Science

O mergulho suicida de um cometa


O SOHO (Observatório Solar e Heliosférico), projeto conjunto da NASA e da Agência Espacial Europeia, registrou a imagem de um cometa mergulhando em direção ao Sol. Segundo o astrônomo Tony Phillips, citado pelo site CanalTech, o cometa provavelmente era o fragmento de outro maior e mais antigo.

Essa aproximação de cometas com o Sol é chamada de “rasante Kreutz”. Alguns deles, como provavelmente o registrado nesse vídeo, acabam desintegrados. Atraídos pela gravidade da estrela, são “engolidos” e até podem sobreviver, mas com massa muito menor. Segundo o site SpaceWeather, o projeto SOHO já identificou mais de 4 mil cometas que passaram perto demais do Sol.

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Salame ou estrela? Cientista gera revolta ao postar foto nas redes


O cientista francês Etienne Klein gerou confusão e indignação nas redes sociais depois que enganou os internautas com uma foto que ele alegava ser de uma famosa estrela próxima do Sol, mas que, na verdade, se tratava de uma fatia de salame.

Na imagem publicada no Twitter, o chefe de pesquisa da Comissão Francesa de Energia Atômica quis enganar os seguidores com o que poderia ser um planeta avermelhado com nuvens brancas e laranjas. O registro, segundo ele, supostamente teria sido tirado pelo telescópio espacial James Webb, considerado o mais poderoso do mundo.

“Imagem de Proxima Centauri, a estrela mais próxima do Sol, situada a 4,2 anos-luz de nós. Foi tirada pelo Telescópio Espacial James Webb. Este nível de detalhe… Um novo mundo é revelado diariamente”, escreveu Etienne Klein. Entretanto, a piada repercutiu antes mesmo de o cientista desmentir.

Depois de repercutir na internet e receber algumas críticas, Etienne Klein fez outras postagens para se desculpar. Em entrevista ao jornal francês Le Point, o cientista explicou que a sua intenção com a “brincadeira” era questionar as informações divulgadas por especialistas nas redes sociais.

“Tendo em conta certos comentários, sinto-me obrigado a especificar que este tuíte mostrando uma alegada imagem de Proxima Centauri era uma piada. Vamos aprender a ter cuidado com os argumentos da autoridade tanto quanto com a eloquência espontânea de certas imagens”, afirmou.





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Nasa identifica ‘objeto misterioso’ encontrado por robô em Marte


Agência causou alvoroço entre observadores do espaço com foto tirada pelo Perseverance

NASA/JPL-Caltechnasa Marte
Imagem do robô Perseverance causou alvoroço em julho

A Nasa resolveu o enigma mais recente sobre Marte. Em julho, o robô Perseverance descobriu um objeto misterioso na superfície do planeta vermelho. A imagem de um “espaguete” girou o mundo e intrigou os observadores do espaço. Mas o que poderia ser? Segundo a agência, apenas detritos de outra sonda. A Nasa informou que possa ser um pedaço de rede (rede Dacron) usado em cobertores térmicos para proteger a espaçonave de temperaturas e condições extremas. Em outras áreas, o Perseverance também encontrou restos de material térmico. A forma ‘estranha’ da rede pode estar ligada a ‘forças fortes’ de um pouso violento. O robô continua em solo marciano tentando captar outros objetos.

 





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Telescópio James Webb mostra fotos de galáxia ‘Roda de carro’


A Nasa, agência espacial dos EUA, divulgou novas fotografias capturadas pelo supertelescópio espacial James Webb. Desta vez, as imagens mostram uma galáxia a cerca de 500 milhões de anos-luz de distância da Terra.

A galáxia é conhecida pelo apelido de “Roda de carro” por causa de sua aparência semelhante ao objeto. Segundo a Nasa, o formato é resultado de uma colisão em alta velocidade com outra galáxia menor, que aconteceu há mais de 400 milhões de anos.

“Agora, esse sistema é composto por 2 anéis — um anel interno brilhante e um anel colorido circundante. Ambos se expandem para fora do centro como ondulações de um lago”, informou a agência espacial, em um comunicado divulgado para a imprensa na terça-feira 3.

Galáxia "Roda de carro"
Galáxia “Roda de carro” | Foto: Divulgação/ Nasa

A Nasa aproveitou os registros para explicar o fenômeno que, segundo a agência, causam “uma cascata de eventos diferentes e menores entre as galáxias envolvidas”. Antes da colisão com outra galáxia, a “Roda de Carro” tinha provavelmente um formato espiral similar ao da Via-Láctea.

“Enquanto o telescópio James Webb nos dá um registro do estado atual da ‘Roda de carro’, ele também nos fornece informações sobre o que aconteceu com esta galáxia no passado e como ela evoluirá no futuro”, explicou a agência.

O telescópio espacial James Webb localiza-se a 1,5 milhão de quilômetros da Terra, sendo fruto de uma parceria entre a Nasa e a Agência Espacial Europeia. As imagens obtidas permitem que os cientistas observem a formação das primeiras galáxias e estrelas do universo, além de possibilitar o estudo da evolução das galáxias e o processo de formação dos planetas.

Outros registros

Em julho, a Nasa divulgou fotografias capturadas pelo telescópio. O equipamento registrou corpos celestes em alta resolução. A primeira imagem divulgada foi a da galáxia SMACS 0723, há mais de 1,5 bilhão de anos-luz da Terra.

“Trata-se de uma pequena porção do universo”, observou Bill Nelson, administrador da Nasa, ao exibir o registro inédito ao presidente dos EUA, Joe Biden, e vice-presidente Kamala Harris. “São galáxias que brilham ao redor de outras.”

Entre outras descobertas, Nelson destacou que o James Webb conseguiu fotografar corpos celestes de 13 bilhões de anos atrás, período em que teria acontecido o Big Bang.

 





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Vulcão entra em erupção perto da capital da Islândia –


Um vulcão entrou em erupção em uma montanha perto da capital da Islândia, Reykjavik, depois de dias de atividade sísmica na área, informou o Escritório Meteorológico da Islândia na quarta-feira 3.

Imagens e transmissões ao vivo dos meios de comunicação locais mostraram lava e fumaça saindo de uma fissura no solo ao lado da montanha Fagradalsfjall, que no ano passado sofreu uma erupção que durou seis meses.

Turistas e moradores devem evitar a área devido aos gases tóxicos, embora não haja risco imediato de danos à infraestrutura, segundo o Departamento de Proteção Civil e Gerenciamento de Emergências. Um “código vermelho” foi declarado para proibir os aviões de sobrevoar o local.

“Atualmente, não houve interrupções nos voos de e para a Islândia e os corredores de voos internacionais permanecem abertos”, declarou o Ministério das Relações Exteriores do país em comunicado.

A Península de Reykjanes é um ponto quente vulcânico e sísmico, e a erupção ocorreu a apenas 25 quilômetros de Reykjavik e a 15 quilômetros do aeroporto internacional do país.

Localizada entre as placas tectônicas da Eurásia e da América do Norte, entre as maiores do planeta, a Islândia sofre frequentemente terremotos e tem alta atividade vulcânica, pois as duas placas se movem em direções opostas.





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Médicos brasileiros separam gêmeos siameses unidos pelo crânio


Unidos pelo crânio e pelo cérebro, os gêmeos siameses Arthur e Bernardo, de 3 anos, foram submetidos a uma cirurgia de separação, no Instituto Estadual do Cérebro Paulo Niemeyer (IEC), no centro do Rio de Janeiro. O procedimento, bancado pelo SUS, foi considerado extremamente complexo.

A separação enfim pôde ocorrer, depois de nove cirurgias, sendo que a última contou com uma duração de 13 horas. Além de uma equipe de médicos e enfermeiros brasileiros, o procedimento recebeu acompanhamento on-line do cirurgião inglês Owase Jeelani, referência internacional nesse tipo de operação, e de sua equipe no Reino Unido. Os especialistas usaram fones de ouvido e operaram juntos na mesma “sala de realidade virtual”.

“Esses gêmeos se enquadraram na classificação mais grave, mais difícil e com maior risco de morte para os dois. Quando você tem 1% de chance, você tem 99% de fé”, afirma Gabriel Mufarrej, neurocirurgião que coordenou a equipe no Brasil.

História de superação

Nascidos em Roraima, os gêmeos siameses chegaram ao IEC quando completaram 8 meses de vida. Mas Adriely e Antônio, os pais dos gêmeos, descobriram no ultrassom que havia algo errado com os bebês, aos seis meses de gestação. “Eles falaram que era uma coisa estranha. Uma cabeça com dois corpos”, contou o pai. 

Segundo os médicos, Arthur e Bernardo compartilhavam cerca de 15% do cérebro. A primeira cirurgia foi batizada de cirurgia do medo, com risco de morte. As seguintes foram acontecendo com intervalos de três a quatro meses para desconectar uma veia importante, responsável por conduzir o sangue de volta ao coração.

Depois de três anos de internação, a cirurgia de separação ocorreu no sábado 30. “Como pai, é sempre um privilégio especial poder melhorar o resultado para essas crianças e sua família”, disse o médico Owase Jeelani. “Não apenas fornecemos um novo futuro para os meninos e suas famílias, mas também equipamos a equipe local com as capacidades e a confiança para realizar um trabalho tão complexo com sucesso novamente no futuro.”





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Foguete chinês descontrolado pode cair em área habitada


Um foguete chinês estão em queda descontrolada em direção ao solo terrestre. O Long March 5B entrou em órbita no domingo 24.

A espaçonave transportou o módulo de laboratório Wentian para a estação espacial da China. Ele completou a missão na segunda-feira 25, quando atracou com sucesso no local determinado.

Depois da separação da estação, entretanto, o foguete chinês começou a orbitar a Terra em uma trajetória de queda irregular. Desse modo, se tornou impossível fazer uma previsão sobre o ponto de entrada do objeto na atmosfera e mesmo o local em que ele vai cair na superfície terrestre. O Comando Espacial dos Estados Unidos afirmou ainda que a rota pode fazer com que o equipamento atinja uma região habitada, de acordo com a Revista Forbes.

“Infelizmente não podemos prever quando ou onde o impacto”, disse Jonathan McDowell, astrônomo do Centro Harvard-Smithsonian de Astrofísica que está rastreando o objeto. “Um estágio de foguete tão grande não deve ser deixado em órbita para fazer uma reentrada descontrolada. O risco para o público não é grande, mas é maior do que eu me sinto confortável.”





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“Ciência deve estar próxima da sociedade”, diz presidente do CNPq

Inaugurada no último domingo (24), a 74ª Reunião Anual da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC) é o maior evento científico da América Latina.

O evento conta com a participação do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) – uma das maiores plataformas de financiamento de pesquisas do governo federal. Evaldo Ferreira Vilela, presidente do CNPq, falou hoje (26) em entrevista ao programa A Voz do Brasil sobre a importância do estímulo da pesquisa e da ciência na sociedade e sobre a entrada das mulheres no meio científico.

“Pesquisa é para as pessoas entenderem melhor a geração de conhecimento. E conhecimento é extremamente importante para a evolução humana. A ciência deve estar próxima da sociedade”, informou.

Dentre as atrações, uma chama a atenção do público. “Quando nem tudo era gelo – Novas descobertas no Continente Antártico” reúne 160 peças do Paleoantar, projeto do Museu Nacional vinculado ao Programa Antártico Brasileiro e financiado pelo CNPq.

O projeto é dedicado a coletar e a estudar rochas e fósseis da Antártica. Entre os objetos exibidos, há oito peças resgatadas dos escombros do Museu Nacional após o incêndio que consumiu o prédio em 2018, além de ossos e de réplicas de animais pré-históricos.

“É um evento que traz a ciência para a sociedade. É uma preocupação de todos nós, cientistas, nos encontrarmos com as pessoas e podermos falar sobre ciência, benefícios, e o que é a ciência em si, que é um valor das sociedades contemporâneas”, disse o presidente do CNPq.

Para amanhã, quarta-feira (27), o evento planeja uma mesa redonda com o tema “Jovens na ciência”, composta por bolsistas vencedores do Prêmio Destaque na Iniciação Científica e Tecnológica (PICT).

Assista à entrevista:

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Rússia vai deixar a Estação Espacial Internacional –


A Rússia não vai mais participar das operações da Estação Espacial Internacional (ISS) a partir de 2024. O anúncio foi feito nesta terça-feira, 26, durante uma reunião entre o presidente Vladimir Putin e o chefe da agência espacial da Rússia, Yuri Borisov.

A decisão rompe com uma tradição de manter a cooperação espacial com o Ocidente, mesmo em momentos de tensão política, e está ligada à guerra na Ucrânia.

“É claro que cumpriremos todas as nossas obrigações com nossos parceiros, mas a decisão e a saída desta estação após 2024 foram tomadas”, afirmou Borisov, segundo a agência de notícias Tass. A saída da ISS ocorrerá de forma coordenada e pacífica.

A estação espacial é administrada em conjunto pelas agências da Rússia, dos EUA, da Europa, Japão e Canadá. A primeira peça foi colocada em órbita em 1998, e o posto avançado foi continuamente habitado por quase 22 anos. Ele é usado para realizar pesquisas científicas em gravidade zero e testar equipamentos para futuras viagens espaciais. A construção e o lançamento foram tidos como um símbolo do final da Guerra Fria.

A diretora da estação espacial da Nasa, Robyn Gatens, disse hoje que a intenção dos russos ainda não foi comunicada, conforme exigido pelo acordo intergovernamental da estação. “Nada oficial ainda”, afirmou Gatens à agência de notícias Reuters. “Nós literalmente acabamos de ver isso também. Não recebemos nada oficial.”





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O que se sabe sobre a galáxia mais antiga do universo


O telescópio espacial James Webb descobriu a galáxia mais antiga do universo, já encontrada. Trata-se da GLASS-Z13 que surgiu há 300 milhões de anos depois do Big Bang. A informação é parte de um estudo de 25 pesquisadores da Universidade de Harvard e do Centro Smithsonian de Astrofísica (EUA).

“Estamos potencialmente olhando para a luz estelar mais distante que alguém já viu”, afirmou Rohan Naidu, pesquisador do Harvard Center for Astrophysics, em entrevista à agência de notícias AFP, na quarta-feira 20. “O telescópio quebrou recordes, localizando uma galáxia que existia quando o universo tinha apenas 300 milhões de anos.”

Segundo os cientistas, devido à expansão do Universo, a galáxia já deve estar há 33 bilhões de anos-luz da Terra. Antes da descoberta, a galáxia mais antiga já conhecida era a GN-Z11, encontrada em 2015 também pelo Webb, que surgiu 400 milhões de anos depois do Big Bang, com cerca de 15 bilhões de anos-luz.

A galáxia só foi detectada por conta da luz infravermelha do telescópio, algo que não pode ser percebido ao olho nu. Segundo os pesquisadores, o Webb funciona como uma máquina do tempo. A nova descoberta mede cerca de 1,6 mil anos-luz de diâmetro. Já a Via Láctea, galáxia onde a Terra está localizada, possui 100 mil anos-luz de diâmetro, ou seja, no critério de tamanho elas ainda são menores.

James Webb

Enviado em dezembro do ano passado, Webb localiza-se a 1,5 milhão de quilômetros da Terra, sendo fruto de uma parceria entre a Nasa e a Agência Espacial Europeia. O telescópio é o maior já enviado ao espaço, demorou 30 anos para ficar pronto e custou cerca de US$ 10 bilhões.

Ao todo, 20 mil pessoas participaram do desenvolvimento da tecnologia, desde engenheiros a astrônomos. A agência dos EUA sustenta que o telescópio cria um “novo olhar para universos distantes”, em outras estrelas, e que investigue a estrutura do universo. Assim, os seres humanos podem compreender melhor o planeta Terra.

O nome do telescópio é em homenagem a James Edwin Webb (1906-1992), antigo administrador da Nasa. Webb liderou a missão Apollo, responsável por colocar os primeiros homens na Lua.





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