Defesa de Lulinha nega relação com esquema no INSS e promete provar inocência

Lulinha se defende de acusações em esquema do INSS e alega inocência

A defesa de Fábio Luís Lula da Silva, conhecido como Lulinha, negou veementemente qualquer envolvimento do filho do presidente Luiz Inácio Lula da Silva em um esquema de fraudes no Instituto Nacional do Seguro Social (INSS). Segundo o advogado Marco Aurélio, as movimentações financeiras nas empresas de Lulinha têm relação direta com a **venda de participação acionária em contratos**, configurando uma receita privada e não ligada à administração pública.

Atividades privadas e mudança para a Espanha como argumento de defesa

O advogado explicou que Lulinha está focado em uma **atuação meramente privada**, sem conexões com o setor público brasileiro. Ele também destacou que Fábio Luís mudou-se para a Espanha em 2024, um ano antes do início das investigações, como parte de um plano traçado desde 2023 para criar e educar seus filhos no exterior. Essa mudança, segundo a defesa, demonstra que as acusações são infundadas e que a oposição não tem como alterar a realidade dos fatos.

Marco Aurélio reiterou que a defesa apresentará diretamente ao ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal, esclarecimentos sobre os pontos que possam ter gerado dúvidas. Ele confirmou que Lulinha esteve em Portugal, mas negou que ele estivesse envolvido na prospecção de um negócio de fabricação de cannabis medicinal. Segundo a defesa, a relação contratual ocorreu entre a empresária Roberta Luchsinger e o empresário conhecido como “Careca do INSS”, e não com Fábio Luís.

Pagamentos ao pai e ao ex-dono do sítio de Atibaia explicados pela defesa

Sobre os repasses recebidos por Lulinha do presidente Lula, no valor total de R$ 721.309,70, a defesa afirmou que se tratam da **quitação de empréstimos** feitos pelo filho ao pai durante o período em que Lula esteve preso, e também de **antecipações de herança**. Esses valores, segundo o advogado, foram devidamente declarados no Imposto de Renda de ambos.

Os pagamentos mensais de Lulinha a Jonas Suassuna, ex-dono do sítio de Atibaia, foram justificados como **pagamentos de aluguel** pelo apartamento em que Fábio Luís residia em São Paulo. A defesa ressaltou que Lulinha possui um contrato de aluguel válido para o imóvel.

Presunção de inocência e diálogo com o pai

Marco Aurélio relatou que o presidente Lula incentivou o filho a se defender publicamente e a colaborar com as investigações. Lulinha teria conversado com o pai em dezembro passado, quando recebeu o conselho de se defender, pois a **presunção de inocência vale para todos**, inclusive para seus filhos. O presidente teria sido categórico ao afirmar que Fábio Luís não tinha responsabilidade no caso, lembrando de episódios passados em que foi falsamente acusado.

“Ele [o presidente] falou: ‘Então, já que você não fez absolutamente nada, voluntariamente se defenda. A gente sabe que o embate é duro, se defenda’. E ele resolveu seguir a orientação do pai”, disse o advogado, destacando o tratamento coerente do presidente em relação à lei.


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