O ministro do Turismo, Celso Sabino, reagiu à sua expulsão do União Brasil nesta segunda-feira (8) com uma declaração em redes sociais, afirmando ter saído “de cabeça erguida” e se considerando “injustiçado”. A fala foi interpretada como uma alfinetada direcionada a dois focos principais dentro do partido: o presidente da Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj), Rodrigo Bacellar, e políticos da sigla que estariam apreensivos com as investigações sobre o caso do Banco Master.
Aliados de Celso Sabino apontam que diversos membros do União Brasil demonstram preocupação crescente com o andamento das investigações acerca do Banco Master. A tensão se deve às conexões políticas do banqueiro Daniel Vorcaro com figuras proeminentes do União Brasil. Enquanto Sabino foi expulso por não ter deixado o governo Lula, como exigido pelo partido, Rodrigo Bacellar, que foi alvo de operação da Polícia Federal no último dia 3, sequer enfrenta um processo interno na legenda. A PF suspeita que Bacellar tenha vazado informações da Operação Zargun, que investigava ligações criminosas com o Comando Vermelho.
Apesar do desconforto gerado por essas situações, os temas não foram oficialmente abordados durante a reunião do União Brasil nesta segunda-feira. A sigla optou por não comentar o assunto, e nos bastidores, a justificativa para as ações distintas é que se tratam de “casos distintos”, e que Celso Sabino passou por um processo de ética interno.
A expulsão de Celso Sabino do União Brasil, motivada pela sua permanência no governo Lula, contrasta com a falta de medidas disciplinares contra Rodrigo Bacellar, apesar de este ser alvo de investigação da Polícia Federal. O caso Banco Master também adiciona uma camada de complexidade às relações internas do partido, com membros apreensivos devido às ligações de figuras políticas com o banqueiro Daniel Vorcaro. A situação expõe **tensões internas no União Brasil**, com o ministro do Turismo se sentindo **injustiçado** em meio a um cenário de **investigações** e **divergências políticas**.
A **expulsão de Celso Sabino** evidencia uma **ruptura significativa** dentro do União Brasil. A declaração do ministro, de que é **”ficha limpa”**, busca reforçar sua posição e, ao mesmo tempo, **criticar as decisões do partido**. A referência a ter sido **”injustiçado”** ressoa com o incômodo de seus aliados em relação à **desproporcionalidade** das ações partidárias. A **ausência de processo interno** contra Rodrigo Bacellar, mesmo diante de investigações da PF, é um ponto central na crítica velada de Sabino e seus apoiadores. O **caso Banco Master**, com suas ramificações políticas, adiciona um elemento de **pressão e apreensão** para diversos membros do União Brasil, que agora veem suas posições sob escrutínio.
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