Deputado Félix Mendonça é alvo da PF por desvio de emendas
O deputado federal Félix Mendonça Júnior (PDT-BA) figura como um dos alvos da nona fase da Operação Overclean, deflagrada pela Polícia Federal (PF). A ação visa desarticular uma organização criminosa sob suspeita de desviar recursos públicos, especificamente provenientes de emendas parlamentares. Ao todo, a PF cumpre nove mandados de busca e apreensão, autorizados pelo Supremo Tribunal Federal (STF), em endereços na Bahia e no Distrito Federal.
Quem é Félix Mendonça?
Natural de Itabuna, na Bahia, Félix Mendonça Júnior tem 62 anos e é formado em Administração de Empresas pela Universidade Federal da Bahia. Este é o seu quarto mandato consecutivo na Câmara dos Deputados. Ele é filho do ex-deputado Félix Mendonça, falecido em 2020. Desde abril do ano passado, o parlamentar ocupa o cargo de secretário de Relações Internacionais da Câmara, função que o encarrega de definir diretrizes da diplomacia parlamentar, fomentar a cooperação com outros parlamentos e apoiar missões oficiais de deputados.
Investigação e valores desviados
A investigação aponta que Félix Mendonça destinou, pelo menos, R$ 4 milhões em emendas parlamentares para prefeituras que já estavam sob escrutínio por suspeitas de fraudes em licitações. Esta não é a primeira vez que o deputado é alvo da Operação Overclean, tendo sido investigado em uma fase anterior em junho do ano passado. Os mandados foram cumpridos em Salvador, Mata de São João, Vera Cruz (BA) e no imóvel funcional do deputado em Brasília. A operação conta com o apoio da Controladoria-Geral da União (CGU) e da Receita Federal do Brasil.
Bloqueio de bens e crimes investigados
O STF determinou o bloqueio de R$ 24 milhões em contas bancárias dos investigados. O objetivo é impedir a movimentação de valores de origem ilícita e garantir a preservação de ativos para uma eventual reparação aos cofres públicos. Os envolvidos poderão responder por crimes como organização criminosa, corrupção ativa e passiva, peculato, fraude em licitações e contratos administrativos, além de lavagem de dinheiro. O Estadão buscou contato com o parlamentar, e o espaço permanece aberto para manifestação.
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