DNIT exonera diretor sob suspeita de receber propina
O diretor de Administração e Finanças do Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (DNIT), Marcos de Brito Campos Jr., foi exonerado do cargo após investigações da Polícia Federal (PF) levantarem suspeitas de seu envolvimento no recebimento de propina em dinheiro vivo. A investigação, que apura um esquema de descontos indevidos em aposentadorias do INSS e pagamento de propinas, culminou na prisão do empresário Antônio Antunes, conhecido como “Careca do INSS”, em setembro.
Defesa nega irregularidades e critica sigilo
A defesa de Marcos de Brito Campos Jr. divulgou nota oficial expressando surpresa com o envolvimento do diretor nas investigações, denominadas “Operação Sem Desconto”. Os advogados afirmam que, devido ao sigilo máximo dos procedimentos no Supremo Tribunal Federal (STF), não tiveram acesso completo aos autos e, portanto, desconhecem o teor das investigações. A defesa refuta categoricamente qualquer participação do diretor em atividades ilícitas, seja no INSS, onde ocupou a Superintendência da Região Nordeste, seja no DNIT.
Diálogos revelam entrega de dinheiro vivo
As apurações da PF revelaram diálogos que indicam a entrega de dinheiro vivo a um ex-assessor parlamentar do senador Weverton Rocha (PDT-MA). Uma das mensagens sugere a discrição na entrega, solicitando que o valor fosse colocado “em um envelope ou recipiente que não deixe transparecer o que é! Evitar o desconforto para ele!”. Essas informações foram encaminhadas ao ministro André Mendonça, relator do caso no STF.
Diretor se coloca à disposição para defesa
Na nota, a defesa de Marcos de Brito Campos Jr. ressalta que o diretor possui patrimônio modesto e compatível com suas receitas, estando em dia com suas obrigações civis e fiscais. Diante da repercussão do caso e em respeito ao DNIT, o diretor deixou seu cargo à disposição da Diretoria Geral da autarquia, visando resguardar a instituição e permitir o pleno exercício de seu direito de defesa. Ele nega veementemente o recebimento de qualquer numerário do empresário Antônio Antunes ou de terceiros envolvidos na operação.
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