Ronaldo Caiado se junta ao PSD, gerando especulações sobre o futuro da direita em 2026.
A recente filiação do governador de Goiás, Ronaldo Caiado, ao PSD, partido comandado por Gilberto Kassab, agitou o cenário político brasileiro e as projeções para a eleição presidencial de 2026. A manobra, que adiciona Caiado ao grupo de pré-candidatos que já inclui Ratinho Júnior e Eduardo Leite, visa a **oxigenação do campo da direita**, especialmente após a saída de Tarcísio de Freitas da lista de possíveis concorrentes. Essa movimentação, no entanto, levanta a questão crucial: haverá uma **guerra civil na direita** ou um movimento astuto de união?
Disciplina é a chave para evitar a autodestruição da direita
A análise inicial pode sugerir um “racha na direita”, mas a história recente, como o caso do Chile, demonstra que a divisão de candidaturas de centro-direita e direita pode, paradoxalmente, fortalecer o campo em detrimento da esquerda. O ponto nevrálgico para o sucesso brasileiro reside na **disciplina dos candidatos**. A impulsividade, característica frequentemente associada aos bolsonaristas, e a teimosia de figuras como Caiado, podem transformar a disputa em um campo de batalha interno. A capacidade de construir um **bom acordo** será determinante.
O impacto no eleitorado e a dinâmica da campanha
A entrada de novas lideranças no PSD pode atrair um **eleitorado de centro**, até então disperso entre votos nulos, no senador Flávio Bolsonaro ou mesmo no presidente Lula. Essa diversificação de opções pode **dificultar a definição da eleição em primeiro turno**. A dinâmica da campanha, que se antecipa **violenta**, poderá ter dois adversários relevantes mirando o presidente Lula. Em um cenário com Flávio Bolsonaro e Ronaldo Caiado, as críticas à esquerda e ao PT seriam intensas, com compromisso mútuo em relação ao presidente Bolsonaro. A mobilização da direita, comprovada pela trajetória de Nikolas Ferreira, permanece forte.
Cenários distintos com diferentes candidatos do PSD
Caso Eduardo Leite seja o candidato do PSD, a discussão tende a ser mais sutil. Sua crítica se concentraria na política econômica petista, evitando ataques diretos ao processo que levou Bolsonaro à prisão. Uma campanha institucional, focada em reformas e questões administrativas, seria seu estilo. Ratinho Júnior, se escolhido, provavelmente apresentaria uma candidatura mais à direita que Leite, mas possivelmente menos radical que Flávio ou Caiado. Em um **segundo turno**, o apoio do candidato derrotado do PSD seria **fundamental para a vitória**. A necessidade de ser poupado pelos demais adversários é evidente, especialmente para que a direita radical não o ataque excessivamente, facilitando um eventual apoio a Flávio Bolsonaro. A viabilização de uma **terceira via competitiva**, atraindo eleitores que buscam alternativas a Lula e Bolsonaro, é uma possibilidade menos provável, mas que, em um país onde o improvável se torna possível, merece atenção.
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