Celso Sabino expulso do União Brasil: Ministro do Turismo desafia partido e permanece no governo Lula
Decisão ocorre após cúpula do União Brasil romper com o governo federal, mas Sabino alega injustiça e cumpre agenda importante.
Rompimento e Desobediência Partidária
O ministro do Turismo, Celso Sabino, foi oficialmente expulso do União Brasil nesta segunda-feira, 8. A drástica medida partiu da cúpula do partido, que determinou o rompimento com o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Sabino, no entanto, desobedeceu à ordem para deixar o cargo, o que gerou o processo disciplinar na Comissão de Ética da legenda.
A Defesa de Sabino e a COP-30
Diante da pressão, Sabino já havia manifestado sua intenção de não se afastar do ministério, especialmente em um momento crucial para o país. Ele argumentou que não poderia deixar o governo às vésperas da realização da Conferência do Clima das Nações Unidas (COP-30), que terá o Pará como sede. A responsabilidade com um evento de tamanha magnitude internacional pesou em sua decisão de permanecer.
Sentimento de Injustiça e Apoio a Lula
Em suas declarações após a expulsão, Celso Sabino expressou um misto de sentimentos. “Saio com o sentimento de que fui injustiçado, mas saio com a cabeça erguida”, afirmou o agora ex-membro do União Brasil. Ele reiterou seu compromisso com a atual gestão federal, declarando: “Sigo ao lado do melhor presidente que o Brasil já teve”. A decisão do partido, portanto, não o afastou do cargo ministerial, mas sim do vínculo partidário.
A expulsão de Celso Sabino do União Brasil evidencia as complexas dinâmicas políticas e os desafios de alinhamento entre as siglas e seus representantes em cargos no Executivo. Enquanto o partido busca redefinir sua posição no cenário político nacional, o ministro do Turismo foca em suas atribuições ministeriais, especialmente em relação à preparação para a COP-30.
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