Centrão: Aliado de Flávio Bolsonaro, mas com olho em Lula?

Jogo Cruzado no Planalto: A Estratégia do Centrão

O Centrão, grupo político conhecido por sua habilidade em negociações e articulações, parece estar jogando um jogo complexo nas eleições de 2026. Inicialmente, o grupo demonstrou um forte apoio à candidatura de Flávio Bolsonaro, com a federação União Progressista (PP e União Brasil) declarando-se “entusiasta” de seu nome. Essa aproximação, contudo, não impediu que o grupo mantivesse laços com o governo de Lula, gerando um cenário de “jogo cruzado” que chama a atenção.

Ministérios e Alianças: Sinais de Reconciliação

A aparente ruptura entre o Centrão e o governo Lula parece ter se dissipado. André Fufuca, do PP, segue como ministro dos Esportes, um sinal claro de pacificação. No União Brasil, após turbulências, a sigla conseguiu indicar Gustavo Feliciano como sucessor de Celso Sabino, com o aval de Rueda e um encontro estratégico com a ministra Gleisi Hoffmann. Essas movimentações sugerem que o interesse em manter canais abertos com o Executivo federal é uma prioridade.

O Caso de Tarcísio de Freitas e a Estratégia Eleitoral

Um exemplo notório dessa estratégia é o ensaio de ruptura do PP com Tarcísio de Freitas em São Paulo. O partido, que detinha a relevante pasta de segurança pública com Derrite, agora cogita lançar candidatura contra o governador. Essa manobra pode ter o objetivo de **prender Tarcísio de Freitas eleitoralmente**, dificultando seu avanço rumo ao Planalto e, consequentemente, enfraquecendo um potencial rival tanto para Flávio Bolsonaro quanto, e talvez principalmente, para Lula. A política, assim como o futebol, é feita de dribles e lances inesperados, e o Centrão parece estar posicionado como o “volante de construção” em 2026, buscando garantir o poder para o grupo.

A Vitória Silenciosa de Lula?

Enquanto Flávio Bolsonaro busca consolidar seu apoio, a estratégia do Centrão de manter pontes com o governo Lula pode resultar em uma vitória inesperada para o presidente. A capacidade de articular e apaziguar relações, mesmo em meio a apoios aparentemente contraditórios, é o que os “mágicos da política” estão construindo. Essa tática de “apaziguar com Lula” pode ser a **vitória que ninguém estava enxergando**, mas que se revela como uma jogada de mestre, garantindo estabilidade e poder ao grupo político.


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