Isso porque, apesar de ser o maior mercado do País, a competição em São Paulo é maior. “Eu vim abrir a filial de São Paulo pela Medicalway, em 2008, e fiquei oito anos”, diz Paulo Souza, presidente da 7 Import. “É um mercado no qual se cresce mais rápido, mas que é mais agressivo e com margens menores, o que faz com que a operação tenha de ser muito bem estruturada para não machucar o caixa.”
Líderes em seus Estados do origem, as quatro sócias empregam mais de 500 pessoas e teriam faturamento, caso somado, de cerca de R$ 500 milhões. Com participações iguais na joint venture, preveem investir R$ 20 milhões na nova companhia. Até agora, metade do valor foi usado em montagem da estrutura física, estoques e tecnologia.
“Pelo fato de serem empreendedores locais, muito conhecedores da realidade brasileira e do próprio mercado de São Paulo, eles criaram uma empresa muito ágil”, diz Jefferson Nesello, sócio da Zaxo, consultoria de M&A (fusões e aquisições), que estruturou o negócio.
Segundo Souza, o fato de a 7 Import ter quatro CNPJs como acionistas permitiu, por exemplo, a transferência de inventário e o início do faturamento imediato, mesmo com a complexidade da abertura da empresa, contratações e montagem de toda a estrutura. A expectativa é que a empresa fature R$ 100 milhões, entre cinco e dez anos. O negócio não deve passar pelo Cade (Conselho Administrativo de Defesa Econômica).
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