Ala do Centrão adia definição sobre apoio a Flávio Bolsonaro para 2026
Uma parte significativa do Centrão demonstra relutância em tomar uma decisão imediata sobre a candidatura de Flávio Bolsonaro à Presidência em 2026. A avaliação predominante é que a definição de um nome para a disputa presidencial deve ocorrer apenas no próximo ano, com a crença de que “em dezembro, nunca se decide um nome”.
Apesar de reconhecerem que Flávio Bolsonaro “tem diálogo com muita gente” e possui potencial para se fortalecer, os membros do bloco também levam em conta a sua atual posição. O senador tem uma eleição considerada tranquila para mais um mandato de oito anos como senador do Rio de Janeiro. Existe a percepção de que é improvável que o parlamentar abra mão do pragmatismo de uma reeleição segura para se envolver em uma “bola dividida” na disputa contra Lula.
Candidatura de Flávio Bolsonaro mantém o nome da família em evidência
Por outro lado, alguns analistas políticos avaliam que o anúncio da pré-candidatura de Flávio Bolsonaro tem um mérito estratégico de comunicação. A iniciativa, segundo essa visão, mobiliza as atenções para a família Bolsonaro até o início do ano que vem, o que seria um acerto, pois “deixa a chama acesa” e mantém o nome do ex-presidente em evidência.
O senador anunciou publicamente, na última sexta-feira, 8, que recebeu o aval de seu pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), para concorrer à Presidência e se apresentar como o nome do bolsonarismo na disputa. No mesmo dia, figuras importantes da família Bolsonaro, como Eduardo e Michelle, utilizaram as redes sociais para manifestar apoio à escolha.
Flávio Bolsonaro condiciona retirada da candidatura à liberdade do pai
No fim de semana, Flávio Bolsonaro, o “filho 01” de Jair Bolsonaro, declarou em entrevista à TV Record que o único “preço” para não prosseguir com sua pré-candidatura seria ter a liberdade de seu pai, com o nome dele nas urnas. Essa afirmação reforça a ligação entre a sua eventual candidatura e a figura do ex-presidente.
A reunião de Flávio Bolsonaro com os presidentes do PL, União e PP, sem a presença do Republicanos (partido de Tarcísio de Freitas), também sinaliza as complexidades e articulações em curso dentro do espectro político alinhado ao ex-presidente. A ausência do Republicanos pode indicar divergências ou um posicionamento mais cauteloso por parte do partido.
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