Relator da CPI do Crime Organizado cobra de Lewandowski proposta para frear tráfico nas fronteiras
O relator da CPI do Crime Organizado no Senado, Alessandro Vieira (MDB-SE), pressionou o ministro da Justiça, Ricardo Lewandowski, por propostas efetivas para o combate ao tráfico nas fronteiras brasileiras. Em resposta, Lewandowski foi enfático ao afirmar que a solução reside em um aumento significativo de recursos financeiros, descrevendo o investimento atual no setor como “pífio”. “Sem dinheiro não se faz segurança pública”, declarou o ministro, ressaltando a necessidade de verbas robustas para enfrentar a complexidade do problema.
A infraestrutura necessária para barrar o crime organizado
Vieira questionou a capacidade do Brasil de conter o fluxo de drogas e armas, argumentando que a magnitude das apreensões sugere o uso de infraestrutura sofisticada, e não o transporte por meios precários. “Estamos falando de toneladas. Toneladas exigem infraestrutura. O que nós precisamos?”, indagou o relator, buscando entender as necessidades específicas para uma atuação mais eficaz. Lewandowski mencionou a intenção do governo de constitucionalizar o Fundo Nacional de Segurança Pública (FNSP), visando garantir verbas perenes e não contingenciáveis para o sistema de segurança.
Investimento em segurança pública aquém do necessário
O ministro apresentou dados que ilustram o subfinanciamento da área, apontando que o FNSP teve um orçamento de R$ 2,003 bilhões em 2022 e um aumento modesto para R$ 2,439 bilhões em 2025. “Aumento de meio bilhão. Isso não é nada”, criticou Lewandowski, enfatizando que esses valores são insuficientes diante da ameaça à segurança pública nacional. A vinda de Lewandowski à CPI teve como objetivo apresentar um “diagnóstico fidedigno da ameaça” e avaliar a eficácia das políticas públicas atuais.
CPI foca em soluções, não em espetáculo midiático
Em outro ponto, Alessandro Vieira anunciou que a CPI não realizará prisões por falso testemunho, criticando a prática de convocar investigados como testemunhas para gerar manchetes. “Essa é uma CPI com uma característica diferente de outras. Essa é uma CPI que busca respostas para construir alguma coisa. Não interessa o efeito midiático”, afirmou o relator, em resposta a críticas sobre a sessão esvaziada. A comissão busca, segundo Vieira, evitar situações que beiram o abuso de autoridade e o ridículo, focando em resultados efetivos para o combate ao crime organizado.
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