Delcy Rodrigues: Brasil e Venezuela em delicado equilíbrio com Trump

A postura do Brasil e da Venezuela frente às ações de Donald Trump tem sido marcada por uma estratégia de cautela. Ambos os países defendem a soberania regional e nacional, mas evitam um rompimento total com os Estados Unidos, reconhecendo a **influência política, econômica e militar** de Washington, especialmente sob a administração de Trump, descrita como **”imperialista e ameaçadora”**.

O delicado jogo diplomático de Delcy Rodrigues

No cenário venezuelano, a vice-presidente Delcy Rodrigues emerge como figura central. A Venezuela, marcada por uma profunda crise sob o governo de Nicolás Maduro, encontra-se em uma posição extremamente sensível, sob o risco de se tornar uma **”colônia no quintal” dos EUA**. A escolha de Delcy Rodrigues para gerir a crise é vista como estratégica, pois ela precisa equilibrar a pressão interna do chavismo, ainda ativo na sociedade, com as ambições declaradas de Donald Trump de **”administrar” o país e controlar seu vasto tesouro petrolífero**.

A liderança oposicionista, representada por Maria Corina Machado e seu preposto Edmundo González, não é vista como uma alternativa viável por diversos setores, que temem uma radicalização interna ou um aprofundamento do caos. A opção por um interventor americano é considerada a **pior hipótese**.

Delcy Rodrigues, filha de um líder marxista e irmã do presidente da Assembleia Nacional, Jorge Rodriguez, combina uma **forte ligação com o chavismo** com um pragmatismo na economia e um **sólido conhecimento da indústria petrolífera venezuelana**. A complexidade reside em como ela lidará com as declarações de Trump, que sugere que ela teria que seguir suas ordens. A sensação é de um **acordo tácito**, onde Trump expressa suas intenções e Delcy articula respostas que afirmem a independência e a soberania venezuelana, mantendo a lealdade a Maduro.

Brasil: Condenação sem rompimento

O Brasil, por sua vez, também adota uma postura de **”pisar em ovos”**. O governo Lula tem **condenado firmemente as ações dos EUA**, tanto em discursos quanto em votações na ONU. No entanto, a estratégia é **evitar atacar diretamente Donald Trump**, que tem estendido suas ameaças a outros países da região e até mesmo a Groenlândia. A prioridade para o Brasil é **condenar a ação dos EUA, mas sem “explodir pontes”** com a potência americana, reconhecendo a necessidade de manter canais de diálogo abertos.

Essa abordagem reflete a complexidade do cenário geopolítico atual, onde a defesa da soberania nacional se entrelaça com a necessidade de **navegar em águas diplomáticas turbulentas**, especialmente diante de um governo americano com tendências expansionistas e declarações assertivas.


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