Science

Telescópio James Webb capta atmosfera inédita em exoplaneta

A Administração Nacional da Aeronáutica e Espaço (Nasa) informou, na terça-feira 22, que o telescópio James Webb captou uma atmosfera inédita no exoplaneta WASP-39 b. Segundo os cientistas, a atmosfera do astro é formada por átomos, moléculas, química ativa e nuvens singulares.

Para ter uma ideia, a agência espacial detectou dióxido de enxofre (SO2) no exoplaneta. Essa molécula é produzida a partir de reações químicas desencadeadas pela luz de alta energia da estrela-mãe do planeta. O composto também pode ser encontrado na camada de ozônio da atmosfera superior da Terra. O telescópio ainda conseguiu identificar outras moléculas na atmosfera do WASP-39 b; entre elas, sódio (Na), potássio (K) e vapor de água (H2O).

Apelidado de “Saturno quente”, o exoplaneta é maciço como Saturno e grande como Júpiter. Acredita-se que o WASP-39 b não seja habitável, visto que apresenta temperaturas estimadas em 870 graus Celsius e uma atmosfera composta em grande parte por hidrogênio. Ele está localizado a 700 anos-luz de distância da Terra.

A descoberta só foi possível porque os instrumentos do James Webb conseguem ver o mundo em infravermelho, para além do que os olhos humanos podem conferir. O aparelho capta impressões digitais químicas que não podem ser detectadas na luz visível, o que possibilitou a identificação do dióxido de carbono.

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Humanos vão morar na Lua ainda nesta década, diz Nasa

Entre 1969 e 1972, 12 astronautas pousaram e partiram rapidamente da superfície lunar, em seis missões do projeto Apolo. Agora estamos nos aproximando de uma nova fase. Em entrevista à BBC, Howard Hu, alto-funcionário da Nasa e líder do programa aeroespacial Orion, disse que os astronautas vão passar longos períodos na Lua a partir dos próximos anos. “Vamos enviar pessoas para a superfície lunar, e elas vão viver ali e fazer ciência”, afirmou.

Segundo Hu, a missão Artemis I, da Nasa, que decolou nas primeiras horas da manhã da quarta-feira 16, foi um “dia histórico para o voo espacial humano” porque representou um avanço na criação de habitats lunares que vão servir, no futuro, de base de apoio a missões científicas.

O evento marcante deu início a uma jornada que enviará uma espaçonave não tripulada ao redor da Lua, abrindo caminho para a agência espacial levar os astronautas à superfície lunar pela primeira vez em meio século. No topo do foguete está a espaçonave Orion, uma cápsula em forma de goma que se separou do foguete depois de chegar ao espaço.

Artemis Nasa
O foguete tem 98 metros de altura e decolou com a cápsula Orion | Foto: Reprodução/Nasa

Espera-se que a cápsula percorra cerca de 2 milhões de quilômetros, seguindo um caminho que a levará mais longe do que qualquer outra espaçonave projetada para o voo humano já percorreu, de acordo com a Nasa. Depois de orbitar a Lua, a Orion fará sua viagem de volta, completando sua jornada de 25 dias.

A cápsula está programada para cair no Oceano Pacífico, na costa de San Diego, California, em 11 de dezembro. Ao longo da missão, os engenheiros da Nasa estarão de olho no desempenho da espaçonave. A equipe avaliará se a Orion tem o desempenho esperado e estará pronta para apoiar sua primeira missão tripulada à órbita lunar, atualmente programada para 2024.

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Foto antiga registra ‘viajante do tempo’

Uma fotografia publicada nas redes sociais fez com que milhares de pessoas começassem a falar sobre um possível viajante no tempo. Trata-se de uma imagem em preto e branco na qual se detectou um homem que parece estar usando um dispositivo de tecnologia avançada para a década. Parece um telefone celular, que somente seria inventado décadas depois.

Essa foto, de acordo com o jornal The Sun, foi tirada em 1943, na capital da Islândia, Reykjavik, e o personagem suspeito é visto perto de soldados norte-americanos destacados durante a Segunda Guerra Mundial. Mas o homem não está em uniforme militar. Em vez disso, ele se destaca por usar um sobretudo de cor clara enquanto mantém a mão perto da orelha como um usuário de celular moderno faria.

Nas redes sociais, muitos disseram que se trata de um viajante do tempo, alimentando uma teoria da conspiração corrente entre determinados grupos. A foto foi postada pela primeira vez no grupo islandês do Facebook Gamlar ljósmyndir, em 2016, e sua legenda dizia: “Uma coisa que chama a atenção para esta bela foto é que acima da janela, no cantinho no meio da imagem, um homem está encostado e está no celular”.

Essa imagem também apareceu em um vídeo de teoria da conspiração no YouTube intitulado “10 casos reais de viagem no tempo que não podem ser explicados”. 

Muitos acreditam que se trata de uma viagem no tempo. Outros falaram que ele estava apenas verificando se o relógio estava funcionando, levando o pulso até o ouvido. E outros ainda disseram que ele estava simplesmente usando um cachimbo e foi coçar a orelha enquanto a foto era tirada.

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A peste marciana

QQuando o astrônomo Carl Sagan imaginou como seria enviar humanos a Marte, no livro As Ligações Cósmicas (1973), ele apresentou um problema além do custo e da complexidade dessa missão: pode haver vida no planeta vermelho, e talvez ela não seja inofensiva.

“É possível que existam patógenos em Marte”, escreveu Sagan, “organismos que, se trazidos para o ambiente da Terra, podem causar danos biológicos enormes – uma peste marciana”. O escritor Michael Crichton imaginou um cenário parecido no romance O Enigma de Andrômeda.

Situações assim, em que amostras extraterrestres carregam organismos perigosos, são exemplos da chamada contaminação reversa, em que materiais de outros mundos agridem a biosfera terrestre. “A probabilidade de que esses patógenos existam é pequena”, disse Sagan, “mas nós não podemos aceitar nenhum risco, por menor que seja, com bilhões de vidas em jogo”.

Por muito tempo, os cientistas relegaram as advertências de Sagan a um plano meramente teórico. Mas, na próxima década, vão começar a lidar concretamente com elas. A Nasa e a European Space Agency (ESA) estão se preparando para uma missão conjunta chamada Mars Sample Return.

Um rover que já está no planeta vermelho tem coletado amostras de lá, que serão buscadas por outras naves e trazidas de volta para a Terra. Ninguém pode afirmar, com certeza, que esse material não irá conter micróbios marcianos. Ou que, se eles existirem, não serão perigosos para nós, terráqueos.

Tendo essas preocupações em mente, a Nasa precisa agir como se as amostras de Marte pudessem detonar a próxima pandemia. “Como o risco não é zero, nós estamos tomando todos os cuidados para garantir que não há possibilidade de contaminação”, diz Andrea Harrington, oficial da agência responsável pelas amostras marcianas.

A Nasa pretende trabalhar com elas da mesma forma que o Centers for Disease Control lida com o vírus Ebola: bem cautelosamente. 

Assim que os fragmentos de Marte chegarem à Terra, serão levados para a Sample Receiving Facility (“estrutura recebedora de amostras”, em inglês).

Os responsáveis pela missão afirmam que esse complexo de laboratórios irá seguir um padrão chamado “nível de biossegurança 4”, ou BSL-4, e por isso será capaz de conter os patógenos mais perigosos conhecidos pelo homem.

Mas, ao mesmo tempo, ele também terá de ser impecavelmente limpo – um gigantesco ambiente estéril, para evitar que substâncias da Terra contaminem as amostras de Marte.

A Nasa não tem muito tempo. Se a missão para ir buscar o material ocorrer no prazo previsto (o que não é garantido), rochas de Marte podem chegar à Terra já em 2033. Para que a Sample Receiving Facility esteja pronta até lá, sua construção precisa começar logo.

Como não existe nenhum laboratório que seja ao mesmo tempo confinado e estéril o suficiente para a missão, quatro cientistas da Nasa, incluindo a dra. Harrington, decidiram fazer uma pesquisa – e visitaram alguns dos centros de pesquisa mais controlados que existem. O grupo foi batizado de Nasa Tiger Team RAMA.

Soa como o nome de uma unidade militar, mas é a junção da primeira letra do nome de cada participante: Richard Mattingly e Alvin Smith, ambos do laboratório de jatopropulsão da Nasa [que desenvolve os rovers e foguetes da agência]; Michael Calaway, representante do Johnson Space Center; e a dra. Harrington. [“Tiger Team” é um jargão americano usado para denominar um grupo de especialistas técnicos.]

Os quatro foram a lugares como o National Emerging Infectious Diseases Lab, em Boston, o US Army Medical Research Institute, em Maryland, e o ominoso Prédio 18 do Centers for Disease Control, em Atlanta.

O grupo visitou quase 20 laboratórios, centros de pesquisa e fábricas que lidam com horrores biológicos, mantêm salas ultralimpas ou produzem equipamentos para esses fins. Os cientistas queriam ver o que funciona bem, e o que poderia ser aproveitado ou melhorado no laboratório da Nasa.

Segundo eles, todo esse esforço e a pressa se justificam. “A missão será a primeira a trazer amostras de outro planeta”, diz Harrington. Será a primeira vez que humanos entram em contato com um outro mundo – e vamos trazê-lo até nós.

Marte é diferente

Amostras de outros pontos do Sistema Solar já foram trazidas para a Terra: rochas e poeira da Lua, coletadas por missões americanas, soviéticas e chinesas; pedaços de dois asteroides, extraídos por sondas japonesas; partículas de vento solar e de um cometa, recolhidas por naves espaciais.

Mas Marte é diferente. As amostras do planeta vermelho apresentam o que a Nasa considera um risco “significativo” de contaminação reversa, e por isso se enquadram numa categoria de missão chamada “Retorno Terrestre Restrito” (veja quadro abaixo).

Thumb para o infográfico explicando as categorias de segurança adotadas ao trazer objetos do espaço para a Terra.
Clique na imagem para abrir o infográfico. Yasmin Ayumi/Superinteressante

“Nós temos que tratar as amostras como se elas contivessem materiais biológicos perigosos”, diz Nick Bernardini, diretor de proteção planetária da Nasa.

Ele é o responsável pelos programas e procedimentos adotados para tentar impedir que micróbios terráqueos contaminem outros planetas ou luas – e que material extraterrestre faça mal à Terra.

Para o cientista John Rummel, que trabalhou para a Nasa entre 1987 e 2008 e foi diretor de exobiologia da agência, ela está certa em levar os riscos a sério, ainda que sejam pequenos e pareçam coisa de ficção científica. “Existem incertezas com relação ao potencial biológico [de Marte]”, diz ele. “Marte é um planeta. Nós não sabemos como ele funciona.”

O objetivo da Mars Sample Return é justamente entender melhor o planeta vermelho. E isso já começou. O rover Perseverance, que a Nasa pousou em Marte no ano passado, já está coletando amostras.

Elas serão levadas, pelo próprio Perseverance ou por um helicóptero robótico, até um segundo veículo, equipado com um foguete – que transportará as amostras até a órbita marciana, onde uma nave construída pela ESA irá pegar o material e voar com ele de volta para a Terra.

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As amostras, devidamente protegidas, cairão no Utah Test and Training Range, uma área militar no deserto de Utah, no oeste americano (veja infográfico abaixo), de onde serão transportadas para a Sample Receiving Facility.

Thumb para o infográfico explicando como o Mars Sample Return trará amostras de Marte para a Terra.
Clique na imagem para abrir o infográfico. Yasmin Ayumi/Superinteressante

O grande desafio tecnológico envolvido na construção do laboratório é que ele tem de conciliar dois objetivos conflitantes: evitar que a amostra marciana saia, e que coisas da Terra entrem. Pode parecer a mesma coisa, mas não é.

As salas ultralimpas trabalham com pressão de ar positiva, maior que a do ambiente externo. Isso significa que, se houver um vazamento, o ar vai escapar para fora da sala – evitando que contaminantes entrem nela. Já os laboratórios de alto confinamento, como os BSL-4, trabalham da maneira oposta.

Eles operam com pressão de ar negativa, menor que a externa – dessa forma, se houver um vazamento, as partículas contidas no ar do laboratório [como micro-organismos perigosos] não conseguirão sair dele.

A Nasa vai precisar das duas coisas: pressão positiva, para manter as amostras imaculadas, e pressão negativa, para evitar que elas vazem. É difícil alcançar essas duas condições no mesmo espaço físico.

Isso poderá exigir estruturas concêntricas e sistemas de ventilação sofisticados. Nenhum laboratório já construído pela humanidade consegue fazer essas coisas na escala que será exigida pelo Mars Sample Return – até porque nunca foi necessário. “Não nos surpreende que isso [a tecnologia necessária] não exista”, diz Harrington.

O máximo que a equipe de cientistas da Nasa pôde fazer era ver como as salas ultralimpas e os laboratórios ultrasseguros trabalham, e tentar descobrir como combinar os dois.

Nos laboratórios BSL-4 que eles visitaram, os filtros do tipo HEPA (High Efficiency Particulate Air) eram onipresentes. Os cientistas também aprenderam sobre procedimentos de esterilização, como colocar os instrumentos num vapor de peróxido de hidrogênio, que mata todos os micro-organismos.

Mas eles ainda não descobriram se essa será a melhor forma de desinfectar os objetos que entrarem em contato com as amostras alienígenas. “A pesquisa para entender essa descontaminação está em andamento”, diz Harrington.

A Sample Receiving Facility poderá ter os pisos, tetos e paredes revestidos com uma resina epóxi, como os laboratórios BSL-4 e as salas ultralimpas às vezes têm. Mas o local onde está sendo construído o módulo orbital da agência espacial europeia (ESA), que fará parte da missão (veja no infográfico), é diferente: suas paredes são feitas de aço. Ambos os materiais poderão servir ao projeto da Nasa.

Os cientistas também pesquisaram os instrumentos e processos usados em laboratórios, como microscópios, glove boxes [caixa lacrada que permite manusear amostras por meio de luvas] e micromanipuladores robóticos, usados para trabalhar com precisão.

Em alguns estudos, os materiais analisados são colocados numa atmosfera com 100% de nitrogênio, para evitar que eles se degradem [oxidem ao entrar em contato com o ar, por exemplo]. A Nasa vai precisar fazer isso.

O grupo apresentou algumas possibilidades para a agência. Ela pode aperfeiçoar um laboratório BSL-4 já existente, e tentar torná-lo ultralimpo. Ou, investindo mais tempo e dinheiro, construir todo um complexo do zero.

A Nasa também está considerando um meio-termo: montar um laboratório de alto confinamento e inseri-lo dentro de um segundo edifício [já existente]. Seja qual for a decisão, o processo levará de 8 a 12 anos – bem no limite da missão Mars Sample Return.

Começar logo também é importante por outro motivo: quase certamente haverá atrasos e obstáculos no projeto, como dificuldades na construção, problemas burocráticos e novas exigências das autoridades regulatórias.

Isso porque conseguir permissão para lidar com amostras de Marte vai exigir bem mais papelada do que projetos puramente terrestres. A Nasa quer que o projeto siga acordos internacionais de proteção da Terra, bem como as normas da própria agência (veja quadro ao lado).

A Sample Receiving Facility também precisará ser aprovada em um estudo de impacto ambiental, e terá de lidar com vários órgãos do governo americano, como o Department of Agriculture, o Department of Health, o National Institutes of Health, o Centers for Disease Control e o Department of Homeland Security.

Mas convencer a sociedade, não só as agências governamentais, será crucial. “A transparência total é a única forma de o projeto funcionar”, afirma John Rummel. “Se você acha que uma parte dele tem que ser secreta, então é melhor não fazer.”

Por isso, os líderes do projeto terão de levar em conta o interesse público. “Não é só a perspectiva do cientista, de aprender algo novo”, diz o pesquisador Scott Hanton, editor do jornal científico Lab Manager. “É pensar: por que a vizinhança, a região, o estado, o país deveriam embarcar nesse investimento e nesse risco?”

Para ele, criar grupos de conselheiros independentes, e incluir neles alguns críticos do projeto, seria uma forma de a Nasa demonstrar boa-fé. Apesar dos riscos, Hanton acredita que vale a pena.

O investimento na construção da Sample Receiving Facility poderá resultar em melhorias nos laboratórios em geral. “Haverá desafios técnicos bem interessantes, que poderão trazer mais benefícios à humanidade do que o estudo das amostras em si.”

A dra. Harrington está bem animada com o projeto, claro. Marte é uma cápsula do tempo geológica e ambiental, e pode revelar como o nosso planeta foi bilhões de anos atrás. “Nós vamos aprender bastante sobre a evolução da Terra”, diz.

Isso poderá nos deixar um pouquinho mais perto de entender como, por exemplo, um planeta gera seres capazes de desenvolver uma nave espacial, enviá-la até outro mundo – e trazer um pedaço desse mundo de volta para o seu próprio.

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Estranha bolha de gás orbita buraco negro no centro da Via Láctea


Cientistas do observatório Atacama Large Millimeter Array (ALMA), um dos maiores complexos astronômicos do mundo, verificaram uma bolha de gás circulando no buraco negro Sagitário A*, localizado no centro da Via Láctea.

A detecção da bolha, cujo tempo de vida não ultrapassou algumas horas, pode fornecer informações sobre o comportamento dos buracos negros. Esses objetos astronômicos são extremamente misteriosos, porque são invisíveis. Sua força gravitacional é tal que nem mesmo a luz pode escapar.

A bolha de gás também pode ajudar os cientistas a entenderem o ambiente enigmático do Sagitário A*, um buraco negro supermaciço que fica no coração da Via Láctea. Ele está localizado a 27 mil anos-luz da Terra.

“Acreditamos que isso seja uma bolha de gás quente em torno de Sagitário A*, numa órbita semelhante em tamanho à de Mercúrio, mas que completa uma volta em aproximadamente 70 minutos”, explicou, em comunicado, o pesquisador Maciek Wielgus, do Instituto Max Planck de Rádioastronomia, na Alemanha. “Para que isso ocorra, a velocidade de deslocamento tem de ser enorme — cerca de 30% da velocidade da luz.”

Os pesquisadores informaram que a descoberta foi feita durante os trabalhos de apuração do consórcio internacional de cientistas, que divulgou a primeira foto do buraco negro supermaciço. Os resultados do estudo corroboram investigações anteriores, feitas por outros telescópios, que detectaram uma explosão de energia de raios-X, emitida a partir do centro da galáxia.





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Telescópio James Webb captura imagem nítida de Netuno

O telescópio James Webb, da Administração Nacional da Aeronáutica e Espaço (Nasa), capturou seus primeiros registros de Netuno. As imagens do gigante de gelo foram divulgadas nesta quarta-feira, 21, pela Nasa e pela Agência Espacial Europeia (ESA).

Segundo a agência espacial norte-americana, o registro inédito revela não apenas a visão mais nítida em 30 anos dos anéis do planeta, mas também suas principais características. Nas novas imagens, é possível ver seus anéis e algumas faixas de poeira mais fracas.

“Há três décadas que vimos pela última vez esses anéis fracos e empoeirados”, disse Heidi Hammel, cientista da equipe interdisciplinar do telescópio James Webb. “E esta é a primeira vez que os vemos no infravermelho.”

Os registros foram obtidos por meio da Near-Infrared Camera (NIRCam), que possui três filtros infravermelhos. O equipamento foi capaz de mostrar os detalhes do planeta mais distante do sistema solar.

O James Webb também capturou sete das 14 luas conhecidas de Netuno. Na imagem, um ponto de luz brilhante se destaca ao lado do planeta. Trata-se de Tritão, a lua do gigante de gelo.

James Webb Netuno
Foto: Divulgação/Nasa/ESA/CSA/STScl

Planeta vermelho

Na segunda-feira 19, a Nasa e a ESA divulgaram as primeiras imagens de Marte capturadas pelo telescópio James Webb. Segundo a agência norte-americana, o equipamento traz uma “perspectiva única” do planeta. Os registros foram feitos em 5 de setembro.

O James Webb está próximo de Marte. Por isso, consegue analisar fenômenos que ocorrem em curto prazo, como tempestades de poeira e alterações sazonais. A atividade do satélite também permite que cientistas estudem fenômenos que aconteceram em diferentes momentos do planeta marciano.

Em uma das imagens divulgadas, é possível observar os anéis da cratera Huygens, que tem cerca de 450 quilômetros de diâmetro. Nessa mesma foto, a Syrtis Major, uma rocha vulcânica escura, está aparente.

Na segunda imagem, o telescópio capturou momentos de emissão térmica. Nesse caso, a foto mostra a luz que o planeta emite à medida que perde calor.

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Cientistas produzem célula sintética com auxílio de bactérias

Pesquisadores da Universidade of Bristol, no Reino Unido, produziram uma célula sintética capaz de desempenhar várias funções-chave de uma célula viva, incluindo a geração de energia e a expressão de dores. O resultado do experimento foi publicado em 14 de setembro na revista científica Nature.

A célula artificialmente construída chegou a mudar de uma forma de esfera para uma forma mais natural de ameba nas primeiras 48 horas de “vida”. Para isso, os pesquisadores usaram duas colônias bacterianas: Escherichia coli e Pseudomonas aeruginosa.

Essas duas bactérias foram misturadas com microgotas vazias em um líquido viscoso. Uma população foi capturada dentro das gotículas, e a outra foi aprisionada na superfície das gotículas. Posteriormente, os cientistas romperam as membranas das bactérias e banharam as colônias em uma enzima chamada lisozima.

As bactérias derramaram seu conteúdo, que foi capturado pelas gotículas para criar protocélulas revestidas por membrana. Os cientistas se concentraram em demonstrar que as células eram capazes de processamentos complexos, como a produção de moléculas de armazenamento de energia.

A expectativa é que essa tecnologia possa fabricar, no futuro, módulos complexos para o desenvolvimento nas áreas de diagnóstico e terapêutica da biologia sintética.

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Pesquisadores querem explorar o espaço além do sistema solar

Pesquisadores da organização norte-americana Limitless Space Institute (LSI) pretendem levar a exploração espacial além do sistema solar. Trata-se de Harold White, físico e ex-pesquisador da Agência Espacial dos Estados Unidos (NASA), e Brian Kelly, astronauta aposentado da NASA, que estabeleceram um prazo para que esse objetivo aconteça: até o fim do século 21.
Tudo isso se traduz em dobrar o espaço-tempo para que seja possível percorrer grandes distâncias em pouco tempo. A própria física ainda impõe muitas limitações.
A Teoria da Relatividade publicada por Albert Einstein em 1905, por exemplo, afirma que nada é capaz de viajar mais rápido que a velocidade da luz no vácuo, de quase 300 mil km/segundo.
Por isso, segundo White, é necessário que evoluamos cientificamente para que o objetivo seja cumprido. “As tecnologias atuais, como propulsão química, tornam impossível realizar missões de longa distância nessa velocidade, imagine pensar além dos limites atuais impostos pela física, como o de, por exemplo, viagem na velocidade da luz”, disse.
Os cientistas da LSI avançaram nas pesquisas para desenvolver um motor de dobra capaz de modificar a lógica conhecida de espaço-tempo. O caminho passa por “inspirar e educar a próxima geração a viajar além do nosso Sistema Solar e apoiar a pesquisa e o desenvolvimento de tecnologias capacitadoras”.
A exploração do Sistema Solar, na visão dos pesquisadores, deverá levar a humanidade a encontrar materiais e recursos capazes de mudar o próprio conceito de escassez, porque já se tem conhecimento da existência de enormes jazidas minerais vagando pelo espaço.
Para seguir adiante, será necessário avançar em busca de tecnologias ainda desconhecidas, como a propulsão mais rápida que a luz, para que, de acordo com eles, as discussões saiam da ficção científica e virem realidade.

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Esqueleto humano mostra prática de cirurgias há 30 mil anos

Arqueólogos em Bornéu, uma ilha da Indonésia, desenterraram um esqueleto humano datado de 31 mil anos atrás sem a perna esquerda inferior, com sinais de que havia sido cuidadosamente amputado. A descoberta pode sinalizar que os humanos faziam avanços médicos muito antes que se pensava.

O achado foi divulgado na revista Nature nesta quarta-feira 7 pela equipe liderada por Tim Maloney, arqueólogo da Universidade Griffith, na Austrália. Segundo os pesquisadores, os ossos notavelmente intactos pertencem a um(a) jovem que morreu entre 19 e 21 anos.

Para Maxime Aubert, professor do Centro de Pesquisa Social e Cultural da Universidade Griffith, a amputação revela uma habilidade cirúrgica considerável. “Eles precisavam ter um conhecimento profundo da anatomia humana, como interromper o fluxo sanguíneo, anestesia e antissepsia. Tudo isso só se tornou a norma muito recentemente”, explica.

Antes da descoberta, os especialistas acreditavam que os humanos não tinham experiência para realizar procedimentos complicados até o surgimento da agricultura e a sedentarização entre os anos de 7 mil a.C. a 2500 a.C.

Para além das habilidades cirúrgicas avançadas, os estudiosos acreditam que os povos de Bornéu tinham conhecimento de plantas medicinais, como antissépticos. “É surpreendente que este adolescente sobreviveu ao procedimento e tenha vivido muitos anos depois”, afirma Charlotte Roberts, professora do Departamento de Arqueologia da Universidade de Durham, no Reino Unido.

Assine a Oeste

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Supertelescópio da Nasa encontra nuvens de areia em exoplaneta

O supertelescópio da Administração Nacional da Aeronáutica e Espaço (Nasa) James Webb encontrou nuvens de areia em um raro exoplaneta. Segundo a equipe responsável pela descoberta, é a primeira vez que foi possível observar esse tipo de fenômeno em um corpo celeste fora do sistema solar.

As nuvens espessas são ricas em grãos de silicato (formado por silício e oxigênio) e estão no entorno de uma anã marrom, chamada VHS 1256 b, que tem quase 20 vezes o tamanho de Júpiter.

Além das nuvens de areia, o supertelescópio da Nasa detectou água, metano, monóxido de carbono, dióxido de carbono, sódio e potássio na atmosfera do exoplaneta. O VHS 1256 b, localizado a 72 anos-luz da Terra, na constelação do Corvo, foi descoberto em 2016. Ele costuma chamar a atenção dos astrônomos por causa de seu brilho avermelhado.

Os dados obtidos pelo James Webb são tão detalhados que mostraram que a proporção de vários gases muda em toda a atmosfera da anã marrom — o que sugere se tratar de um local selvagem e turbulento.

“Em uma atmosfera calma, há uma proporção esperada de, digamos, metano e monóxido de carbono”, explicou Sasha Hinkey, astrônomo da Universidade de Exeter, no Reino Unido, à revista Forbes. “Mas, em muitas atmosferas de exoplanetas, estamos descobrindo que essa proporção é muito distorcida, sugerindo que há uma mistura vertical turbulenta nessas atmosferas.”

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