Delegada da PF e passado na Interpol
A delegada da Polícia Federal, Dominique de Castro Oliveira, voltou a ser assunto em noticiários e redes sociais após um incidente envolvendo um motorista de aplicativo. O caso ganhou repercussão após a delegada acionar a própria corporação para recuperar um notebook que teria sido esquecido em um carro de aplicativo. Segundo relatos, o motorista da Uber teria exigido um valor adicional, equivalente a 5% do valor do bem, para realizar a devolução.
Diante do impasse, o motorista foi levado à Superintendência da PF no Distrito Federal para prestar depoimento e, posteriormente, foi liberado. O episódio gerou reações diversas, com muitos internautas questionando a decisão da delegada de envolver a Polícia Federal em uma situação que, para alguns, poderia ter sido resolvida de outra forma.
Repercussão e críticas nas redes sociais
Comentários nas redes sociais criticaram a atuação da delegada, questionando o valor cobrado pelo motorista e a escolha de acionar a PF. Um internauta comentou: “Uma delegada, fez isso tudo por causa de R$ 50,00??? Tá passando fome assim?”. A Uber, em nota, lamentou o ocorrido e expressou o desejo de que “motoristas parceiros e usuários não se envolvam em conflitos”.
Este não é o primeiro momento em que Dominique de Castro Oliveira atrai atenção. Ela foi afastada da Interpol em 2021, durante o governo de Jair Bolsonaro. Sua atuação na Interpol estava ligada ao cumprimento de ordens de prisão internacional, incluindo a do blogueiro Allan dos Santos, que é foragido da Justiça brasileira.
Atuação destacada na captura de foragidos
Durante seu período na Interpol, que durou cerca de 16 meses, Dominique de Castro Oliveira foi responsável por encaminhar pedidos de difusão vermelha, um instrumento utilizado para a localização e captura de foragidos internacionais. Ela atuou diretamente no processo relacionado a Allan dos Santos, recebendo o mandado de prisão do Supremo Tribunal Federal, revisando a documentação e encaminhando o pedido para publicação.
Colegas de profissão reconhecem a produtividade da delegada. Na Interpol, ela também contribuiu para a captura de foragidos internacionais ligados à máfia italiana ‘Ndrangheta. Em comunicação interna, Dominique relatou ter recebido a ordem de retorno ao trabalho em Brasília com sentimento de “incredulidade”, revolta e injustiça, demonstrando seu descontentamento com a mudança de função. Internamente, também foi apontada como crítica à gestão do ex-diretor-geral da PF, Paulo Maiurino, e por ter assinado manifestação em apoio ao delegado Felipe Barros Leal, afastado de um inquérito sobre suposta interferência política do ex-presidente Bolsonaro na PF.
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