Diante das intensas manifestações que começaram no último fim de semana de novembro, o Partido Comunista Chinês anunciou o afrouxamento — mas não o fim — das medidas da política de covid zero na China.

Entre as mudanças, segundo documentos oficiais citados pela imprensa internacional, “pessoas infectadas assintomáticas e casos leves podem ser isolados em casa”. Até então, essas pessoas eram enviadas para centros de quarentena, onde geralmente não recebiam tratamento, mas eram isoladas do restante da população.

Além disso, o país reduzirá a frequência das testagens. Até agora, os residentes tinham de apresentar testes realizados no prazo de 48 ou 72 horas para entrar na maioria dos locais públicos. Uma reunião com um funcionário público, mesmo de escalão inferior, normalmente tinha de ser precedida de três testes negativos de covid, realizados nos três dias anteriores.

Os testes em larga escala serão realizados apenas em “escolas, hospitais, asilos e locais de trabalho de alto risco”, informou o governo de Xi Jinping. Antes dessa decisão, cidades testavam sistematicamente a população mesmo que existisse um único caso da doença, formando filas intermináveis.

O descontentamento da população com a política restritiva da China tem sido abafado, inclusive nas redes sociais. Em 23 de novembro, trabalhadores da Foxxcon, contratada da Apple que produz 70% dos iPhones do mundo, .

No dia seguinte, um incêndio em um prédio em Urumqi, capital da Província de Xinjiang, deixou dez mortos, o que foi o estopim dos protestos, já que pessoas não teriam sido salvas em razão dos bloqueios da covid.

O anúncio de quarta-feira subiu rapidamente para o tópico mais visto na plataforma chinesa Weibo, com muitas pessoas esperando um retorno à normalidade depois de três anos de severas restrições, capazes de confinar cidades inteiras. Nessas situações os moradores só têm autorização para sair em caso de grave emergência. “É hora de nossas vidas voltarem ao normal e de a China voltar ao mundo”, escreveu um usuário do Weibo, segundo a agência Reuters.





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