CNJ recebe nova denúncia contra ministro do STJ Marco Buzzi por assédio sexual

Nova denúncia de assédio sexual contra ministro do STJ Marco Buzzi é recebida pelo CNJ

O Conselho Nacional de Justiça (CNJ) confirmou o recebimento de uma **nova denúncia de assédio sexual** contra o ministro Marco Buzzi, do Superior Tribunal de Justiça (STJ). A vítima relatou **fatos análogos** aos de uma acusação anterior, levando à abertura de uma nova reclamação disciplinar contra o magistrado.

Ministro Marco Buzzi nega as acusações e defesa alega vazamento

Em nota oficial, a defesa de Marco Buzzi reiterou que o ministro **não cometeu qualquer ato impróprio** e criticou o que considera um **vazamento de informações** não checadas, que estariam tentando constranger o devido processo legal e influenciar indevidamente futuras decisões judiciais. Os advogados afirmam que ainda não tiveram acesso aos autos do processo, embora já tenham solicitado habilitação.

A defesa também levantou a questão de que a oitiva realizada sem a presença do reclamado fere o artigo 62 do Estatuto Interno do CNJ, comprometendo a regularidade do procedimento. Eles se dizem confiantes de que a inocência do ministro será comprovada nos âmbitos dos procedimentos instaurados.

Primeira denúncia envolve jovem de 18 anos em Balneário Camboriú

A primeira acusação contra o ministro Marco Buzzi veio à tona na semana passada. Segundo o relato, o magistrado teria **tentado agarrar à força uma jovem de 18 anos** que passava férias com a família na casa dele em Balneário Camboriú, Santa Catarina. A jovem teria se desvencilhado e contado o ocorrido aos pais, que deixaram o local no mesmo dia.

Este caso resultou na abertura de uma sindicância no STJ para apurar os fatos. É provável que a nova denúncia também seja investigada pelo tribunal. As investigações administrativas no STJ e no CNJ podem levar à **aposentadoria compulsória** do ministro.

Investigação tramita no STF e ministro se afastou temporariamente

Paralelamente às apurações administrativas, o boletim de ocorrência registrado pela família da primeira vítima foi encaminhado ao Supremo Tribunal Federal (STF), foro competente para processar e julgar ministros de cortes superiores. A investigação no STF está sob a relatoria do ministro Kassio Nunes Marques.

Na quinta-feira, 5, Marco Buzzi apresentou um atestado médico ao presidente do STJ, Herman Benjamin, e foi internado em um hospital em Brasília. O atestado tem duração de dez dias, podendo ser renovado. Nos bastidores do tribunal, especula-se sobre um possível **afastamento das atividades** do ministro enquanto as investigações estiverem em andamento.

O CNJ ressaltou que ambos os casos tramitam sob **sigilo**, medida considerada indispensável para preservar a intimidade e integridade das pessoas envolvidas, bem como para a adequada condução das investigações.


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