CPI do Master: Fôlego com ‘Gabinete do Ódio’ e Temor Político

O caso Banco Master ganha contornos de escândalo nacional.

A recente liquidação do Banco Master, que já foi palco de cenas dramáticas como a prisão de seu banqueiro prestes a fugir do país, agora domina as discussões nas redes sociais. A razão não é fortuita: investigações apontam para uma **ação coordenada e milionária de ataques** a instituições e autoridades, indicando a atuação de um verdadeiro ‘gabinete do ódio’ em benefício do banqueiro Daniel Vorcaro.

Assinaturas recordes para a CPI, mas resistência política à vista.

Essa revelação impulsionou o pedido de uma CPI do Master, que alcançou um número recorde de assinaturas. Até a última sexta-feira, 9, a comissão contava com o apoio de 208 deputados e 37 senadores, número suficiente para sua instalação. No entanto, o caminho para a investigação não parece ser pacífico. Há um temor generalizado entre os congressistas de que Vorcaro possa firmar uma delação premiada, expondo uma extensa rede de relacionamentos políticos de diversas colorações partidárias.

Congresso e Governo buscam brechas para esvaziar a investigação.

Nos bastidores, o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), já sinalizou sua falta de interesse em dar andamento à investigação. Paralelamente, o governo demonstra cautela. A base de apoio ao presidente Lula tem mantido distância do pedido, com apenas três parlamentares de partidos governistas assinando a lista, segundo Carlos Jordy (PL-RJ), responsável pela coleta. O Planalto, por sua vez, já articula um discurso de apoio à investigação, mas alega falta de ‘viabilidade pragmática’ para a CPI no ano eleitoral, devido ao provável esvaziamento do Congresso.

Mudança de discurso após popularização do escândalo.

Inicialmente, o tema envolvia embates entre o Tribunal de Contas da União e o Banco Central, sem grande repercussão pública. Contudo, o escândalo envolvendo influenciadores e os pagamentos milionários popularizaram a pauta, alcançando eleitores e gerando um alerta no governo. A preocupação de Lula e seu ministro da Fazenda, Fernando Haddad, com o caso reflete a nova dinâmica, onde o silêncio poderia ser interpretado como omissão diante de um escândalo que ganha fôlego.


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