Eduardo Bolsonaro: “Não tenho condição” de voltar ao Brasil, mas lutará por cargo na PF

Eduardo Bolsonaro reage a convocação para retornar à PF

O ex-deputado Eduardo Bolsonaro declarou nesta sexta-feira, 2, que “é óbvio que não tem condição de retornar ao Brasil agora”, mas que “não entregará” seu cargo na Polícia Federal de “mãos beijadas”. A declaração surge após a publicação de uma portaria determinando o “retorno imediato” do ex-parlamentar ao posto de escrivão na Delegacia de Polícia Federal em Angra dos Reis, no Rio de Janeiro, cargo que ocupava antes de ser eleito deputado federal.

“Vou lutar pelo meu cargo na Polícia Federal”, afirma Eduardo

Em um vídeo divulgado na plataforma X, Eduardo Bolsonaro expressou sua determinação em defender seu cargo. “Ficarei firme. […] Vou lutar por ele (meu cargo na Polícia) Federal. Porque sei que sou uma pessoa que batalhou para ser aprovado nesse concurso”, afirmou. Ele alega que há uma intenção de prejudicá-lo, visando sua aposentadoria da PF e até mesmo seu porte de arma, incluindo sua pistola Glock, que ainda é “brasonada da Polícia Federal”.

Motivo da convocação e alegações de perseguição

A convocação para o retorno de Eduardo Bolsonaro à PF foi motivada por uma portaria da diretoria de gestão de pessoas da corporação, que determinou a cessação do afastamento para exercício de mandato eletivo a partir de 19 de dezembro. Essa decisão ocorreu após a Mesa Diretora da Câmara dos Deputados declarar a perda de seu mandato parlamentar devido a faltas. No vídeo, Eduardo justifica sua impossibilidade de retornar ao país citando a situação de seu pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro, que retornou à carceragem da PF em Brasília após receber alta hospitalar.

Críticas à cúpula da PF e defesa da honra

O ex-deputado reiterou sua alegação de ser “alvo de perseguição” e criticou duramente a liderança da Polícia Federal. “Não abdiquei de todos os privilégios parlamentares para me sujeitar aos caprichos dos bajuladores de tiranos, que chefiam a Polícia Federal”, escreveu. Ele concluiu com uma declaração enfática: “Que a ‘Gestapo’ faça o que bem entender com meu concurso público, jamais trocaria minha honra por um emprego na burocracia pública”. Eduardo Bolsonaro permanece vinculado à delegacia da PF no litoral do Rio de Janeiro.


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