Dólar a R$ 6 gera inflação de alimentos e é especulação do mercado financeiro, diz Fávaro

BRASÍLIA – O ministro da Agricultura, Carlos Fávaro, atribuiu a recente alta da inflação de alimentos à especulação do mercado financeiro. “Se temos a perspectiva de uma safra boa, se não temos perspectiva de falta de nenhum produto da cesta básica brasileira, o que está acontecendo é especulação do mercado financeiro. O dólar a R$ 6 gera inflação de alimentos e é nitidamente especulação do mercado financeiro”, disse o ministro em entrevista à GloboNews.

O ministro justificou que a safra de grãos 2024/25, que está em desenvolvimento, e será colhida a partir de meados de fevereiro, deve ser “muito boa”.

“Com previsão de recordes na produção de soja, milho e arroz e estabilidade no feijão. Em carnes, estamos superando o ciclo de baixa mas com estabilidade na produção”, acrescentou.

‘Gostaria muito que o mercado financeiro desse um voto de confiança à equipe econômica’, diz Fávaro  Foto: Joédson Alves/Agência Brasil

Fávaro pediu um voto de confiança do mercado financeiro à equipe econômica do governo. “Gostaria muito que o mercado financeiro desse um voto de confiança à equipe econômica, ao ministro Haddad, à ministra Simone, às políticas públicas do Ministério da Fazenda e do Ministério do Planejamento. É mais do que dito o compromisso do presidente Lula com a responsabilidade fiscal e econômica brasileira”, afirmou.

Expectativa sobre acordo Mercosul/UE

“Está madura. Houve empenho pessoal do presidente Lula aparando as arestas, discutindo pessoalmente cota com cada país, atuando nas divergências dentro do Mercosul e será o tema principal de sua ida à cúpula do Mercosul. A recondução da presidente da Comissão Europeia, Ursula Von der Leyen, pelo Parlamento Europeu foi uma boa sinalização”, avaliou o ministro.

Questionado sobre a pressão contrária da França ao acordo, o ministro pontuou que a decisão sobre a formalização é da Comissão Europeia.

“O espernear francês é legítimo em proteção aos seus agricultores, mas o acordo prevê estabilidade dos países com relação ao comércio e vai poder fortalecer oportunidades de venda de produtos franceses no Brasil”, afirmou.

Para o ministro, a crise recente entre o Carrefour e a indústria brasileira de carnes não afeta as tratativas finais do acordo, por ter envolvido empresa privada e não os governos diplomaticamente.

“Neste momento não há porque ter dúvida quanto à formalização do acordo por conta desse incidente especificamente”, explicou refutando riscos de os produtos agropecuários brasileiros “invadirem” o mercado francês já que há estabelecimento de cotas para cada produto.

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