Diretor da PF elogia ‘coragem’ de Galípolo no caso Master e aponta falhas antigas

PF investiga fraude bilionária no Banco Master

O diretor-geral da Polícia Federal (PF), Andrei Passos Rodrigues, destacou a **coragem** do presidente do Banco Central (BC), Gabriel Galípolo, ao enfrentar o caso do Banco Master, uma fraude bilionária que, segundo Rodrigues, **”já vinha de outras gestões”**. A declaração foi feita durante a reunião de balanço dos órgãos vinculados ao Ministério da Justiça e Segurança Pública, onde o diretor-geral ressaltou a importância da **integração e cooperação** entre as instituições para desvendar o que ele considera o **”maior crime que envolve o mercado financeiro”**.

“Isso foi possível graças à coragem do presidente Galípolo de enfrentar um problema que já vinha de outras gestões e que ele teve a coragem e a capacidade de levar à Polícia Federal esses dados”, afirmou Andrei Passos Rodrigues, enfatizando que a PF **”vai investigar até o final deste caso para não deixar que nenhum achado ou dado neste caso fique sem ser ser esclarecido”**.

Alertas antigos e ações de gestões passadas sob escrutínio

Questionado sobre a possibilidade de omissões ou ações de gestões anteriores no caso Master, Rodrigues admitiu que **”já havia outros alertas em outros momentos”**. A PF se comprometeu a **”abrigar todo o lapso temporal para podermos concluir, inclusive temporalmente, o que houve e não houve e quem deixou de agir, agiu corretamente ou de maneira maliciosa”**.

O caso Master ganhou notoriedade após reportagens do Estadão revelarem que o ex-presidente do Banco Central, Roberto Campos Neto, **”sabia dos problemas do Master e evitou intervir no banco”**, optando por dar um prazo para a instituição melhorar seus indicadores. Uma comunicação datada de 7 de novembro de 2024, entre o Banco Master e o BC, mostra o banqueiro Daniel Vorcaro se comprometendo a implementar medidas para recompor a saúde financeira do banco em seis meses. O documento revelou um **”ultimato”** do BC, sob a gestão de Campos Neto, um ano antes da liquidação do banco por Galípolo em novembro de 2025.

Resultados da Polícia Federal e desafios futuros

Na mesma reunião, Andrei Passos Rodrigues apresentou dados positivos sobre o trabalho da PF em 2025, com um índice de **85% de solução de crimes** e um prejuízo de **R$ 9,5 bilhões ao crime organizado** por meio de apreensões. A corporação tem 47 mil inquéritos em tramitação em 2026 e reduziu a média de duração das investigações de 650 para 450 dias.

Rodrigues destacou a **autonomia investigativa** como fator essencial para esses avanços, ressaltando a busca pela **”excelência da prova”**. O diretor-geral também mencionou recentes apontamentos de delegados sobre **”intervenção indevida do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Dias Toffoli”** no inquérito do Master. Outras áreas do Ministério da Justiça também apresentaram resultados, como a apreensão de **719 toneladas de maconha e 44 toneladas de cocaína em 2025** pela Polícia Rodoviária Federal (PRF).


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