CPI do Crime Organizado: Cunhado de Daniel Vorcaro e Ex-Dirigentes do BC na Mira
Comissão avança em investigações sobre o Banco Master, pedindo quebras de sigilo e convocações de figuras-chave.
Fabiano Zettel e ex-funcionários do Banco Central são alvos de novos requerimentos.
A CPI do Crime Organizado deu passos significativos em suas investigações nesta quarta-feira, 11, aprovando uma série de requerimentos que visam aprofundar o cerco sobre o Banco Master e seus envolvidos. Entre os principais alvos estão Fabiano Zettel, cunhado do banqueiro Daniel Vorcaro, e ex-dirigentes do Banco Central.
A comissão votou pela quebra dos sigilos bancário, fiscal, telefônico e telemático de Fabiano Zettel. Ele é apontado como o intermediário e coordenador das empresas de fachada de Vorcaro, além de ser o responsável por repassar cerca de R$ 1 milhão por mês para Luiz Philippi Machado de Moraes Mourão, o “Sicário”, financiar suas atividades e as de um grupo que atuava como milícia privada a serviço do banqueiro.
Convocações e pedidos de informação focam em ex-chefes do Banco Central.
Além disso, a CPI aprovou a convocação de Bellini Santana, ex-chefe do Departamento de Supervisão Bancária, e Paulo Sérgio Neves de Souza, ex-diretor de Fiscalização do BC. A comissão também requisitou informações detalhadas sobre o processo administrativo que levou à demissão de ambos. Paulo Sérgio Neves de Souza é suspeito de ter atuado como um “consultor informal” do Master dentro do órgão, recebendo recursos para auxiliar Vorcaro a contornar a fiscalização.
O ex-diretor de Fiscalização teria vendido uma fazenda de café por R$ 3 milhões a um fundo de investimentos ligado a Zettel. Já Bellini teria retardado o envio de documentos cruciais à Polícia Federal, que poderiam ter embasado a primeira prisão de Daniel Vorcaro.
Investigações se estendem a “Sicário” e outros nomes ligados ao Banco Master.
A CPI também solicitou ao ministro do STF, André Mendonça, o envio de dados de investigações sobre o Banco Master. Foi pedida, ainda, a quebra dos sigilos bancário, fiscal, telefônico e telemático de Luiz Philippi Machado de Moraes Mourão, o “Sicário”, e informações sobre seu recente óbito. “Sicário” cometeu suicídio poucas horas após ser preso pela Polícia Federal no dia 4 deste mês, mesmo dia em que Zettel e Vorcaro foram detidos.
As investigações revelaram mensagens onde Daniel Vorcaro dava ordens ao “Sicário” para intimidar funcionários, desafetos e até mesmo para agredir o jornalista Lauro Jardim, colunista do jornal O Globo. A CPI deixou para outra oportunidade a análise de requerimentos que visavam convocar o ex-senador José Pedro Gonçalves Taques e o ex-ministro João Roma, além de quebras de sigilo destes.
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