A Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj) se viu no centro de um turbilhão político nesta semana, com a votação de um projeto que determinava a soltura de seu presidente, Rodrigo Bacellar. A decisão, que ocorreu após a prisão do deputado pela Polícia Federal, expôs **divergências significativas entre os parlamentares** e levantou questionamentos sobre os rumos da política estadual.
Votação acirrada pela liberdade de Bacellar
A maioria dos deputados votou **a favor do Projeto de Resolução**, que visava a soltura de Rodrigo Bacellar. Essa posição indica um movimento da Casa para reverter a decisão das autoridades policiais, argumentando, implicitamente, pela necessidade de rever os motivos que levaram à prisão do presidente da Alerj. A articulação para a aprovação do projeto demonstra a força política de Bacellar e seus aliados dentro do parlamento fluminense.
Abstenção e declarações polêmicas
Em meio à votação, o deputado Rafael Picciani, do MDB, tomou a decisão de se abster. Picciani, que chegou a ocupar uma secretaria no governo de Cláudio Castro e foi exonerado para retornar à Alerj, justificou sua abstenção por ter se tornado parte do processo e, inclusive, ter deposto na Polícia Federal sobre a manobra regimental. Sua posição se destaca em um cenário de decisões polarizadas, adicionando uma camada de complexidade ao debate.
O futuro político e as investigações
A votação pela soltura de Rodrigo Bacellar, embora possa significar seu retorno imediato às atividades parlamentares, não encerra as investigações que levaram à sua prisão. O deputado, filiado ao PL, é **suspeito de agredir um bombeiro da Alerj** após ficar preso em um elevador. O caso levanta sérias questões sobre conduta e o exercício do poder, em um momento delicado para a política do Rio de Janeiro.
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