, dos frutos oleaginosos, como nozes e sementes, e do abacate também podem ajudar, assim como alimentos com proteína magra.

Uso de medicamentos e candidíase

candidíase recorrente
Seu ginecologista pode ajudar a equilibrar sua flora vaginal. (Imagem: YakobchukOlena/iStock)

Até 30% das mulheres em tratamento com antibióticos estão propensas a infecções por fungo. Isso porque, esses medicamentos podem matar bactérias boas que mantêm a flora vaginal equilibrada. Dessa forma, se você estiver se tratando com antibióticos e for propensa a ter candidíase, pense em tomar um suplemento probiótico (suplemento de bactérias “benéficas”). Lactobacilos ajudam a manter o equilíbrio da flora vaginal. Ainda assim, você pode optar por tomar, todos os dias, uma xícara de iogurte com culturas vivas de bactérias ativas.

Também tenha sempre à mão um creme ou óvulo antifúngico (miconazol ou clotrimazol) para usar ao primeiro sinal de coceira na vagina. Mas, para isso, consulte o seu ginecologista para ter recomendações de medicamentos confiáveis.





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Os efeitos do isolamento social na saúde dos brasileiros


Insônia recorrente, medo constante, crises de pânico e tristeza extrema. A covid-19 não comprometeu apenas a saúde física dos brasileiros que contraíram o vírus Sars-CoV-2. A doença infecciosa também foi responsável por provocar um salto considerável no número de pessoas com depressão e ansiedade.

Segundo uma pesquisa realizada pela Universidade de São Paulo (USP), as condicionantes de prevenção tornaram o Brasil líder em casos de ansiedade (63%) e depressão (59%) entre os 11 países analisados. O aumento dos casos não foi por acaso. Se por um lado a adoção de medidas restritivas, como o isolamento social, ajudou a conter o avanço da covid-19, por outro prejudicou a saúde mental de milhões de brasileiros.

Saúde é o tema escolhido por Oeste nesta sexta-feira, 12, dentro da série de reportagens “Desafios do Brasil”, que será publicada até o dia 30 de setembro, sempre seguindo a seguinte ordem de temas na semana: segunda-feira (Educação), terça-feira (Economia), quarta-feira (Agro e Meio Ambiente), quinta-feira (Segurança Pública) e sexta-feira (Saúde). Leia todas as reportagens da série aqui.

A imposição de quarentenas ajudou a construir no inconsciente dos brasileiros que eles poderiam adoecer tanto fisicamente como psiquicamente. E as consequências de medidas como o “Fique em Casa” estão nos dados.

Segundo uma pesquisa conduzida pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS) nos meses de maio, junho e julho de 2020, quando a pandemia estourou no mundo, cerca de 80% da população brasileira tornou-se mais ansiosa diante o novo coronavírus.

“A minha saúde mental piorou completamente”

Quando o governo do Estado de São Paulo decretou, em março de 2020, as primeiras medidas de restrição, a maquiadora Rafaela Urso não apresentou, pelo menos de imediato, uma recaída no quadro depressivo e ansioso. “De início, foi tranquilo desacelerar do dia a dia, mas, depois de alguns meses, se tornou esgotante”, afirmou a jovem.

Assim como Rafaela, outros brasileiros tiveram a saúde mental prejudicada com a imposição do distanciamento social. Segundo uma pesquisa do Ministério da Saúde, no último ano mais de 11% da população disse ter recebido diagnóstico médico de depressão. “Tudo que faço exige sair de casa, então ficar trancada em um apartamento foi algo bem difícil. Nunca me senti tão mal na minha vida.”

Com o decreto das medidas restritivas, o número de ansiosos e depressivos cresceu no país | Foto: Reprodução/Shutterstock

Com o agravamento dos transtornos mentais, a maquiadora optou por voltar a frequentar as sessões de terapia. Da mesma forma que a jovem, somente em 2020 cerca de 170 mil atendimentos ligados à saúde mental ocorreram em todo o país, conforme dados coletados pelo Ministério da Saúde.

A psicóloga Mayelen Casiano atendeu pacientes durante a pandemia de covid-19. Ela conta que, ao longo dos meses de isolamento, o caso mais comum acompanhado durante as consultas foi o de ansiedade, com destaque aos desdobramentos da doença, como síndrome do pânico e fobia social. “Percebi uma piora exacerbada, infelizmente”, afirmou.

Logo no início, quando as primeiras medidas restritivas foram impostas, o trabalho de Mayelen não foi fácil. Segundo a psicóloga, alguns pacientes não conseguiram comparecer aos atendimentos on-line, uma alternativa para quando os serviços presenciais na clínica particular foram interrompidos. “Foi um desafio. Eles precisavam de acompanhamento na terapia, mas em decorrência da pandemia não puderam.”

(Des)incentivos do governo

“Fiz só por um período, porque não me adaptei.” Enquanto alguns brasileiros recorreram às clínicas particulares, outros, como o fotógrafo Carlos Spinello, 25 anos, escolheram voltar para a terapia pelo tratamento do Centro de Atenção Psicossocial (Caps), o serviço de saúde aberto e comunitário do Sistema Único de Saúde (SUS).

Diagnosticado com transtorno do déficit de atenção com hiperatividade (TDAH) — distúrbio caracterizado por sintomas de desatenção, inquietude e impulsividade —, Spinello desabafa sobre o descaso contra a sua saúde mental, enquanto usava o tratamento da rede pública. A falta de comprometimento de alguns psicólogos, que costumavam chegar atrasados para os atendimentos, e de privacidade durante as consultas, que eram em grupo e duravam 45 minutos, o desestimulou a continuar com o serviço essencial.

“Durante a pandemia, desenvolvi crises de ansiedade, dificultando meus relacionamentos e socialização no geral”, afirma o jovem, que, apesar do descaso, defende o tratamento pelo SUS. “Os Caps são de extrema importância e são um direito do povo. O governo deveria investir bem mais em infraestrutura, melhores salários e benefícios para funcionários qualificados, implantação de psicólogos nos postos de saúde e consultas virtuais.”

O que falta?

Para além do tratamento em consultório, seja esse serviço virtual seja presencial, a questão das internações para ajudar no tratamento de portadores de transtorno mental também é amplamente discutida como um dos desafios que o próximo governo, eleito em novembro deste ano, deve superar.

O problema não é de hoje. Desde 2011, o governo federal não atualiza o valor do repasse financeiro para custeio dos Caps. Mas foi graças à comemoração do aniversário de 35 anos da Reforma Psiquiátrica no Brasil, movimento que ajudou a fechar manicômios e hospícios no país, que a pauta sobre o descaso da rede de saúde pública com os pacientes voltou a ser discutida.

No dia 23 de março deste ano, o Ministério da Saúde revogou financiamentos federais para a Rede de Atenção Psicossocial (Raps) no SUS — programa que visa a promover a inserção social de pessoas diagnosticadas com transtornos mentais e acolher as que fazem uso excessivo de álcool e outras drogas. Poucos dias depois, no início de abril, a Secretaria Nacional de Cuidados e Prevenção às Drogas (Senapred), vinculada ao Ministério da Cidadania, destinou R$ 10 milhões para 33 hospitais psiquiátricos privados.

“Os serviços públicos de tratamento à saúde são fundamentais, porém atualmente acontece um desmonte do financiamento dessa política”, afirma Fernanda Lou Sans Magano, conselheira do Segmento de Trabalhadoras e Trabalhadores, que representa o segmento na Mesa Diretora do Conselho Nacional de Saúde (CNS). “Está difícil garantir e respeitar os direitos dessas pessoas.”





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Trocar o sal pode reduzir em 11% o risco de derrame, infarto e morte

O simples ato de trocar o sal comum (cloreto de sódio) por outro salgante pode reduzir a pressão arterial e proteger contra doenças cardíacas que causam derrame e até morte, sugere estudo publicado na última terça na revista científica Heart.

Não é novidade que o consumo de sal, especialmente em quantidades elevadas, leva ao aumento da pressão arterial e, consequentemente, a problemas no sistema cardiovascular, aumentando o risco de morte precoce.

Na pesquisa recém-publicada, cientistas mostram que trocar o cloreto de sódio por cloreto de potássio, um dos substitutos do sal de cozinha, ajuda a diminuir os riscos à saúde.

De acordo com o jornal britânico The Guardian, os cientistas analisaram 21 ensaios clínicos envolvendo quase 32.000 participantes, publicados até agosto de 2021, que traziam relatos dos efeitos dos substitutos do sal na pressão arterial.

A equipe descobriu que os substitutos do clore de sódio reduziram a pressão arterial em todos os participantes, independentemente da região, idade, sexo, peso e fatores de risco associados ao sistema cardiovascular.

Nenhum efeito adverso foi detectado a partir do aumento da ingestão de cloreto de potássio. No entanto, esse substituto do sal gerou preocupação no público que sofre de problemas renais, já que devem limitar a ingestão de potássio.

Ao restringir a análise a 24.000 participantes, os pesquisadores descobriram que o uso do substituto do sal de cozinha pode reduzir o risco de ataque cardíaco, derrame e morte precoce por qualquer causa em 11%, revela o The Guardian. O risco de doença cardiovascular baixou em 13%.

No ano passado, um estudo publicado no periódico científico The New England Journal of Medicine, envolvendo mais de 20.000 voluntários com pressão alta de 600 vilarejos na China, encontrou resultados semelhantes. Ainda assim, não ficou claro se os benefícios dos substitutos do cloreto de sódio seriam os mesmos em populações do mundo todo.

“É improvável que esses achados reflitam apenas o acaso e apoiem a adoção de substitutos do sal na prática clínica e nas políticas de saúde pública como uma estratégia para reduzir a ingestão de sódio na dieta, aumentando o consumo de potássio, para reduzir a pressão arterial e prevenir eventos cardiovasculares maiores”, afirmam os cientistas no estudo publicado na Heart, citados pelo jornal britânico.

De acordo com estimativa do Ministério da Saúde, em 2021, a hipertensão arterial sistêmica atingia mais de 38 milhões de pessoas no Brasil.

Com Isto É Dinheiro

Grupo Pardini continua entre as empresas mais inovadoras de saúde no Brasil


O Grupo Pardini se mantém entre as principais empresas de saúde avaliadas como inovadoras pelo Prêmio Valor Inovação Brasil 2022. A pesquisa foi realizada pela empresa Strategy&, do grupo PwC, que avaliou as práticas de inovação de companhias que atuam em 25 diferentes setores. A empresa ficou em 5º lugar no ranking de saúde.

A colocação reforça a presença do Grupo neste ranking, ou seja, um feito que vem se repetindo a cada levantamento, desde 2017. Para o Grupo, a manutenção da marca nesta relação, por seis anos, constata a maturidade da empresa, além de confirmar a estratégia traçada por eles, que é a de valorizar a inovação como um processo orgânico de todos os colaboradores, e não apenas de um setor específico.

O Vice-presidente Comercial e Marketing da companhia, Alessandro Ferreira, destaca que a inovação não é um departamento, mas faz parte do planejamento estratégico da empresa. “Mais do que áreas dedicadas exclusivamente à inovação, continuamos ampliando para todo o Grupo a possibilidade de trazer novas ideias, sugestões de melhoria de processos e inovações. Esse é um diferencial que tem nos permitido excelentes resultados”, ressalta. 

Fonte: Saúde Business



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Uso preventivo de Hidroxicloroquina reduz risco de agravamento da covid-19, reconhece estudo


O periódico científico Revista Europeia de Epidemiologia publicou no último dia 9 uma revisão de estudos sobre a possível eficácia da hidroxicloroquina na prevenção da covid-19. O estudo selecionou 88 pesquisas, que passaram por um filtro, restando 11 trabalhos:

  • Sete que administraram a substância antes de a pessoa ter tido contado com o novo coronavírus;
  • Quatro em que as pessoas tomaram hidroxicloroquina depois da infecção.

A seleção desses 11 trabalhos incluiu apenas estudos conhecidos como “padrão ouro” das pesquisas com medicamentos:  randomizados, controlados por placebo, duplo cego. Nesse tipo de estudo, a administração do medicamento é aleatória: parte do grupo recebe placebo (como uma pílula de farinha, sem efeito), e a outra recebe o remédio em teste, mas nem o paciente, nem o pesquisador sabem o que está sendo administrado.

O levantamento com sete pesquisas mostrou que os pacientes que tomaram o remédio antes da infecção apresentaram redução de 28% no risco de agravamento da covid-19. Já a análise dos quatro estudos informou que os resultados são praticamente nulos.

Entre os cinco autores, dois são da Universidade de Harvard, uma das mais conceituadas do mundo. Um deles é o cientista Xabier Garcia-De-Albeniz, líder do estudo e pesquisador Associado do Departamento de Epidemiologia da Universidade. Outro é Miguel Hernan, Membro do Corpo Docente em epidemiologia e bioestatística da Harvard-MIT Division of Health Sciences & Technology, além de ser diretor do CAUSALab, uma entidade de Harvard que visa a orientar políticas públicas.

Os pesquisadores lamentaram a falta de mais trabalhos científicos sobre o caso. “No início da pandemia, houve uma conclusão prematura de que a hidroxicloroquina não tinha efeito profilático, quando a conclusão correta seria que o efeito estimado era muito impreciso”, informa o estudo.

O texto cita pesquisas sobre a hidroxicloroquina do começo da pandemia de covid-19, com amostragem pequena, que eram contestadas em relação ao desenho experimental. À época, a droga foi desacreditada pela comunidade científica e por veículos de mídia, que chamaram os defensores do remédio de “negacionistas”. Para os autores do estudo, isso não deveria ter ocorrido.

Leia também: “A solução que venceu a ideologia”, reportagem publicada na Edição 3 da Revista Oeste





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Senado aprova dispensa de aval do marido para laqueadura


O plenário do Senado aprovou nesta quarta-feira, 10, projeto de lei que dispensa o aval do marido para a laqueadura. A proposta também reduz de 25 para 21 anos a idade mínima para que a mulher opte pela esterilização voluntária. O projeto teve origem na Câmara dos Deputados e agora segue para sanção do presidente da República Jair Bolsonaro (PL).

A proposta torna obrigatória a disponibilização de quaisquer métodos e técnicas de contracepção previstas em lei, reduz de 25 para 21 anos a idade mínima para a realização de esterilização voluntária em mulheres e homens, com capacidade civil plena; além de permitir a laqueadura da mulher durante o período do parto.

“Reconhecemos que facilitar o acesso da população aos métodos contraceptivos é uma forma de garantir os direitos à vida, à liberdade, à liberdade de opinião e de expressão; ao trabalho e à educação”, disse a relatora do projeto, senadora Nilda Gondim (MDB-PB), em seu parecer.

A obrigatoriedade de autorização expressa do cônjuge para esterilização estava prevista em lei desde 1996.

Apesar de a dispensa de aval do marido para a laqueadura ter sido aprovada, houve protestos como o do senador Guaracy Silveira (Avante-TO). Presidente da sessão hoje, a senadora Eliziane Gama (Cidadania-MA) destacou o avanço na legislação para equiparar a mulher ao homem nos direitos conquistados.

“A história das mulheres no Brasil tem evoluído. Há um tempo, a mulher precisava de autorização do marido para votar, ser votada, para abrir uma empresa, para ir na universidade. E hoje precisa da autorização para fazer uma laqueadura. É inimaginável que, em pleno século 21, ainda tenhamos uma legislação dessa natureza. Isso [o projeto aprovado] é um avanço para as mulheres do Brasil”.

Se sancionada, a medida que dispensa o aval do marido para a laqueadura passa a valer 180 dias após ser publicada no “Diário Oficial da União”. A mudança de regras é uma demanda da bancada feminina e foi aprovada na mesma sessão que comemorou os 16 anos da Lei Maria da Penha.





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Câncer de intestino: o que é, sintomas e formas de prevenção


Recentemente, a cantora Simony anunciou que está com câncer de intestino, e que já iniciou o tratamento contra a doença. O câncer de intestino é um dos tipos que mais afeta homens e mulheres no Brasil e no mundo. Segundo o Instituto Nacional do Câncer (INCA), a estimativa para a doença é de 40 mil novos casos por ano no país.

O câncer de intestino é um tumor maligno que se desenvolve no intestino grosso, também é chamado cólon e reto ou colorretal. Este tipo quase sempre se desenvolve a partir de pólipos, ou seja, lesões benignas que crescem na parede do intestino.

Sinais

O câncer de intestino pode apresentar sinais como:

• Sangue nas fezes;
• Mudança do hábito intestinal;
• Dor ou desconforto abdominal;
• Alteração na forma das fezes (fezes no formato de fita, achatadas, muito
finas e compridas);
• Fraqueza e anemia;
• Perda de peso sem causa aparente;
• Massa (tumoração) abdominal.

Causas

Os casos deste tipo de câncer não tem uma causa específico, mas pode acontecer em pessoas que tenham excesso de gordura corporal, que consumam muita carne vermelhas, como carne de vaca, porco e cordeiro, acima da quantidade recomendada, e carnes processadas, como bacon, presunto, mortadela, salame, peito de peru defumado, salsicha e linguiça, e aqueles que têm uma alimentação pobre em fibras.

Além disso, pessoas que são fumantes e consomem bebida alcoólica, e com história pessoal ou familiar de pólipos, doenças inflamatórias intestinais, ou câncer do intestino também aumenta as chances do aparecimento deste câncer.

Prevenção

As principais formas de prevenção deste câncer são:

• Evitar o consumo de carne processada;
• Limitar o consumo de carne vermelha a no máximo 500 gramas de carne cozida por semana;
• Fazer dos alimentos de origem vegetal, como frutas, verduras, legumes e grãos, a base da alimentação;
• Não fumar;
• Evitar consumo de bebidas alcoólicas.

*Com informações do Instituto Nacional do Câncer (INCA)



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Londres reforça vacinação contra pólio depois de encontrar vestígios do vírus


Depois de ter encontrado vestígios de poliovírus nos esgotos, as autoridades de saúde de Londres lançaram uma campanha de vacinação contra a poliomielite. Todas as crianças entre 1 e 9 anos que vivem na capital britânica têm de ser vacinadas, anunciou o governo nesta quarta-feira, 10.

Em junho, o governo informou ter detectado vestígios de uma forma de poliomielite derivada de uma cepa de vacina em uma estação de tratamento de esgoto no nordeste de Londres. A partir disso, o vírus, erradicado no Reino Unido em 2003, foi detectado em oito regiões da capital, com “diversidade genética”, o que poderia sugerir “transmissão do vírus”.

O ministro da Saúde, Steve Barclay, comunicou em nota que “ninguém foi diagnosticado com o vírus e o risco para a população é baixo”. No entanto, como forma de prevenção, será oferecido reforço da vacina a todas as crianças de 1 a 9 anos.

A poliomielite, que afeta principalmente crianças, é uma doença contagiosa que invade o sistema nervoso e pode causar paralisia permanente. O poliovírus selvagem é a forma mais conhecida do vírus. Há outra forma: o poliovírus derivado de vacina, ou cVDPV. Embora os cVDPVs sejam raros, eles se tornaram mais comuns nos últimos anos devido às baixas taxas de vacinação em algumas comunidades. Em julho, os Estados Unidos registraram seu primeiro caso de pólio, no estado de Nova Iorque.

A agência de saúde britânica indicou que “está trabalhando em estreita cooperação” com as autoridades de Nova Iorque e de Israel, onde também foram detectados casos da doença, para estudar possíveis ligações entre “incidentes recentes”.

No Brasil, foi lançada nesta semana uma campanha nacional de vacinação contra a pólio em razão da queda da taxa de cobertura vacinal.





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Hora que janta pode ‘aumentar risco de AVC fatal’

O estilo de vida de cada um tanto pode ajudar a viver mais como pode aumentar a probabilidade de morte prematura

Um estudo publicado na revista Nutrients, analisou a relação entre a hora do jantar e o risco de sofrer um acidente vascular cerebral (AVC). 

Os voluntários foram divididos em três grupos – o grupo da ceia antecipada (antes das 20h), o grupo irregular e o grupo da ceia tardia (depois das 20h).

Aqueles que consumiram a refeição a horas aleatórias registaram um risco superior de morrer de um acidente vascular cerebral hemorrágico – fenômeno no qual um vaso sanguíneo no interior do crânio explode e causa uma hemorragia no cérebro.

Os investigadores escreveram: “descobrimos que a adoção de um horário irregular de ceia em comparação com o jantar antes das 20h estava associada a um risco aumentado de mortalidade por AVC hemorrágico”. 

“Até onde sabemos, o nosso estudo é o primeiro a investigar a associação entre o horário do jantar e o risco de mortalidade cardiovascular”, acrescentaram. 

“Neste grande estudo de corte prospectivo de base populacional, após ajuste para fatores de risco de problemas cardiovasculares, o horário irregular do jantar foi associado a um risco aumentado de mortalidade hemorrágica por AVC comparativamente à ingestão antecipada da mesma refeição”. 

Os investigadores descobriram igualmente que ter excesso de peso e comer a horas irregulares aumentou ainda mais os riscos.

Por NM

Covid-19: São Paulo libera quarta dose para toda população adulta

A partir de hoje (9) está disponível a quarta dose da vacina contra a covid-19 na cidade de São Paulo para toda a população com mais de 18 anos. Para ser imunizado, é preciso ter recebido a terceira dose a pelo menos quatro meses.

Segundo a Secretaria Municipal de Saúde, estão aptas a receber a quarta dose 911,7 mil pessoas em todo o município.

A imunização está disponível em todas as Unidades Básicas de Saúde (UBSs) e Assistências Médicas Ambulatoriais (AMAs)/UBSs Integradas e em 17 Serviços de Atenção Especializada (SAEs). A lista com os locais de vacinação está disponível na página Vacina Sampa que também traz mais informações sobre a campanha.

A disponibilidade de vacinas por fabricante e o tamanho das filas pode ser verificado na plataforma De Olho na Fila.

Foram aplicadas na capital paulista, 34,6 milhões de doses de vacinas contra a covid-19. Já receberam a primeira dose adicional (terceira dose) 83,7% da população adulta e 53,5% já foi imunizada com a segunda dose adicional (quarta dose).

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