CBF revoluciona arbitragem: Profissionalização com salários e apoio total

CBF revoluciona arbitragem: Profissionalização com salários e apoio total

Profissionalização da arbitragem brasileira ganha novo capítulo com contratação de 72 árbitros, salários mensais e suporte completo.

Um marco histórico para o futebol nacional

A Confederação Brasileira de Futebol (CBF) anunciou um feito inédito na história do esporte no país: o lançamento do primeiro modelo de profissionalização da arbitragem. A iniciativa prevê a contratação de equipes fixas de árbitros para atuar nas partidas profissionais do Brasileirão Série A ao longo do ano. Este avanço representa uma mudança significativa, saindo do modelo de freelancers para uma estrutura formal e dedicada.

Novos tempos para os árbitros: Salários e suporte integral

Com a nova proposta, os árbitros passarão a receber salários mensais, além de taxas variáveis e bônus por desempenho. A dedicação principal será à atividade, embora a exclusividade não seja obrigatória. O programa também inclui um robusto sistema de apoio, com acompanhamento técnico, psicológico e preparação física. Serão 72 profissionais contratados, incluindo 20 árbitros centrais, 40 assistentes e 12 árbitros de vídeo (VAR), muitos deles já com credenciamento da FIFA. Ao final de cada temporada, haverá um sistema de avaliação com possibilidade de rebaixamento e promoção, incentivando a excelência contínua.

Presidente da CBF destaca a importância da mudança

Samir Xaud, presidente da CBF, ressaltou a relevância da iniciativa, afirmando que “É um movimento que segue as melhores práticas de outras grandes federações do mundo“. Ele lamentou que a pauta da profissionalização estivesse “adormecida na CBF” por tanto tempo. Xaud enfatizou que, por décadas, os árbitros estiveram à margem da atenção da entidade, sendo lembrados apenas por erros, muitas vezes por falta de apoio, investimento e preparo adequado. “Não mais“, declarou, prometendo um futuro com mais suporte e desenvolvimento para esses profissionais.

Avaliação contínua e investimento expressivo

Os 72 árbitros serão submetidos a avaliações sistemáticas por observadores e uma comissão técnica, com notas baseadas em controle de jogo, aplicação de regras, desempenho físico e comunicação. Um ranking será atualizado a cada rodada. O programa, desenhado em 2023 com a participação de clubes, federações e consultores internacionais, tem um investimento previsto de R$ 195 milhões para os biênios 2026 e 2027. A implementação oficial está marcada para março, com a implantação das contratações e do novo padrão de funcionamento da arbitragem.


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