Relatório americano levanta suspeitas sobre a liberdade de expressão no Brasil
Uma comissão da Câmara dos Representantes dos Estados Unidos, majoritariamente composta por aliados do ex-presidente Donald Trump, divulgou um relatório preliminar que acusa o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes de promover censura no Brasil. Segundo o documento, as ações do ministro podem comprometer a liberdade de expressão e a integridade das eleições presidenciais de 2026. O relatório foca nas ordens de Moraes contra a família Bolsonaro e seus apoiadores, argumentando que estas limitam a manifestação online.
Bolsonaristas nos EUA criticam Moraes e buscam apoio
Eduardo Bolsonaro, ex-deputado e filho do ex-presidente Jair Bolsonaro, elogiou o presidente da Comissão Judiciária, Jim Jordan, e criticou Alexandre de Moraes, alegando que o ministro favorece o PT e o presidente Luiz Inácio Lula da Silva. O relatório cita especificamente as ações judiciais contra Eduardo Bolsonaro, que é réu no Brasil por coação e obstrução de Justiça, e sua atuação em favor de sanções contra autoridades brasileiras. O documento também menciona o inquérito das fake news, do qual Eduardo é um dos alvos.
Preocupações com a lisura das eleições de 2026
O relatório, intitulado “O ataque à liberdade de expressão no exterior: O caso do Brasil Parte III”, afirma que as ordens de Moraes contra a família Bolsonaro podem afetar a capacidade de se expressarem online nos meses que antecedem a eleição presidencial brasileira, levantando questionamentos sobre a lisura do pleito. A comissão ressalta que preocupações semelhantes surgiram em 2022, quando o STF emitiu ordens de censura contra conteúdo negativo sobre o candidato Lula da Silva, cuja eleição foi decidida por uma margem estreita. O documento também aponta que as decisões de Moraes atingiram a liberdade de expressão de usuários americanos em plataformas como X e Rumble, forçando big techs a escolherem entre cumprir ordens de “censura” ou enfrentar consequências legais e financeiras.
As acusações do relatório americano repercutem politicamente e foram endossadas por figuras ligadas ao bolsonarismo. Paulo Figueiredo, youtuber e aliado do grupo, declarou em suas redes sociais que continuará trabalhando para expor as ordens de Moraes a empresas americanas, desafiando o ministro a “reclamar com o Trump”. Eduardo Bolsonaro também manifestou sua insatisfação, acusando Moraes de tentar obter acesso a seus dados sigilosos nos EUA e prometendo que “isso não vai ficar assim”, indicando o início de “uma grandíssima dor de cabeça” para o ministro e outros no Brasil.
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